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Sessão solene pelo Dia Mundial da Saúde lança obra de referência sobre o SUS

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O Congresso Nacional realizou nesta quarta-feira (8) sessão solene em comemoração ao Dia Mundial da Saúde. O evento também marcou o lançamento do Vade Mecum da Saúde 2026, obra de referência que sistematiza as normas essenciais para a gestão da saúde pública no Brasil.

A sessão foi presidida pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora do requerimento para sua realização, junto com o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA). 

O tema central da sessão foi a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e o reconhecimento do trabalho de gestores e profissionais à frente da execução cotidiana das políticas públicas de saúde.

Ao abrir a sessão, Ana Paula Lobato enfatizou o papel do SUS e destacou o papel dos que atuam na linha de frente da saúde pública. Para a senadora, o SUS é “uma conquista civilizatória”. Fortalecê-lo, segundo ela, significa reconhecer tanto o direito constitucional à saúde quanto o esforço de quem transforma esse direito em atendimento à população.

Ana Paula destacou a experiência do Maranhão no enfrentamento da pandemia, apontando que decisões rápidas e responsáveis foram fundamentais para salvar vidas.

Representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Cristian Morales afirmou que o Dia Mundial da Saúde serve como convite para renovar compromissos e fortalecer instrumentos que ampliem a capacidade do Estado de garantir direitos. No Brasil, segundo ele, isso significa fortalecer o SUS e assegurar, de forma contínua, a saúde como direito de todos.

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— A sessão cumpre um duplo papel ao reconhecer esforços técnicos e institucionais voltados ao aprimoramento da saúde pública e ao reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com os princípios de universalidade, equidade e integralidade do cuidado — afirmou.

Morales acrescentou que, ao reunir Legislativo, gestores e sociedade, a sessão fortalece a cooperação entre diferentes atores e reafirma a saúde como prioridade nacional.

Ao longo da solenidade, outras autoridades reforçaram a defesa do SUS e lembraram os desafios enfrentados pelo sistema, especialmente durante a pandemia de covid-19. O deputado estadual Carlos Lula (PSB-MA), ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e ex-secretário de Saúde do Maranhão, afirmou que o SUS precisa não apenas de reconhecimento simbólico, mas de orçamento, respeito e defesa institucional.

Vade Mecum

O Vade Mecum da Saúde 2026, organizado pela senadora e apresentado durante a sessão, é uma obra de referência legislativa para gestores do SUS, que serve como instrumento de apoio a gestores públicos, pesquisadores, profissionais e estudantes. A obra reúne dispositivos da Constituição, leis federais e decretos ligados à saúde, para facilitar o acesso às normas do setor.

Na sessão, a senadora Ana Paula Lobato destacou que a publicação é voltada sobretudo para gestores da ponta, que enfrentam diariamente a complexidade da rede pública e precisam de instrumentos que auxiliem a atuação administrativa e técnica. Representa, segundo ela, mais do que uma obra de referência, uma ferramenta de valorização do SUS, ao aproximar os textos normativos da realidade de quem executa as políticas públicas.

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Cristian Morales também enfatizou a importância do Vade Mecum como ferramenta de apoio à gestão pública. Na avaliação do representante da Opas, ao facilitar o acesso a informações, a obra oferece suporte na tomada de decisões mais ágeis e consistentes, com reflexos na implementação de políticas públicas.

Para Carlos Lula, o novo Vade Mecum responde à necessidade concreta de quem vive a gestão pública e sabe da importância de contar com referência legislativa consolidada para orientar a tomada de decisões.

Também compuseram a mesa da sessão o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, representando o ministro Alexandre Padilha; o deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade-MA); e a pesquisadora da Fiocruz Sandra Mara Campos Alves, que participou da elaboração do Vade Mecum.

Com informações do gabinete da senadora Ana Paula Lobato

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Importação simplificada de bens para pesquisa segue para a Câmara

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (7), em turno suplementar de votação, um projeto de lei que facilita a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica.

O texto aprovado é um substitutivo (texto alternativo ao original) que  já tinha passado pela primeira votação na comissão no final de junho. Agora poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para análise no Plenário do Senado. 

O PL 2.374/2019, do senador Romário (PL-RJ), altera a Lei 8.010, de 1990, para desburocratizar o processo de importação de insumos por pesquisadores e instituições credenciadas e ampliar os mecanismos de isenção tributária e de liberação automática de cargas.

A proposta original previa diversas medidas para acelerar e facilitar a importação de insumos, incluindo liberação imediata e isenção de tributos de qualquer natureza. No entanto, por questões de competência federativa — o Congresso não pode legislar sobre impostos estaduais —, o relator, Izalci Lucas (PL-DF), limitou a isenção aos tributos federais. Além disso, a nova versão elimina itens considerados imprecisos e normas redundantes sobre celeridade de processos.

Outra mudança importante feita pelo relator foi a revogação de um artigo da Lei 8.010 que limitava a quantidade de importações com isenção de impostos para pesquisa. Segundo Izalci, esse limite dificulta o acesso a materiais essenciais e causa insegurança jurídica. O texto também retira partes da proposta original que exigiam do Poder Executivo a criação de um novo cadastro de pesquisadores, pois isso ultrapassa a função do Legislativo e invade competências do governo, argumenta o relator.

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Em vez disso, a nova versão determina que a lista de pesquisadores e instituições já cadastradas no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) seja divulgada de forma ampla, conforme regulamento, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Informações 

Além disso, o texto obriga o CNPq a enviar periodicamente dados de importações à Receita Federal e à Carteira de Comércio Exterior (Cacex) para fins de fiscalização e estatística. Também permite que pesquisadores entrem no país com bens científicos como bagagem acompanhada, desde que credenciados. As novas regras entrarão em vigor 180 dias após a publicação da lei.

O objetivo das mudanças é dar mais transparência e agilidade ao processo de importação, sem criar exigências desnecessárias ou contrariar outras leis, segundo o relator.

Izalci destacou em seu parecer que a medida corrige distorções que afetam negativamente a ciência nacional, como a escassez de insumos provocada pela limitação das cotas e a burocracia alfandegária. Ele cita como exemplo recente o esgotamento da cota de isenção dois meses antes do fim do ano de 2025, conforme noticiado pela imprensa.

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Besc e Banco Master 

A comissão aprovou ainda requerimento do senador Esperidião Amin (PP-SC) solicitando ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, informações sobre a utilização de títulos de emissão do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) em operações envolvendo o Banco Master e entidades a ele relacionadas.

O senador traz como justificativa o fato de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo administrativo sancionador para apurar operações envolvendo títulos de emissão do antigo Besc, utilizados em fundos de investimento relacionados ao Banco Master e à Reag DTVM S.A. O objetivo do requerimento, segundo Esperidião Amin, é conhecer, especificamente, a atuação do Banco Central do Brasil em relação aos fatos objeto desse procedimento administrativo. 

— As informações vão permitir avaliar a atuação dos órgãos de supervisão, a suficiência dos mecanismos de controle atualmente existentes e a eventual necessidade de aperfeiçoamento da legislação e da regulamentação aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional, contribuindo para o fortalecimento da transparência, da segurança jurídica, da estabilidade financeira e da confiança dos investidores no mercado brasileiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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