POLÍTICA NACIONAL
Davi celebra avanço na Câmara da PEC que beneficia servidores de ex-territórios
POLÍTICA NACIONAL
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite que agentes públicos dos ex-territórios do Amapá e de Roraima sejam remunerados pela União avança na Câmara dos Deputados. A nova etapa da proposta, já aprovada em dois turnos no Senado, foi anunciada em um encontro na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (5) com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de outros senadores do Amapá, de Roraima e de Rondônia.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a PEC 7/2018 será analisada por uma comissão especial na Casa após ser admitida pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Pelo texto, profissionais na ativa e aposentados poderão optar por serem pagos pela União, desde que tenham atuado nos territórios ou que tenha mantido vínculo empregatício com a administração pública local até dez anos após o território se tornar estado. Algumas categorias, como policiais e bombeiros, poderão ter aumento salarial.
Davi defendeu que o texto seja aprovado ainda em 2026. Ele chamou de “injustiça” a diferença entre o tratamento dado aos servidores de Rondônia e aos dos estados do Amapá e de Roraima, criados com a Constituição de 1988. Enquanto a União pagou a folha salarial de Rondônia por dez anos quando o território virou estado, o prazo foi de apenas cinco anos para amapaenses e roraimenses.
— Homens e mulheres se deslocaram aos rincões do Brasil para servirem como servidores públicos do país. Eu sou um nortista e o [presidente da Câmara, Hugo] Motta é um nordestino, e a percepção comum é que ainda hoje há um preconceito regional no Brasil. Estamos no caminho do enfrentamento das desigualdades regionais — disse Davi.
Apoio
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), primeiro a apresentar a PEC, avaliou que os estados da Região Norte sofreram obstáculos históricos para se integrar ao resto do Brasil, sofrendo até mesmo conflitos violentos. É o caso da resistência contra uma invasão francesa onde hoje é o Amapá, em 1895, liderada por Francisco Xavier da Veiga Cabral.
— [A posição de Davi e Motta] é para cumprir a Constituição Federal: combater as desigualdades regionais. Essa é a luta para se tornar Brasil e para garantir aos servidores desses locais serem reconhecidos pelo Brasil.
O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) apontou que Roraima tinha deficiências em serviços básicos quando foi fundada, como na educação. Ele afirmou que sua cidade só tinha aulas até a quarta série do ensino fundamental, ano em que conciliava os estudos com aulas a alunos mais novos como “professor leigo”.
— Em 1975, eu tinha 12 anos quando cheguei com minha família a Roraima. O governo federal fazia chamado para que o povo ocupasse a Amazônia, com medo de invasão de outros países. Até aqui, todo esse povo vive gritando por socorro.
Os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Dr. Hiran (PP-RR) também participaram da renião.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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