TJ AC
Casamento Coletivo do TJAC reúne 233 casais durante a Expoacre Juruá e fortalece cidadania em Cruzeiro do Sul
TJ AC
Iniciativa tradicional do Tribunal de Justiça promoveu a inclusão social e garantiu o acesso gratuito ao registro civil para moradores da região
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, no fim da tarde deste sábado, mais uma edição do Casamento Coletivo durante a Expoacre Juruá, consolidando uma das ações mais tradicionais e aguardadas pela população do Vale do Juruá. A cerimônia, realizada no Estádio Arena do Juruá, oficializou a união civil de 233 casais, proporcionando acesso gratuito ao casamento e fortalecendo a promoção da cidadania e da inclusão social.
Promovida por meio do Projeto Cidadão, a iniciativa reuniu familiares, amigos e autoridades em uma celebração marcada pela emoção e pelo compromisso com a construção de novas histórias de vida.

Durante a solenidade, o coordenador do Projeto Cidadão e decano da Corte, desembargador Samoel Evangelista, destacou que a ação representa uma das mais importantes iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano.
“Temos mantido viva a mais bela das ações do Tribunal de Justiça, constantemente unindo casais de maneira gratuita e facilitada. Ao longo de 31 anos de existência do Projeto Cidadão, estamos aproximando o Poder Judiciário da sociedade e demonstrando que a Justiça também se realiza quando se estende a mão para aqueles em vulnerabilidade. Estamos participando de um dos momentos de maior importância de muitas pessoas.”
Dirigindo-se aos noivos, o magistrado ressaltou que o casamento vai além da formalização jurídica e representa um compromisso diário de respeito e companheirismo.
“O casamento não é apenas um documento, é uma escolha diária de compreensão, paciência e amor. Reconheçam no outro não como uma posse, mas como um companheiro de caminhada. Não aceitem medo, agressão e sofrimento; abram espaço para o companheirismo, respeito e união. O lar é um lugar de abrigo, de amor e de vida.”

O desembargador desejou: “Queremos ver os noivos, no futuro, celebrando a chegada dos filhos, acompanhando o crescimento das crianças, construindo histórias bonitas e famílias felizes. Que essa noite seja lembrada como o início de uma caminhada de amor.”
A governadora do Acre, Mailza Assis, prestigiou a cerimônia e destacou a relevância social da iniciativa promovida pelo Judiciário acreano.
“Essa é uma linda iniciativa que leva cidadania à população acreana. Casar é caminhar juntos nos momentos de alegria e, principalmente, nos momentos de desafio. Desejo que construam um lar baseado no respeito, no diálogo e, acima de tudo, no amor. A família é o primeiro lugar em que aprendemos valores, encontramos acolhimento e no qual nossos sonhos nascem. Por isso, o Casamento Coletivo tem um significado tão especial.”
A cerimônia foi conduzida pelo juiz de Direito titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul, Erik Farhat, que definiu o momento como um verdadeiro encontro da sociedade. Cercada por demonstrações de carinho e emoção, a solenidade reuniu famílias, amigos e autoridades para celebrar a união dos casais perante a comunidade.
Antes da oficialização dos matrimônios, representantes religiosos levaram mensagens de paz, esperança e amor aos participantes. O bispo Dom Flávio, da Igreja Católica, e o pastor Ismael Soares, da Assembleia de Deus, concederam a bênção aos casais.

Projeto Cidadão amplia acesso à Justiça
O Casamento Coletivo integra o Projeto Cidadão, uma das principais iniciativas do Tribunal de Justiça do Acre voltadas à promoção da cidadania, da inclusão social e do acesso à Justiça.
Durante dois dias de atividades em Cruzeiro do Sul, o projeto levou gratuitamente diversos serviços à população na Escola Comandante Braz de Aguiar, entre eles emissão de documentos, atendimentos jurídicos, ações educativas e serviços de saúde, aproximando o Poder Judiciário das comunidades e facilitando o acesso a direitos essenciais.
Histórias de amor marcaram a cerimônia
Entre os 233 casais, é possível encontrar belas histórias de amor. O casal mais experiente da cerimônia, formado por Amadeu Farias e Antônia Bezerra, celebrou a oficialização da união após incentivo da família.

