POLÍTICA
Aleac aprova auxílio-saúde para aposentados e reajuste do auxílio-alimentação dos servidores após articulação entre deputados, governo e sindicatos
POLÍTICA
Projetos encaminhados pelo governo garantem novo benefício de R$ 500 para aposentados e pensionistas e ampliam auxílio-alimentação para servidores civis e militares
A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (1º), dois importantes projetos encaminhados pelo governador Gladson Cameli (Progressistas), que tratam de benefícios destinados aos servidores públicos estaduais. As matérias foram analisadas em regime de urgência e resultam de intensas discussões entre parlamentares, governo e representantes sindicais.
As propostas garantem a criação de um auxílio-saúde para aposentados e pensionistas e também o reajuste e ampliação do auxílio-alimentação para servidores civis e militares do Executivo estadual.
Durante a reunião conjunta das comissões, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Manoel Moraes (Progressistas), destacou que o texto foi construído após diversas rodadas de diálogo entre parlamentares, governo e sindicatos.
“Desde o início buscamos ouvir todos os lados para chegar a um consenso possível. Conversamos com a Secretaria da Fazenda, com o Planejamento e analisamos os dados fiscais. Sabemos que não é o ideal, mas pedimos ao governador que não encerrasse seu mandato sem fazer algo pelos servidores públicos, e hoje conseguimos avançar”, afirmou.
Auxílio-saúde para aposentados e pensionistas
Uma das matérias aprovadas institui o auxílio-saúde destinado aos servidores públicos estaduais civis e militares inativos e aos pensionistas com paridade. O benefício terá caráter indenizatório e será concedido no valor mensal de R$ 500.
De acordo com a justificativa enviada pelo governo, o objetivo é ajudar no custeio de despesas médicas, medicamentos e tratamentos, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por aposentados e pensionistas que dependem do sistema público ou de tratamentos contínuos.
O deputado Adailton Cruz ressaltou que o benefício representa um avanço importante, principalmente para servidores aposentados da área da saúde. “Hoje muitos aposentados passam dificuldades e até deixam de comprar remédios por falta de condições. Esses R$ 500 podem parecer pouco para alguns, mas fazem muita diferença na vida de quem precisa cuidar da saúde”, afirmou.
Reajuste e ampliação do auxílio-alimentação
Outro projeto aprovado altera a Lei Complementar nº 400, de 2022, que trata do auxílio-alimentação dos servidores do Poder Executivo. Com a mudança, o benefício será unificado e ampliado para R$ 800 para os servidores civis. A proposta também inclui os servidores militares, que passarão a receber R$ 700 de auxílio-alimentação. Segundo o governo, a medida busca promover maior equilíbrio entre as categorias e melhorar as condições de subsistência dos servidores públicos.
Para o deputado Clodoaldo Rodrigues destacou que o aumento representa um ganho para diversas categorias do funcionalismo. “Sabemos que não é o ideal que todos gostariam, mas é um avanço importante. Todos aqui gostariam de aprovar valores ainda maiores, mas é um ganho que representa as categorias e reconhece o trabalho dos servidores”, pontuou.
Construção política e diálogo
O debate que antecedeu a votação foi marcado por negociações entre parlamentares, governo e sindicatos. O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), destacou que a Assembleia cumpriu seu papel ao promover o diálogo e construir uma solução coletiva.
“A Assembleia é o lugar da política e do diálogo. Os deputados da base foram conversar com o governo e pediram mudanças na proposta. Isso mostra que aqui ninguém impõe decisões. Hoje ninguém sai daqui com a espinha atravessada na garganta. É uma vitória dos servidores”, afirmou.
Ele também ressaltou que a proposta construída evita divisões entre categorias e garante justiça para os aposentados. “Essa negociação começou com uma proposta que dividia trabalhadores, colocando uma categoria contra a outra. O diálogo e a experiência de quem conhece as negociações fizeram nascer essa proposta que agora aprovamos, com todos unidos em torno da conquista”, acrescentou.
Para o deputado Arlenilson Cunha (PL), o momento demonstra a importância da união entre parlamentares e representantes dos trabalhadores. “Não é ainda o ideal, mas avançamos. Houve diálogo, responsabilidade e compromisso desta Casa. A união e a firmeza das lideranças sindicais foram fundamentais para chegarmos a esse resultado”, disse.
Em sua fala, o deputado Emerson Jarude (Partido Novo), também destacou o papel do diálogo entre governo, parlamentares e sindicatos na construção da proposta aprovada. Ele afirmou que, mesmo mantendo uma postura independente, é importante reconhecer quando medidas positivas são apresentadas. Jarude ainda parabenizou a equipe do governo, a base parlamentar e os representantes sindicais pelo processo de construção do acordo, ressaltando que novas reivindicações ainda devem surgir e que continuará à disposição para contribuir com futuras discussões em defesa das categorias.
