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Abertura da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa será realizada segunda-feira, 9

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“Fatores como dependência financeira, medo e a falta de apoio familiar ou institucional dificultam a denúncia e a busca por justiça” – afirma Claudio Vasconcelos, estudante de Manoel Urbano

A abertura da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa será realizada na próxima segunda-feira, 9 de março, às 9 horas no Fórum Criminal de Rio Branco. Na oportunidade, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), lançará a publicação “Vozes que Transformam”.

A agenda integra a celebração do Mês da Mulher. Até o dia 13, sexta-feira, haverá mutirão com os processos pautados na Lei Maria da Penha. Estão previstas 136 audiências em: Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Feijó, Rio Branco, Senador Guiomard e Sena Madureira.

Na pauta, há processos que denunciam ameaças, violência psicológica, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas e até cárcere privado. Portanto, a garantia dos direitos e a entrega de respostas a essas mulheres que são vítimas é o caminho para a proteção, coibição de reincidência criminal e promoção da paz.

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Na segunda-feira, 9, haverá ainda a realização de um júri popular em Feijó sobre o Caso Elizete, que trata de um feminicídio ocorrido em outubro de 2025. A mulher foi morta com um tiro de espingarda.

A 32ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, instituída pela Portaria n.° 15/2017 e Resolução n.º 254/2018, ambas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Vozes que Transformam

A publicação é composta pelas redações vencedoras do concurso realizado em 2025 pelo programa Conscientização pela Paz no Lar, com os estudantes que receberam palestras educativas sobre o tema: “A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, bem como outras formas de violência contra a mulher”.

A primeira edição destaca a importância histórica da Lei Maria da Penha, que completará 20 anos em 2026. Os textos reúnem percepções, sentimentos e compreensões da normativa e da realidade. As alunas e alunos também abordaram as causas estruturais das violências, ou seja, machismo, cultura patriarcal, desigualdades, bem como as barreiras à denúncia e impactos psicológicos.

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Audiência de conciliação põe fim à greve da educação em Rio Branco

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O relator acolheu a demanda com a promoção de um espaço de diálogo, que promoveu a conciliação e resultou na valorização da categoria

Na manhã desta terça-feira, 2, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteac), Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino de Rio Branco (Sinproac) com a Administração Pública municipal. As partes assinaram acordo que pôs fim ao movimento grevista na capital acreana.

O desembargador Nonato Maia é o relator do processo e conduziu as tratativas que convergiram para a recomposição salarial em 5% e correção do piso inicial dos cargos da Educação municipal que tinham o salário base abaixo do salário mínimo nacional.

Com autorização do prefeito Alysson Bestene, o secretário municipal de Finanças Wilson José, o secretário municipal de Gestão Administrativa, Marcus Lucena, juntamente com a procuradora-geral do Município de Rio Branco, Aury Maria Barros, aceitaram a contraproposta apresentada durante a audiência, que determinou a incidência percentual sob o salário atualizado, favorecendo assim a valorização dos servidores públicos municipais.

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O debate finalizou com a decisão de criação de uma comissão sindical para participação dos estudos de viabilidade financeira, que ocorrerão no segundo semestre de 2026, visando a análise de novos de acréscimos orçamentários. A proposta não teve resistência, deste modo as partes e o Ministério Público assinaram o Termo de Conciliação por seus representantes legais.

Os participantes pontuaram que encerrar uma ação de greve com conciliação se trata de um marco histórico. “Ao considerar a repercussão social, nós todos somos vitoriosos quando valorizamos uma categoria essencial para o progresso da nossa sociedade”, concluiu o desembargador.

A conciliação foi comemorada pela categoria que aguardava as negociações. Contudo, o episódio não encerrou as reinvidicações, nem mesmo da atenção da gestão municipal. No documento, está registrado que os demais itens da pauta permanecem como objeto de discussões futuras, entre elas as condições estruturais, merenda e fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI). Também estabelecida que haverá a reposição de aulas, conforme a programação de cada unidade escolar.

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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