POLÍTICA NACIONAL
Mourão alerta para o risco mundial de grandes guerras
POLÍTICA NACIONAL
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), fez um alerta sobre o cenário internacional e os riscos que, segundo ele, ameaçam a paz mundial. O parlamentar fez uma comparação histórica entre a Segunda Guerra Mundial e os conflitos atuais, sugerindo que o mundo vive novamente um período de instabilidade e de perigo de grandes guerras. Ele mencionou a invasão da Ucrânia pela Rússia, as tensões no Oriente Médio, os conflitos na África e o crescimento do crime organizado na América Latina.
Mourão destacou que o Brasil precisa estar preparado para defender interesses estratégicos e alertou para a situação das Forças Armadas, que, segundo ele, enfrentam sucateamento.
— Nossas Forças Armadas, sem previsão orçamentária fixa e razoável, seguem sendo sucateadas ao longo do tempo, a despeito do trabalho hercúleo dos homens e mulheres que integram suas fileiras. Lembro que as Forças Armadas bem equipadas e adestradas não se constroem do dia para a noite, mas as trombetas da guerra — essas, sim — soam a qualquer momento. Neste momento atual, prevalecem aqueles que prestigiam e honram seus soldados, entendendo seu papel de guardiões finais da honra da pátria — disse.
O senador criticou ainda a condução política no Brasil, afirmando que a proximidade das eleições de 2026 tem colocado disputas eleitorais acima das prioridades de interesse nacional.
— O equilíbrio fiscal foi deixado de lado, pois o governo só tem um objetivo: vencer a eleição do próximo ano. Após isso, com o arcabouço tendo virado uma peça de ficção, teremos um dilúvio, pior do que aquele que assolou o meu Rio Grande do Sul no ano passado. Deixo aqui um alerta: faltará tudo em 2027 a seguirmos nessa toada — declarou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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