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POLÍTICA NACIONAL

Plínio critica possível restrição ao cultivo de tilápia no país

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou nesta terça-feira (4) o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que considera a possibilidade de incluir a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, segundo o parlamentar. A medida, ainda em discussão, teria como objetivo prevenir possíveis impactos ambientais.

Em pronunciamento no Plenário, Plínio afirmou que a decisão ameaça o setor de criação de tilápia, responsável por 80% da produção de pescado no país. Ele avaliou que a proposta ignora o impacto econômico da atividade.

— São bilhões de reais movimentados, milhares de empregos. Isso está afetando, certamente, alguns países que criam tilápia. Olha só a hipocrisia: a Alemanha está criando tambaqui ou pirarucu, espécie amazônica. Os Estados Unidos também. Quer dizer, as nossas espécies vão para lá, produzem aos milhões, e não há problema nenhum. Agora querem considerar a tilápia uma ameaça ao mercado do pescado lá fora. É esse pessoal a serviço de governos estrangeiros, defendendo interesses de fora e nunca o nosso — disse.

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O senador também criticou o papel da Conferência do Clima (COP 30), que será realizada em Belém (PA). Segundo Plínio, o evento não contribui para o desenvolvimento da região amazônica. Para o senador, as decisões adotadas durante as conferências ambientais impõem limitações aos países da Amazônia.

— A COP nada mais é do que, se fosse uma escola antiga, aquela lista de deveres de casa: está aqui para vocês fazerem em casa, vocês não podem tocar em nenhum bem natural, não podem derrubar uma árvore, têm que condenar o Amazonas à pobreza eterna e perpétua. E os maus brasileiros vão fazer isso, porque esses são aplaudidos. A COP é uma enganação para nós, amazônidas — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Izalci critica acordo para salvar BRB e cobra apuração de prejuízos

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Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o acordo para salvar o BRB (Banco de Brasília) e afirmou que os custos da operação serão transferidos à população do Distrito Federal. De acordo com o senador, o Governo do Distrito Federal assumirá obrigações financeiras por até 15 anos para fazer frente aos prejuízos decorrentes de investimentos realizados pela instituição na tentativa de compra do Banco Master, barrada pelo Banco Central.

Segundo Izalci, o acordo prevê um aporte de R$ 8,8 bilhões no banco, valor que, segundo seus cálculos, é incompatível com o patrimônio atual do BRB. O senador também afirmou que ainda existem incertezas sobre a recuperação de parte dos ativos envolvidos na operação e questionou a falta de acesso a relatórios de auditoria produzidos para analisar as operações do banco.

— Estamos investindo R$ 8 bilhões num patrimônio que hoje vale R$ 3 bilhões. Isso sem considerar, ou considerando, que realmente os R$ 8 bilhões vão resolver o problema, e não vão, vão simplesmente pagar o prejuízo dessa roubalheira toda que foi feita — declarou.

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O senador também criticou a utilização de recursos públicos para viabilizar o acordo e afirmou que o comprometimento de receitas futuras poderá impactar investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública no Distrito Federal. Na avaliação de Izalci, a destinação de recursos para cobrir os prejuízos poderá restringir a capacidade do governo local de ampliar gastos e investimentos nessas áreas nos próximos anos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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