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Debatedores defendem Julho Neon como mês nacional da saúde bucal

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A saúde bucal foi o tema da audiência pública promovida nesta quinta-feira (27) pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). Durante o debate, os participantes defenderam o projeto que institui em lei o Julho Neon como mês de conscientização sobre o tema (PL 2.563/2021).

A audiência aconteceu a pedido da senadora Jussara Lima (PSD–PI), que é a relatora do projeto. O texto insere na legislação brasileira uma campanha criada em 2021 pela Associação Brasileira de Planos Odontológicos.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE em 2020, dos cerca de 162 milhões de brasileiros adultos, em torno de 34 milhões já perderam 13 dentes ou mais e outros 14 milhões não possuem dentição.

Jussara Lima, que conduziu o debate, reiterou a importância da ampliação das ações de prevenção, conscientização e educação sobre o tema. Para ela, a odontologia tem um papel estratégico no cuidado integral à saúde.

Saúde geral

Coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan Gomes de Lucena afirmou que a saúde bucal é indissociável da saúde geral.

— Não existe uma saúde plena sem se considerar a saúde bucal. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que possui uma política pública universal, gratuita e integral de saúde bucal. Instituir o Julho Neon é fortalecer a mobilização nacional, despertar o interesse dos gestores e ampliar a capacidade de promoção, prevenção e reabilitação — argumentou.

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Segundo Edson, mais de 36 mil dentistas atuam na atenção primária, que realiza cerca de 40 milhões de atendimentos por ano.

Ações educativas

Liana Lima Pinheiro, presidente da Academia Brasileira de Odontologia e representante do Conselho Federal de Odontologia, disse que ações educativas permanentes produzem impacto direto na qualidade de vida.

— Ensinar o brasileiro a cuidar melhor da própria boca é uma das ações mais eficazes de promoção da saúde. Quando a saúde bucal ganha destaque, isso mobiliza instituições, amplia práticas preventivas e aproxima o conhecimento científico do cotidiano das pessoas — destacou ela, que participou do debate por videoconferência.

Liana ressaltou que a adoção de um mês de mobilização nacional contribui para ampliar o acesso à informação e fortalecer a prevenção.

— As doenças bucais estão entre as mais prevalentes do mundo, mas são plenamente preveníveis quando há orientação adequada e políticas públicas estruturadas. O fortalecimento do Julho Neon potencializa esses avanços, reduz sofrimento, evita procedimentos mais invasivos, racionaliza recursos e qualifica a assistência prestada à população — enfatizou ela.

Política nacional

Anselmo Dantas, representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), frisou a importância da Política Nacional de Saúde Bucal, instituída pela Lei 14.572, de 2023, e seu impacto sobre a qualidade de vida da população.

— Hoje nós podemos dizer que temos uma lei para chamar de nossa. A saúde bucal expressa o estilo e o modo de vida da pessoa, e fala mais alto que o próprio código genético. Temos 28 milhões de brasileiros vivendo em habitações precárias; ampliar o acesso é fundamental. O SUS [Sistema Único de Saúde] é tripartite, mas poucos estados cofinanciam a atenção primária, e são nos estados que as pessoas vivem. Elas precisam de cuidado contínuo — salientou.

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Anselmo também alertou para uma série de desafios na área: ele disse que há um déficit de mais de 20 mil equipes de saúde bucal da família, que a fluoretação da água é importante e que é necessário ampliar o diagnóstico precoce de câncer de boca.

— Investir em saúde é gerar desenvolvimento, é gerar riqueza, porque o serviço de saúde é a produção econômica do nível terciário. Ou seja, se você cuida da saúde das pessoas, você possibilita que elas possam realizar os seus projetos, que elas possam ter uma vida mais digna, vivendo mais e melhor.

Também participaram da audiência representantes da Academia Brasileira de Odontologia Militar, da Associação Brasileira de Odontopediatria e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.

Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.

O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

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Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.

Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.

Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.

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Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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