POLÍTICA NACIONAL
Redução de auditores ameaça verbas do SUS, alertam TCU e governo
POLÍTICA NACIONAL
Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério da Saúde afirmaram, nesta terça-feira (28), que a redução no número de auditores coloca em risco a transparência e a aplicação das verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A avaliação foi feita durante audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
O auditor do TCU Vinícius Guimarães chamou a atenção para o desequilíbrio entre os recursos do SUS e o efetivo de auditores. Enquanto o orçamento da saúde saltou de R$ 106 bilhões em 2016 para R$ 234 bilhões em 2025, o número de servidores do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) fez o caminho inverso. “Temos menos servidores do que tínhamos há dez anos”, apontou.
Guimarães informou que o tribunal monitora a crise no quadro de pessoal do Denasus desde 2016. Segundo dados apresentados pelo auditor, naquele ano, dos 721 servidores do corpo técnico, 441 já estavam aptos à aposentadoria.
Recomposição
Por sua vez, o diretor do Denasus, Rafael Bruxellas, disse que há um planejamento para recompor a força de trabalho até julho de 2026, com o objetivo de chegar a 650 auditores.
“Estamos vindo de um processo de redução drástica do quadro de funcionários de auditoria. Pegamos o departamento no ano passado com 417 funcionários e convocamos 185 novos servidores”, afirmou.
Bruxellas destacou que o departamento realizará 268 auditorias em emendas parlamentares neste ano, o que comprometerá 65% da capacidade operacional do órgão.
Segurança jurídica
O deputado Jorge Solla (PT-BA), que solicitou o debate, alertou para o risco de paralisação na execução de recursos por gestores municipais e estaduais devido às novas regras de transparência para as emendas parlamentares.
“Em função dessas mudanças, é natural que os gestores fiquem com receio e demorem a utilizar ou até mesmo não utilizem o dinheiro no tempo adequado”, disse o parlamentar.

Solla defendeu a orientação técnica do TCU e do Denasus para evitar o que chamou de “apagão das canetas”, quando prefeitos têm medo de assinar convênios e serem punidos por órgãos de controle que interpretaram as novas normas de forma diferente.
Carreira específica
Atualmente, o Sistema Nacional de Auditoria (SNA), no qual o Denasus está inserido, funciona com servidores de outros cargos exercendo a função de auditoria, sem uma carreira de Estado específica.
Essa foi a principal crítica do presidente da União Nacional dos Auditores do SUS (Unasus), Wilhams Ramos. “A gente não pode viver eternamente de processo seletivo, isso não resolve”, declarou.
Ainda de acordo com o dirigente, a ausência dessa carreira na União gera desigualdade em relação aos estados, que já possuem cargos próprios.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova projeto que cria Política Nacional de Saúde na Escola
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Política Nacional de Saúde na Escola. O objetivo é integrar as ações de saúde e educação para garantir o desenvolvimento integral dos estudantes.
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), para o Projeto de Lei 3591/24, da deputada Lucyana Genésio (PDT-MA). A relatora decidiu ampliar o alcance da medida para além da rede pública de ensino.
“Desafios como promoção da saúde mental, segurança alimentar e nutricional e atualização do calendário vacinal atingem os estudantes independentemente da natureza administrativa da escola”, afirmou Ana Paula Lima no parecer aprovado.
Adesão facultativa
A política nacional poderá abranger, de forma facultativa e mediante adesão, as instituições de ensino privadas, comunitárias, filantrópicas e confessionais de educação básica. Pelo texto, a implementação deverá seguir as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Saúde na Escola (PSE).
O substitutivo prevê ações de controle do tabagismo convencional e de combate ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar. O texto aprovado também foca na prevenção de fatores de risco de câncer e de doenças crônicas não transmissíveis.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeito de Rio Branco acompanha obras do Programa Prefeitura nas Ruas no bairro Oscar Passos
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásEl Niño intensifica riscos climáticos e Coopercitrus reforça estratégia técnica para proteção do produtor rural
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásControle parasitário em bovinos ganha força com chegada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásNovos equipamentos reforçam o trabalho da agricultura familiar em Rio Branco
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásPecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeitura de Rio Branco entrega revitalização do Ginásio Poliesportivo, Praça do Universitário III e academia ao ar livre
-
ESPORTES3 dias atrásBélgica atropela Estados Unidos por 4 a 1, avança às quartas de final na Copa do Mundo
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásComissão debate restrição de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais; participe