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Apoiadores xingam Bolsonaro após live de despedida do presidente

Parte deles acompanhou a transmissão em frente à residência oficial e deixou o local após o discurso.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) xingaram e chamaram o presidente de covarde após a live de despedida, nesta sexta-feira (30). Parte deles acompanhou a transmissão em frente à residência oficial e deixou o local após o discurso.

“Cagalhão, cu de cachorro”, gritou um dos homens, vestido de camiseta amarela, enquanto saía do Palácio da Alvorada. A reportagem também presenciou quando outro apoiador xingou Bolsonaro de covarde e filho da puta.

No acampamento montado na porta do quartel-general do Exército, em Brasília, manifestantes afirmaram que o presidente não pediu para que o grupo voltasse para casa, e disseram que continuarão mobilizados enquanto os militares deixarem.

O áudio da live do presidente foi reproduzido no QG em grandes caixas de som. Parte do grupo também acompanhou pelo celular. Alguns choraram, se abraçaram e fizeram orações. Ao final, apoiadores se revezaram em um palco improvisado e fizeram discursos.

Um deles disse que não sairia do local já que o presidente não disse para os apoiadores voltarem para suas casas. Outro concordou e afirmou que Bolsonaro prestou contas, mas não mandou ninguém deixar os quartéis.

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Pouco após o discurso de despedida, um grupo de motociclistas desfilou em frente ao quartel-general do Exército e reproduziu o hino nacional. Manifestantes vibraram com as motos e se aproximaram da rua para ver o desfile.

Durante a live, Jair Bolsonaro condenou a tentativa de ato terrorista em Brasília, criticou a montagem do governo Lula (PT), repetiu o discurso de perseguido, e defendeu os atos antidemocráticos pelo país.

“É um governo que começa capenga”, disse ele sobre a gestão petista que se inicia neste domingo (1º). O presidente ainda ensaiou um discurso de oposição ao governo Lula, o que vinha evitando em sua reclusão após a derrota de outubro.

“Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes.” Ainda sobre o Lula 3, disse que “nada está perdido” e que o “Brasil não vai se acabar nesse 1º de janeiro”.

“O Brasil não sucumbirá, acreditem em vocês”, afirmou o presidente. “Perde-se batalha, mas não perderemos a guerra.”

Bolsonaro ficou com os olhos marejados ao falar dos limites de sua caneta. No mesmo pronunciamento, disse ter feito o possível pela reeleição, criticou os nomes indicados para o ministério de Lula e repetiu o discurso de que teria sido perseguido por imprensa e Judiciário ao longo de seus quatro anos de mandato.

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Nesta quinta (29), o governo do Distrito Federal e o Exército tentaram desmontar parte da estrutura do acampamento em frente ao QG, mas a ação foi suspensa depois que bolsonaristas reagiram com pedras e chutaram carros.

De acordo com envolvidos, algumas barracas chegaram a ser desmontadas pela manhã, mas a decisão tomada pelas autoridades foi de deixar o local para evitar confronto, diante da reação dos manifestantes.

A três dias da posse do presidente eleito, o local continua com grande estrutura. Há pelo menos duas cozinhas -onde as três principais refeições do dia são servidas de graça-, banheiros, barracas e até uma tenda com tomadas para carregar o celular.

 

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Aleac inova e aprova jornada especial de trabalho para servidores com deficiência

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou a Lei nº 4.820, que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da casa e representa um marco histórico para a inclusão no serviço público estadual. De forma pioneira, a nova legislação garante o direito à jornada de trabalho especial diretamente ao servidor com deficiência (PCD), um avanço significativo em relação às normas anteriores.

Até então, a legislação estadual, como as Leis nº 3.351/2017 e nº 3.406/2018, concedia o benefício do horário especial apenas a servidores que fossem pais, mães ou responsáveis legais por pessoas com deficiência. A nova lei, aprovada sob a gestão do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Júnior, amplia esse direito, assegurando que o próprio servidor com deficiência possa ter sua jornada reduzida.

O texto da nova lei é claro ao estabelecer o benefício. O § 3º do dispositivo legal afirma: “Será concedido horário especial ao servidor com deficiência ou com necessidade de saúde permanente devidamente comprovada por junta médica oficial, com redução de duas horas diárias na jornada de trabalho, independentemente de compensação de horário”.

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Além de beneficiar diretamente o servidor PCD, a lei também estende o direito àqueles que cuidam de seus familiares, conforme o § 4º: “O disposto no § 3º aplica-se igualmente ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência ou necessidade de saúde permanente, desde que comprovada a necessidade de acompanhamento pelo servidor, mediante avaliação de junta médica oficial”.

A medida é vista como uma das principais conquistas do novo PCCR e posiciona o Legislativo acreano como vanguarda na promoção de políticas de inclusão e valorização de seus quadros.

Para o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), a aprovação da lei reflete o compromisso do parlamento com a equidade e o respeito. “A aprovação deste projeto é um reflexo do compromisso da Assembleia Legislativa com a justiça social e a inclusão. Mais do que um ajuste na lei, é um ato de reconhecimento e valorização do servidor com deficiência, garantindo-lhe dignidade e melhores condições de trabalho. O parlamento acreano demonstra, mais uma vez, que está atento às necessidades de todos e na vanguarda da modernização das relações de trabalho no serviço público”, declarou.

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A aprovação da Lei nº 4.820 reforça o caráter institucional da medida, focada no fortalecimento do serviço público e na garantia de direitos, representando um legado de avanço social e administrativo para o Estado do Acre.

Texto: Andressa Oliveira

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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