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Girão compara operação no Rio e no Ceará e vê ‘narrativa ideológica’ do governo Lula

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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (3), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) comparou a operação policial realizada no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 121 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha, com ação semelhante conduzida no Ceará para conter o avanço de facções criminosas. O parlamentar explicou que as duas operações buscaram combater o crime organizado e retomar áreas dominadas por grupos armados. No entanto, segundo ele, o governo federal e a imprensa trataram os casos de forma diferente.

O senador afirmou que, no caso do Rio, a operação foi amplamente criticada, enquanto no Ceará uma ação que também teve mortes de suspeitos não gerou a mesma repercussão. Para ele, essa diferença revela uma “narrativa ideológica” adotada pelo governo Lula.

— Nós tivemos uma ação, neste final de semana, no Ceará, operação de sucesso também, e eu não vi ninguém falar em chacina, porque a guerra não é técnica, é narrativa. Porque o governo é do PT, não se fala em chacina (são sete mortos); já que o governo do Rio de Janeiro não é do PT, aí vem aquele estrondo. Quer dizer, é uma questão ideológica, partidária. Infelizmente, no Brasil está virando isso — afirmou.

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O senador defendeu o trabalho das forças policiais e disse que o enfrentamento ao crime é necessário para restabelecer a autoridade do Estado em áreas dominadas por organizações criminosas. Girão criticou o que considera a omissão do governo federal diante da escalada da violência e reiterou apoio às operações de retomada de territórios.

— Finalmente, nós temos que celebrar um Estado que se levanta e enfrenta o que tem que enfrentar. É para isso que existe o Estado: para garantir a lei e a ordem para todos. Há décadas, há mais de 20 anos, você vê proliferar, nas comunidades do Rio de Janeiro, o crime sem uma ação efetiva do Estado. Nós estamos vendo, finalmente, uma atitude firme e corajosa das polícias do Estado do Rio de Janeiro no enfrentamento ao império do crime comandado por facções. Ninguém gostaria de ver mortes, mas o enfrentamento é necessário — declarou.

No mesmo discurso, o parlamentar voltou a defender que organizações criminosas do país, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), sejam classificadas como grupos terroristas. Ele argumentou que esses grupos já atuam com métodos típicos do terrorismo, impondo medo à população, controlando territórios e utilizando a violência como instrumento de poder. Segundo o parlamentar, países vizinhos, como Paraguai e Argentina, já adotaram a medida, enquanto o Brasil permanece sem uma posição sobre o tema.

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Girão também defendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para ser instaurada nesta semana. O senador lembrou que a proposta de investigação tramita desde 2022 e que o objetivo é apurar a atuação dos grupos criminosos em diferentes estados do país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Não votou no primeiro turno? Você pode votar no segundo; saiba as regras

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selo_eleicoes_claro.jpgOs mais de 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), poderão votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Isso porque, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno é considerado uma eleição independente. Assim, a ausência na primeira etapa da votação não impede a participação na segunda, desde que o eleitor esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral, ou seja, com o título eleitoral não cancelado nem suspenso.

No primeiro turno, cerca de 125,2 milhões de brasileiros compareceram às urnas, o equivalente a quase 79% dos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar.

No dia 25 de outubro, os eleitores de todo o país voltarão às urnas para escolher o presidente da República. Também haverá segundo turno para governador em seis estados e no Distrito Federal: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.

O segundo turno ocorre quando nenhum dos candidatos aos cargos de presidente da República ou governador alcança a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais da metade dos votos, excluídos os brancos e nulos.

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No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 70 anos. Para jovens de 16 e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70 anos, o voto é facultativo.

Justificativa eleitoral

Quem deixou de votar no primeiro turno precisa justificar a ausência à Justiça Eleitoral, mesmo que compareça normalmente às urnas no segundo turno.

O prazo para apresentar a justificativa referente ao primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026. Já os eleitores que não comparecerem ao segundo turno terão até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência.

A justificativa deve ser apresentada separadamente para cada turno. Portanto, quem não votar em nenhuma das duas etapas deverá apresentar duas justificativas, respeitando os respectivos prazos.

O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net, disponível no portal do TSE, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.

Para justificar a ausência após a eleição, o eleitor deverá informar o motivo do não comparecimento e apresentar documentos que comprovem a impossibilidade de votar. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

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A ausência a três eleições consecutivas, sem justificativa ou pagamento das multas correspondentes, poderá resultar no cancelamento do título eleitoral. Para essa contagem, cada turno é considerado uma eleição independente.

Com informações do TSE

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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