RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Pacheco e Randolfe exaltam coragem de Davi Alcolumbre à frente do Senado

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

Os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) elogiaram nesta quarta-feira (24) a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre e destacaram a sua coragem na condução dos trabalhos da Casa, especialmente por não ceder a pressões para colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações ocorreram depois de fala do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que citou o ex-assessor do presidente do Senado, advogado Paulo Boudens, que teve o nome incluído em investigação da Polícia Federal sobre fraudes no INSS. Ele pediu a instauração de procedimento administrativo para apuração dos fatos e eventual responsabilização de Boudens. Girão também voltou a cobrar a análise de um pedido de impeachment.  

Pacheco, na condição de ex-presidente do Senado, destacou a firmeza de Alcolumbre em decisões que, segundo ele, garantem a estabilidade institucional do país

— As posições de Vossa Excelência, a sua coragem em momentos muito turbulentos de uma polarização que insiste em preponderar no nosso país, têm chamado a responsabilidade e afirmado posições que se esperam de um presidente do Senado Federal. Vossa Excelência tem a coragem de dizer que essa é uma prerrogativa da Presidência do Senado e que não importa quantidades e assinaturas, porque essa é uma prerrogativa que não se pode deixar de exercer. Num momento de tanta conflagração, tem sido importante para poder estabelecer essa estabilidade política institucional — afirmou Pacheco.

Leia Também:  Programa Nacional do Metano Zero vai à CMA

Presidente do Senado entre 2021 e janeiro de 2025, Pacheco destacou o papel do presidente do Congresso no diálogo com os demais poderes, bem como com o Ministério Público e com a imprensa. O equilíbrio de Davi nesse papel também foi ressaltado por Pacheco.

— Isso me orgulha muito, porque eu sei o que é o peso dessa cadeira, eu sei as responsabilidades que se impõem para essa cadeira, eu sei as pressões que nós sofremos quando nos sentamos nessa cadeira, e Vossa Excelência tem honrado, a todo minuto, a todo instante, a confiança que eu depositei ao votar em Vossa Excelência, no dia 1º de fevereiro, para me substituir. Vossa Excelência demonstra muita coragem cívica de fazer esse enfrentamento, porque isso gera, sim, um desgaste enorme. Como gerou para mim também um desgaste enorme, sob o ponto de vista pessoal, eleitoral e político — afirmou. 

Pacheco lembrou ainda episódios em que Davi teria se posicionado de forma firme em relação a decisões do Supremo e à defesa do Estado de direito, reforçando a importância do chefe do Legislativo para a estabilidade política:

— Vossa Excelência tem tido a coragem de adotar posturas que o Brasil precisa; alguém que tenha maturidade para poder estabelecer quais são as prioridades verdadeiras do nosso país, que não são esse ambiente polarizado e essa lógica egoísta de querer defender sempre o seu lado em prejuízo do outro lado.

Leia Também:  Flexibilização de férias de médicos residentes segue para sanção

O senador Randolfe também fez uma defesa enfática de Davi em relação à menção ao ex-assessor do presidente do Senado, feita por Eduardo Girão.

— Esse tipo de acusação é uma das maiores injustiças que se faz contra o senhor. O senhor Paulo Boudens não é seu chefe de gabinete há uns três ou quatro anos pelo menos. Eu sou testemunha até do afastamento entre o senhor e Paulo Boudens. Então, essa ilação, essa injustiça, eu até entendo o porquê, presidente: é pela sua coragem. Não curve a coluna, presidente, não curve a coluna.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) se associou às manifestações de Pacheco e Randolfe e elogiou o papel de Davi como presidente da Casa:

— Eu quero aqui falar da minha admiração pela conduta exemplar à frente da Presidência deste Senado em diversos momentos, em governos diferentes. Isso demonstra a altivez, a serenidade e a sobriedade de Vossa Excelência. Eu aqui faço minhas, com humildade, as palavras do nosso querido Rodrigo Pacheco.

Zenaide Maia (PSD-RN) destacou a forma como Davi exerce a Presidência do Legislativo:

— Eu queria parabenizar o nosso presidente. Como foi citado aqui pelo nosso Rodrigo Pacheco, para assumir um lugar como esse, precisa ter equilíbrio emocional, uma inteligência emocional acima de qualquer coisa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

Publicados

em

Por

O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

Leia Também:  Dívidas de servidores públicos é tema de debate na Câmara; assista

— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral. 

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

Leia Também:  Comissão aprova proposta para promover esporte feminino em grandes eventos

— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA