Saúde
Policlínica do Tucumã convoca mais de 760 mulheres que deram entrada em processos de laqueadura
O prazo para finalização do processo iniciado na Policlínica é de 60 dias, em seguida a paciente precisa retornar para receber os encaminhamentos e dar seguimento ao processo na CAC da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre).
SAÚDE
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde, emitiu um comunicado nesta sexta-feira, 13, com o chamamento de 765 pacientes que deram entrada, entre 2018 e 2022, em processos de laqueadura tubária na Policlínica do Tucumã, em Rio Branco, e que não retornaram para buscá-los.
“Convocamos essas mulheres a comparecer no Setor de Planejamento Familiar da Policlínica o quanto antes. Nós não podemos encaminhar o processo para a Central de Regulação de Cirurgias [CAC] sem saber se a pessoa ainda tem interesse em continuar, portanto é necessário que compareçam e se apresentem”, destacou Telma Castela, coordenadora do serviço.
Ao contrário do que muita gente pensa, o processo para dar entrada no pedido de laqueadura não é burocrático. Basta se encaminhar à unidade básica de saúde (UBS) mais próxima e solicitar a participação na ação educativa de enfermagem. Após a participação, a unidade emite um comprovante de que a paciente está ciente de todos os métodos contraceptivos existentes e que optou pela laqueadura.
“Com o comprovante e o SUS em mãos, é só comparecer à Policlínica para dar início ao processo de agendamento no sistema de regulação de consultas. Caso a paciente more no interior, deve procurar a central de regulação do município, não precisa vir até a capital”, explicou a coordenadora.
O prazo para finalização do processo iniciado na Policlínica é de 60 dias, em seguida a paciente precisa retornar para receber os encaminhamentos e dar seguimento ao processo na CAC da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre). O mesmo procedimento é válido em casos de vasectomia.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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