Próximos passos
Com a aprovação na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, os projetos seguem agora para sanção do governador Gladson Cameli. Após a sanção, os benefícios passarão a valer conforme os prazos estabelecidos nas novas legislações.
A votação foi acompanhada por representantes sindicais e servidores públicos, que acompanharam de perto as discussões no plenário e nas comissões da Casa.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Comissão aprova mudanças na LDO 2027 e inclui novas diretrizes para áreas sociais e servidores
A Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, na terça-feira (15), o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento estadual de 2027. Durante a análise, seis emendas apresentadas pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foram incorporadas ao texto pelo relator, deputado Afonso Fernandes (União Progressista). Com a decisão do colegiado, a proposta ficou apta à apreciação em Plenário.
Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto funciona como referência para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e reúne regras sobre prioridades e metas da administração, organização dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos, além de critérios para execução e acompanhamento dos recursos públicos. A proposta também prevê que as prioridades definidas para 2027 tenham precedência na distribuição dos recursos, respeitadas as obrigações constitucionais.
As alterações aprovadas pela COF acrescentam ao planejamento do próximo exercício demandas debatidas no Legislativo relacionadas ao funcionalismo e à prestação de serviços públicos. Entre elas, está a previsão de recomposição de 10% da tabela da Educação, condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira e aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outra emenda estabelece que o Executivo encaminhe à Aleac, até o fim do primeiro trimestre de 2027, proposta referente à Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais do Poder Executivo. A matéria também incorporou dispositivo relacionado ao Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos trabalhadores da Saúde.
A inclusão dessas previsões ocorre em um projeto que já estabelece a observância dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal e encargos sociais dos Poderes e instituições estaduais. A proposta original também adota mecanismos de controle da execução orçamentária e financeira diante de eventuais alterações na arrecadação e no cenário econômico.
Parte das mudanças aprovadas concentra-se na rede estadual de ensino. Duas emendas determinam que o orçamento de 2027 considere recursos para atender às necessidades do Policiamento Escolar e para ampliar serviços de atendimento psicológico e assistência social nas escolas. As iniciativas estão relacionadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying e do cyberbullying.
A área educacional já integra as prioridades previstas na proposta encaminhada pelo Executivo. O PLDO mantém entre seus objetivos a continuidade de investimentos em educação, saúde, segurança pública, assistência social, infraestrutura, saneamento, habitação e outras áreas consideradas estratégicas para o Estado.
Também passou a integrar o texto uma previsão orçamentária destinada à implantação do Programa Estadual de Incentivo ao Estágio Remunerado. A medida é voltada a estudantes universitários em situação de vulnerabilidade social matriculados em instituições públicas de ensino e deverá alcançar órgãos e instituições da administração direta e indireta do Poder Executivo.
Além das alterações feitas durante a tramitação, a LDO estabelece parâmetros que terão impacto direto na elaboração do orçamento do próximo ano. Entre eles estão regras para emendas parlamentares, reserva de contingência e acompanhamento das metas fiscais. O projeto determina, por exemplo, que as emendas individuais correspondam a 6,8% da receita tributária efetivamente realizada no exercício anterior, após as deduções previstas no texto, e que pelo menos metade desses recursos seja destinada a áreas como educação, saúde, assistência social, infraestrutura, esporte, cultura e segurança pública.
O Anexo de Metas Fiscais que acompanha a proposta apresenta projeções para receitas, despesas, resultados primário e nominal e dívida pública referentes a 2027, além de estimativas para 2028 e 2029. O documento integra as exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal e serve de referência para a elaboração e execução do orçamento estadual.
Apesar da aprovação na Comissão de Orçamento e Finanças, a votação da LDO em Plenário não foi concluída na terça-feira (15). Após a reunião, Edvaldo Magalhães afirmou que havia quórum para deliberar sobre a matéria, mas atribuiu a interrupção do processo à saída de parlamentares da sessão.
“Estranhamente, na hora de votar, com a presença do quórum qualificado que garantiria a votação, o próprio governo começou a esvaziar a sessão. Não teve votação e agora não se sabe quando se votará a LDO. O governo chama e desiste de votar na última hora”, declarou.
A LDO é uma das etapas do ciclo orçamentário estadual e estabelece os parâmetros que deverão orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2027. O projeto original também prevê mecanismos de monitoramento físico e financeiro das ações governamentais e avaliação dos programas do Plano Plurianual 2024-2027.
Texto: Andressa Oliveira/ Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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