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Edvaldo Magalhães cobra pactuação imediata dos planos de carreira antes da votação do orçamento

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Na sessão desta quarta-feira (1º), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez duras críticas à condução das negociações com os servidores públicos e alertou para o risco de as categorias ficarem sem avanços em seus planos de cargos, carreiras e salários no próximo ano.

O parlamentar elogiou a iniciativa da deputada Michelle Melo (PDT) de propor uma lei que proíbe gastos milionários com shows enquanto houver dívidas do governo, apelidando a proposta de “Lei Donadone”. “Esse projeto vai suscitar um grande debate no Plenário e revelar coisas importantes”, disse.

Em sua fala, o oposicionista fez uma análise do calendário político e fiscal, lembrando que o relatório do próximo quadrimestre só será divulgado em janeiro de 2026, quando a Aleac já estará em recesso. “Todos sabem que fevereiro, por conta do carnaval, é um mês quase improdutivo no Legislativo. Em março, já estaremos às vésperas do prazo de desincompatibilização da legislação eleitoral. Se não pactuarmos as pautas até a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), não haverá tempo hábil para que elas se transformem em lei”, alertou.

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Magalhães questionou o governo por não encaminhar propostas concretas para atender servidores da saúde, da educação e da segurança pública. “Se o plano de cargos e salários da saúde não estiver 100% pactuado até a votação do orçamento, como vai ser beneficiado pela folga fiscal futura? O mesmo vale para a devolução da tabela da educação e para a pauta da segurança pública. Do contrário, tudo não passa de promessa vazia, feita para inglês ver”, afirmou.

Edvaldo também criticou a postura do líder do governo, deputado Manoel Moraes, em reunião. “Disseram que aqui só se discute o que o governo manda. Pois bem, cadê a proposta para desonerar o Banco de Horas? Se teve legalidade para criar gratificações, também tem para corrigir distorções. O que falta é vontade política”, enfatizou.

Ao final, o deputado fez um apelo aos colegas para que as negociações avancem imediatamente. “Vamos pactuar os planos de carreira até a votação da LOA. Assim, quando vier o relatório fiscal do próximo quadrimestre, não haverá desculpas para não transformar em lei os direitos dos servidores. Se não fizermos isso agora, estaremos empurrando as categorias para mais um ano de frustrações”, concluiu.

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Texto: Mircléia Magalhães/ Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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