Saúde
Infectologista alerta que novo remédio contra a Covid-19 não substitui vacinação
Em entrevista à Jovem Pan News, o Dr. Alexandre Naime falou sobre a comercialização do medicamento Paxlovid, produzido pela Pfizer, em farmácias e fez um apelo pela imunização.
SAÚDE
Nesta segunda-feira, 21, a Anvisa liberou a comercialização do medicamento Paxlovid, produzido pela Pfizer, em farmácias. O remédio que age contra a Covid-19 também pode ser usado em hospitais, mas com a prescrição médica. Para falar sobre a inovação e também sobre a nova onda de casos e hospitalizações que atinge o Brasil, o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Dr. Alexandre Naime. O especialista fez questão de ressaltar que o novo medicamento não isenta a população de tomar as doses de reforço da vacinação contra o coronavírus: “A gente conhece o ditado que é secular: ‘Prevenir é melhor do que remediar’. As vacinas vem prevenir que você tenha quadro de infecção leve de Covid-19 e, principalmente, hospitalização e óbito. Eventualmente, se mesmo vacinado você contrair a Covid-19 e for dos grupos de risco, principalmente idosos e imunossuprimidos, o Paxlovid reduz consideravelmente a chance de hospitalização e óbito”.
“É o verdadeiro tratamento precoce, que tanto foi aprosado na pandemia com drogas que não tinham eficácia. Agora nós temos uma medicação que realmente funciona”, comparou. Naime ainda destacou que a nova medicação é importante aliada no combate à nova onda de casos: “[O Paxlovid] Ajuda demais porque estamos vendo um aumento no número de casos, um aumento bastante expressivo devido á circulação dessa subvariante BQ.1 e a BQ.1.1, que são vírus mais transmissíveis. Eles se ligam mais facilmente às células do trato respiratório alto e também, por conta das mutações, as variantes conseguem escapar do sistema imune. Muitas pessoas que não estão completamente vacinadas e principalmente aquelas que não tomaram a dose de reforço acabam sendo infectadas. E algumas delas são de grupo de riscos, idosos e pessoas que tem imunossupressão, essas podem evoluir para a Covid grave. Aí o Paxlovid, se usado nos cinco primeiros dias, reduz em 90% a chance de evolução para hospitalização ou óbito”.
O vice-presidente da SBI também falou sobre o processo de criação das vacinas bivalentes, que estão atualizadas com as variantes que surgiram, mas ressaltou que as vacinas de primeira geração ainda têm alta eficácia: “Muito provavelmente hoje, ou no mais tardar amanhã, a Anvisa vai soltar o parecer final e nós imaginamos que será no sentido de aprovação dessas vacinas bivalentes. As vacinas atuais, monovalentes, da Pfizer e Astrazeneca, elas continuam muito efetivas, mesmo para a variante BQ.1, naquilo que mais interessa que é a redução de hospitalização e óbito. Isso inclui a necessidade de dose de reforço (…). Você, que já tem mais de 60 anos, procure a sua dose de reforço. População abaixo desse patamar tem que tomar pelo menos a terceira dose. Alguns municípios já estão fazendo a dose cinco para idosos acima de 80 e 75 anos. As vacinas atuais ainda são muito boas, mas tendo as vacinas atualizadas vai ser ainda melhor”.
O especialista também comentou o estudo feito pela Fiocruz, que apontou que, se a vacinação tivesse começado mais cedo e avançado em um ritmo mais acelerado, as vida de 47 mil idosos poderiam ser poupadas. Além disso, 104 mil internações poderiam ter sido evitadas: “É muito triste essa história. Quando começou a circulação da variante Gama, foi uma variante que realmente dizimou a população brasileira em maio, abril e maio e nós não tínhamos ainda o quantitativo em 2021 para vacinar as pessoas e muitos idosos morreram. Era muito triste ir pro hospital, eu que sou linha de frente, nós tínhamos centenas de pacientes entubados e muitos deles indo a óbito. Agora, a situação é diferente. Como eu disse, as vacinas de primeira geração da Pfizer e Astrazeneca, fazendo a dose de reforço, elas conseguem diminuir o número de hospitalização e óbito de uma forma muito impactante, na faixa de 80 a 90%”.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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