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Afonso Fernandes defende acolhimento psicológico nas escolas e valorização da cultura acreana na Aleac

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Durante sessão desta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (União Brasil) manifestou preocupação com a situação da infraestrutura do município de Feijó após visita realizada no fim de semana.

 Segundo ele, as ruas da cidade estão bastante deterioradas em razão do período invernoso e das dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios. O parlamentar se solidarizou com os vereadores feijoenses presentes na Casa e colocou seu mandato à disposição para intermediar junto ao governo do Estado ações e convênios que possam contribuir para a recuperação da cidade.

Na tribuna, Afonso Fernandes também prestou solidariedade às famílias das vítimas da tragédia ocorrida no Instituto São José na semana passada, e anunciou a elaboração do programa “Escola Acolhida”, proposta que prevê atendimento psicossocial imediato nas comunidades escolares em situações de violência, luto e crises emocionais.

 Segundo ele, a iniciativa busca fortalecer uma rede permanente de cuidado e prevenção dentro das escolas, unindo segurança física e atenção à saúde emocional de estudantes, professores e servidores.

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O parlamentar destacou ainda a necessidade de prevenção para evitar novos episódios de violência no ambiente escolar e defendeu que o Estado e os municípios adotem políticas permanentes de acolhimento e proteção. “A segurança escolar não se faz apenas com vigilância, mas também com cuidado emocional e apoio às comunidades”, afirmou.

Durante o pronunciamento, o deputado também apresentou um projeto de lei voltado à valorização da cultura acreana. A proposta institui a política estadual “Acre no Palco”, criando diretrizes para priorizar artistas, grupos culturais e trabalhadores da cultura local em eventos promovidos ou patrocinados pelo governo do Estado, como a Expoacre e demais festividades oficiais.

Segundo Afonso Fernandes, os artistas acreanos precisam deixar de ser coadjuvantes nos grandes eventos e passar a ocupar papel de protagonismo.

 Ele lamentou a perda gradual de tradições culturais e familiares ao longo dos anos e defendeu mais espaço e reconhecimento para os fazedores de cultura do Acre. “Cultura é a história do nosso povo e precisa ser preservada, fortalecida e valorizada”, concluiu

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

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Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Sessão solene na Aleac homenageia fazedores de cultura e destaca fortalecimento das políticas públicas no Acre

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Sessão solene na Aleac homenageia fazedores de cultura e destaca fortalecimento das políticas públicas no Acre

Na manhã desta segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), realizou uma sessão solene em homenagem aos fazedores de cultura do estado. A cerimônia ocorreu no plenário do Poder Legislativo acreano e decorreu de requerimento de autoria do deputado Afonso Fernandes.

A solenidade reuniu representantes do setor cultural, artistas, escritores, poetas, grupos de teatro, quadrilhas juninas e agentes que atuam diretamente na preservação e difusão das manifestações artísticas e populares do Acre.

Em seu discurso de abertura, Afonso Fernandes destacou a necessidade de ampliar o acesso às políticas públicas de incentivo à cultura. Segundo ele, apesar da existência de mecanismos como a Lei Rouanet, a Lei Paulo Gustavo e programas estaduais e municipais, muitos fazedores de cultura ainda enfrentam dificuldades para ter acesso efetivo aos recursos.

O parlamentar também defendeu que a política cultural precisa alcançar com mais atenção aqueles que estão na ponta, produzindo de forma direta e cotidiana. Para ele, os fazedores de cultura são indivíduos e coletivos que mantêm vivos movimentos artísticos, tradições populares e expressões que ajudam a preservar a identidade acreana.
Afonso Fernandes ressaltou ainda que a cultura deve ser compreendida para além das apresentações artísticas. Para ele, ela está ligada às relações sociais, ao fortalecimento das comunidades, à saúde mental, ao bem-estar e à construção da memória coletiva.

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“O olhar do poder público precisa ser criterioso e sensível para que a cultura do Estado continue viva”, enfatizou o parlamentar ao defender maior valorização dos agentes culturais que atuam em diferentes regiões do Acre.

Em seguida, representando os fazedores, Jonas Lima destacou o caráter histórico do reconhecimento promovido pela Casa e ressaltou a importância do trabalho desenvolvido por artistas e agentes culturais em todo o estado. “É um momento histórico para os fazedores de cultura estar nesse local. É muito difícil fazer cultura aqui no Acre. Nós temos uma caminhada de 30 anos e sabemos das dificuldades. A cultura afasta os jovens das coisas erradas. Eu sou uma prova viva de que a cultura tira a pessoa do mundo do crime e do mundo das drogas”, afirmou.

Ao agradecer o convite para participar da sessão solene, Manoel Coracy Saboia Dias, presidente do Conselho Estadual de Cultura do Acre (ConCultura),
destacou a importância do diálogo entre o poder público e os fazedores de cultura para o fortalecimento do setor no estado. “Este é realmente um momento de dialogar aqui na Assembleia Legislativa, de tal forma que saiam boas ideias e ações para que a cultura esteja em um patamar mais elevado, onde sempre deveria estar. Mas é importante que todos os fazedores de cultura continuem fazendo seu papel. Não é porque nós não temos toda a estrutura que vamos deixar de agir”, afirmou.

Já o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Matheus Gomes, defendeu o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor cultural e destacou que o investimento em cultura também representa uma estratégia de prevenção social. “Quando se investe em cultura, também se economiza na segurança pública. A criança e o jovem que encontram na arte, na dança, no teatro, na música, no audiovisual e nas quadrilhas juninas um caminho de pertencimento, de formação e de oportunidade, dificilmente serão atraídos pela criminalidade. A cultura transforma vidas, fortalece vínculos comunitários e ajuda a construir um futuro mais seguro para a sociedade”, afirmou.

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Ele também destacou os avanços recentes da política cultural no estado e defendeu maior presença institucional do tema no Parlamento acreano. “A gestão do professor Minoru Kimpara foi marcada por um processo de transformação na cultura do Estado do Acre. Durante três anos e três meses, foram mais de 30 espaços recuperados. Mas nós não vivemos de cultura apenas com espaços reformados. É preciso cuidar de pessoas. Esta Casa, que é o Parlamento do Estado do Acre, precisa também ter uma comissão de cultura”, complementou.

Ao final da solenidade, alguns fazedores de cultura foram homenageados no centro do plenário com a entrega de certificados em reconhecimento ao trabalho realizado no Estado do Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Fotos: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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