“Estamos aproveitando essa oportunidade única para firmar esse compromisso. Nossos filhos incentivaram para que possamos permanecer juntos até o resto da vida. Eu sou evangélica e quis estar casada perante a bênção de Deus. Eu trouxe ele de Rodrigues Alves, cada um morava sozinho e agora estamos juntos. Prometo cuidar dele”, afirmou Antônia.
A cerimônia também contou com a participação do casal mais jovem, Saulo da Silva e Tainá Silva, simbolizando o início de uma nova etapa de vida construída sobre o compromisso e a esperança.
Outra história que tomou nova forma foi a de Bruno Silva e Inês Paula de Souza, que oficializaram uma relação construída ao longo de muitos anos.
“Nos conhecemos há 15 anos, na escola, e há nove anos cultivamos esse amor. Aproveitamos a oportunidade oferecida pelo Tribunal de Justiça para oficializar nossa relação. Foi tudo muito fácil e sem burocracia. Gostaria de agradecer o trabalho de todos que tornaram esse momento realidade. Isso é muito importante para minha vida, esperei por isso durante muito tempo”, declarou Inês.
Ao promover mais uma edição do Casamento Coletivo na Expoacre Juruá, o Tribunal de Justiça do Acre reafirma seu compromisso de aproximar o Poder Judiciário da população, promovendo cidadania, dignidade e fortalecendo os laços familiares por meio do acesso facilitado à Justiça.











Fotos: Samuel Queiroz Da Silva
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Quando ouvir também é proteger: a escuta de crianças vítimas de violência
O depoimento especial é instrumento de humanização e proteção a infância e juventude – garantindo a escuta qualificada no sistema de justiça, sem revitimização
Existe uma tarefa muito delicada no Poder Judiciário: a de ouvir crianças e adolescentes que passaram por situações de violência. Para evitar que eles revivam o trauma ao contar a história várias vezes, existe o depoimento especial, um método focado em cuidado, segurança e respeito.
Essa demanda é atendida principalmente pela Vara da Infância e Juventude. Só neste ano de 2026, até agosto, a 1ª Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, recebeu 394 processos e a Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul outros 387, de acordo com o painel estatístico da Justiça em Números.
Na rotina da unidade, um psicólogo coletava o depoimento especial de uma criança. O processo está relacionado aos crimes de estupro de vulnerável e maus tratos. Infelizmente, a realidade por trás do volume dos processos mostra a vulnerabilidade de crianças e adolescentes acreanos, vítimas de diversos delitos como abandono e lesões corporais, além daqueles que sofrem com a exposição – direta ou indiretamente – a crimes violentos contra membro da família ou de sua rede de apoio.

Depoimento especial
É preciso compreender que a criança e o adolescente são indivíduos em desenvolvimento, em que mudanças físicas e psíquicas estão acontecendo a caminho da maturação. Isso é construído ativamente a partir da relação com o ambiente, sendo o resultado da interação de fatores internos (organismo) e externos (meio) do sujeito. Essa abordagem interacionista – fundamentada em autores como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon – embasa a cartilha institucional sobre Depoimento Especial do Ministério Público da Bahia.
A escuta especializada e o depoimento especial são direitos garantidos por lei, previstos na Lei n.º 13.431/2017, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o sistema de garantias para aqueles que foram vítimas ou testemunhas de violência. Posteriormente, a Resolução CNJ n.º 299/2019 estabeleceu os parâmetros nacionais dessas tarefas.
Para tanto, as salas de depoimento especial são ambientes fisicamente isolados das salas de audiência tradicionais, com o objetivo de oferecer segurança, privacidade e condições de acolhimento. Elas são equipadas com câmeras e microfones, que capturam o diálogo com um membro da equipe multidisciplinar. Desta maneira, o registro serve para que o depoimento seja colhido uma única vez, evitando a revitimização por repetir o relato traumático diversas vezes ao longo do processo.

Multiplicando o cuidado
Sobre os protocolos técnicos aplicáveis, a pedagoga da Vara da Infância e Juventude, Alessandra Pinheiro, vai conduzir o curso “Depoimento Especial com o Protocolo Brasileiro” na Escola do Poder Judiciário (Esjud), que terá carga horária de 40 horas.
As inscrições estão abertas até o dia 19 de outubro para as pessoas interessadas, que integrem a Central de Serviço das Equipes Multidisciplinares (Cesem), o Cadastro de Peritos, Tradutores, Intérpretes, Administradores Judiciais e demais Auxiliares da Justiça (CEPTEC) e o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Garantir a justiça é contribuir para a manutenção da paz e da ordem na sociedade. Neste Dia das Crianças, o lembrete é que a infância deveria ser sinônimo de proteção.

Fotos: Arquivo Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
POLÍTICA6 dias atrásEleito deputado federal, Pedro Longo aponta produção rural e obras estruturantes como prioridades para atuação em Brasília
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásPEC que acaba com escala 6×1 começa a tramitar no Plenário
-
POLÍTICA6 dias atrásMichelle Melo agradece mandato e reafirma compromisso com saúde pública e políticas para mulheres
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásCúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco reforça prazo para contribuintes negociarem débitos pelo Refis 2026
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco reforça importância da puericultura no desenvolvimento infantil
-
TJ AC6 dias atrásTJAC divulga resultado do procedimento de heteroidentificação do 6º Exame Nacional da Magistratura
-
FAMOSOS7 dias atrásThaila Ayala celebra 7 anos de casamento com Renato Góes: ‘O sim mais certeiro’