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Acre apresenta experiência do Programa Radioativo em encontro nacional do CNJ sobre o programa Novos Caminhos

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Durante primeiro encontro do programa do CNJ, instituído em 2024, Poder Judiciário do Acre apresenta o protagonismo e bons resultados do Radioativo, que é realizado desde 2018

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, representou o Estado no primeiro encontro nacional do Programa Novos Caminhos, realizado na última semana, nos dias 4 e 5 de setembro, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília (DF). O evento reuniu magistrados, gestores públicos, especialistas, entidades parceiras e jovens atendidos para debater estratégias de expansão da iniciativa, que busca garantir educação, capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho para crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional.

Criado em 2013 pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o Novos Caminhos já beneficiou mais de 9,2 mil crianças e adolescentes, viabilizando 16,5 mil matrículas em educação básica e cursos profissionalizantes, além de encaminhar 2 mil jovens ao mercado de trabalho. Em 2024, o programa foi institucionalizado nacionalmente pelo CNJ, por meio da Resolução n. 543, e hoje já conta com adesão ou tratativas em 16 estados brasileiros.

Destaque acreano

Durante o encontro, a desembargadora Regina Ferrari destacou que o Acre já desenvolve ações alinhadas aos objetivos do Novos Caminhos desde 2018, com a execução do Programa Radioativo, premiado pelo CNJ e considerado uma referência no atendimento de adolescentes em situação de vulnerabilidade.

No encontro, a desembargadora Regina Ferrari ressaltou que o Acre já desenvolve, desde 2018, uma política com os mesmos objetivos e ações Novos Caminhos: o Programa Radioativo. A iniciativa acreana, que já recebeu reconhecimento nacional do CNJ, vem transformando vidas ao capacitar e profissionalizar jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema socioeducativo.

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“A gente já aplica esse escopo aqui no Acre, capacitando e profissionalizando jovens em situação de acolhimento, em casas de abrigo e também egressos do sistema socioeducativo. Esses cursos são oferecidos dentro do Programa Radioativo, que integra o mesmo espírito do Novos Caminhos. Inclusive, já fomos premiados pelo CNJ pelo trabalho desenvolvido”, afirmou a magistrada.

O Radioativo, coordenado pelo TJAC em parceria com a Federação das Indústrias do Acre (FIEAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e diversas instituições do setor público e privado, oferece cursos de aprendizagem por meio do próprio SENAI e do SENAC. A proposta é formar e preparar jovens para o mercado de trabalho, especialmente aqueles em situação de risco, como vítimas de exploração laboral ou em vulnerabilidade social.

Entre as instituições parceiras estão a Assembleia Legislativa do Acre, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Instituto Socioeducativo do Acre (ISE), SEBRAE, Fecomércio, Superintendência Regional do Trabalho, universidades e faculdades locais, além de prefeituras e empresas privadas.

Resultados, desafios e perspectivas

Desde sua criação, o Programa Radioativo tem se consolidado como referência na promoção da aprendizagem profissional e inclusão social de adolescentes em situação de vulnerabilidade. Centenas de jovens já foram capacitados em áreas como Programação Full Stack, Panificação e Confeitaria, Operador de Computador e Mecânica de Automóveis, entre outras. Muitos deles conseguiram sua primeira colocação no mercado de trabalho graças à rede de parcerias com empresas locais e instituições de ensino.

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Esse esforço rendeu ao programa reconhecimento nacional: em 2023, conquistou o Prêmio Prioridade Absoluta do CNJ, na categoria Tribunal – eixo Medida Socioeducativa, além de uma Menção Honrosa no Prêmio Corregedoria Ética, evidenciando seu impacto positivo no processo de ressocialização juvenil.

Apesar dos avanços, o programa enfrenta desafios, como a necessidade de ampliar o número de parcerias privadas para gerar mais oportunidades de emprego e reduzir a evasão escolar dos participantes. Estudos apontam que a adequação dos cursos ao perfil e interesse dos adolescentes é fator decisivo para a permanência deles até a conclusão da formação. Por isso, o Radioativo busca diversificar sua oferta de capacitações e fortalecer o acompanhamento pedagógico e psicológico, garantindo suporte integral aos jovens.

Compromisso com o futuro

O encontro em Brasília também marcou o aniversário da nacionalização do programa, consolidando-o como política pública permanente no âmbito do Poder Judiciário. Para a desembargadora Regina Ferrari, a iniciativa reforça a responsabilidade dos tribunais em oferecer novas perspectivas para jovens que completam 18 anos e precisam deixar os serviços de acolhimento.

“O Novos Caminhos vem para institucionalizar de forma mais ampla algo que já realizamos no Acre. Nosso compromisso é seguir fortalecendo essas ações e garantir oportunidades para que esses jovens possam construir uma vida digna e autônoma”, ressaltou.

Com a experiência do Radioativo, o Acre se posiciona como um dos estados pioneiros na execução de políticas alinhadas ao Novos Caminhos, contribuindo com práticas que servem de modelo para todo o país.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Plano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena

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Plano de trabalho prevê iniciativas de qualificação profissional, parcerias com instituições e medidas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho.

O Comitê de Políticas Penais (Compp) realizou nesta sexta-feira, 9, nova reunião do Grupo de Trabalho (GT) Emprega Lab para discutir a empregabilidade de pessoas privadas de liberdade. O encontro, que ocorreu no Palácio da Justiça, foi conduzido pelo juiz trabalhista Daniel Gonçalves, membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

O Emprega Lab integra as ações do Plano Pena Justa, política pública criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.

Em setembro, o grupo reuniu-se para analisar o cenário atual e discutir estratégias para ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade ao mercado de trabalho formal, conforme estabelece o Plano Pena Justa. O documento reúne mais de 300 metas nacionais e estaduais para superar o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional.

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Na reunião de hoje, por exemplo, o grupo reuniu dados, estatísticas e planos de trabalho relacionados à empregabilidade no sistema prisional, além de discutir propostas para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda, como a implantação de uma malharia, uma fábrica de artefatos de cimento e uma unidade de produção de fraldas e absorventes.

Também foi abordada a participação de instituições do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na oferta de cursos de capacitação profissional e na certificação das pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a preparação para o mercado de trabalho.

Outro ponto discutido foi a atuação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que pode contribuir para aproximar pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional das empresas, facilitando o acesso às oportunidades de emprego e fortalecendo a articulação entre as instituições envolvidas.

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Como encaminhamentos, para nova reunião, ficou definida a formalização do plano de trabalho, após a revisão e correção de dados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Também será avaliada a possibilidade de capacitação dos profissionais do Sine para oferecer atendimento individualizado às pessoas privadas de liberdade e às egressas do sistema prisional. Outro encaminhamento prevê a articulação de uma agenda com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e o Iapen para viabilizar a emissão de documentos de identificação às pessoas custodiadas, facilitando o acesso às oportunidades de trabalho já existentes e àquelas que serão criadas a partir da implementação do plano de trabalho.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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