POLÍTICA NACIONAL
Humberto critica ‘tarifas punitivas’ dos EUA e defende soberania do Brasil
POLÍTICA NACIONAL
Em pronunciamento na terça-feira (12), o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Ele afirmou que as medidas configuram um ataque à soberania brasileira e disse que especialistas internacionais consideram o gesto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “absolutamente despropositado e acintoso” às relações diplomáticas entre nações.
O senador acusou ainda a família Bolsonaro e aliados do ex-presidente de agravarem a situação para favorecer interesses externos.
— São atos envenenados pelo bolsonarismo, por traidores da pátria, que, buscando escapar da punição por crimes que cometeram, articulam um ataque externo às nossas instituições para subjugá-las ao interesse estrangeiro. Nossa soberania, como tem reiterado o presidente Lula, é inegociável, e o nosso governo está trabalhando vivamente para reduzir danos e levar o nosso país, de forma inteligente e estratégica, a atravessar essa tormenta com os menores prejuízos possíveis ao nosso povo e ao nosso setor produtivo — afirmou.
Humberto destacou que o governo federal atua para reduzir prejuízos ao país. Ele citou a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da China, Xi Jinping, para reforçar a cooperação entre países do Sul Global contra o unilateralismo e o protecionismo.
O senador também criticou governadores de estados afetados pelas tarifas que “permanecem em silêncio” e afirmou que o governo federal não vai aceitar que o país seja tratado como nação subalterna:
— Somos uma potência em ascensão que, longe de se submeter a pressões externas, defende a construção de uma ordem econômica mais justa, onde os países em desenvolvimento tenham acesso equitativo aos mercados e às tecnologias, sem a imposição de barreiras ou sanções que perpetuem a desigualdade. O uso de tarifas punitivas por Donald Trump é uma tentativa flagrante de enfraquecer economias emergentes e redesenhar as regras do comércio global de maneira unilateral.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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