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Esjud capacita equipes técnicas para atuação em violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes

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Ação da Escola aperfeiçoa o assessoramento nas decisões judiciais, fortalece a segurança ético-técnica na avaliação de risco/proteção e consolida a articulação com a rede intersetorial

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) capacitou as equipes técnicas multiprofissionais da Justiça Acreana para atuação psicossocial no âmbito da violência doméstica e familiar contra as mulheres e na proteção integral de crianças e adolescentes.

O curso teve carga horária de 20 horas-aula e foi realizado em modalidade semipresencial, com encontros on-line pelo Google Meet e presenciais. A capacitação teve como foco o assessoramento às decisões judiciais, a partir da compreensão do marco normativo nacional, da análise crítica de atividades institucionais e do desenvolvimento de competências aplicadas à instrumentalidade e à prática profissional.

Importância

A formação orientou-se pelos parâmetros técnico-operativos estabelecidos na Resolução nº 667/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelos referenciais éticos e profissionais da Psicologia e do Serviço Social.A ação educacional permitiu qualificar as equipes multiprofissionais do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em três aspectos. Fortalecimento da segurança ético-técnica na avaliação de risco e proteção; aprimoramento da produção de documentos psicossociais; e consolidação da articulação com a rede intersetorial.

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Opinião e resultados

A agenda encerrada na sexta-feira (23) contou com a presença do desembargador Laudivon Nogueira, presidente do TJAC; foi exitosa e trará resultados na execução do trabalho. É o que pensam os cursistas, a exemplo de Gabrielle Pessoa Lobo. “Uma experiência relevante para o aprimoramento do exercício profissional no âmbito da equipe multidisciplinar do Judiciário. Foram abordados aspectos essenciais do processo de trabalho, com destaque para o aperfeiçoamento da elaboração de relatórios técnicos, a partir de uma análise mais abrangente dos fatores de risco”, disse a assistente social, lotada no Núcleo Especializado em Família.

A servidora destacou a abordagem da “ponte analítica” que, segundo ela, mostrou-se “especialmente significativa”, ao propor uma leitura que articula direitos tensionados, riscos identificados e os possíveis efeitos das decisões judiciais na vida dos sujeitos envolvidos.

Tanto Gabrielle, quanto os(as) colegas elogiaram a metodologia dos formadores Reginaldo Alves Júnior e Cristiane Rodrigues, doutor em Psicologia, e mestra em Política Social, respectivamente. Os professores promoveram a discussão de casos práticos e a troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento da reflexão crítica e das competências profissionais.

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O resultado foram análises consistentes, intervenções eficazes e subsídios técnicos claros para assessorar a tomada de decisão judicial, especialmente nos contextos de violência doméstica e familiar e na proteção integral de crianças e adolescentes. O curso também promoveu a uniformização metodológica entre Psicologia e Serviço Social, colaborando para práticas coerentes, transparentes, não estigmatizantes e alinhadas às diretrizes nacionais do CNJ, CFP e CFESS.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Câmara Criminal do TJAC leva sessão para Brasiléia e reforça integração com o Judiciário boliviano

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Sessão itinerante realizada em Brasiléia julgou 11 processos e reuniu autoridades, profissionais do direito, servidores e representantes do Tribunal Departamental de Justiça de Pando, na Bolívia

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou nesta quinta-feira, 20, no Fórum Doutor Evaldo Abreu de Oliveira, em Brasiléia, a 4ª Sessão Itinerante da Câmara Criminal de 2026. A iniciativa levou para o Alto Acre uma das atividades do segundo grau de jurisdição, aproximando desembargadores, instituições do sistema de Justiça, profissionais do direito e a população da realidade e do funcionamento do Tribunal.

A sessão foi conduzida presencialmente pelo presidente da Câmara Criminal, desembargador Francisco Djalma, e contou com a participação da desembargadora Denise Bonfim. O decano da Corte, desembargador Samoel Evangelista, acompanhou os trabalhos por videoconferência.

Ao todo, foram apreciadas 11 ações, sendo sete Apelações e quatro Habeas Corpus, originários de processos da Comarca de Brasiléia. A sessão também foi transmitida em tempo real pelo canal oficial do TJAC no YouTube, permitindo o acompanhamento dos julgamentos por pessoas que não estavam presentes no fórum.

A realização da sessão fora da sede do Tribunal faz parte da política de interiorização do segundo grau de jurisdição. A proposta é mostrar, de maneira concreta, que o acesso à Justiça não se limita às portas dos fóruns e das unidades judiciais, mas também envolve levar as instituições e seus integrantes para mais perto das comunidades.

Justiça mais próxima da população

Para o presidente da Câmara Criminal, desembargador Francisco Djalma, a itinerância tem importância tanto para a população quanto para a integração entre as instituições que compõem o sistema de Justiça.

“É fundamental essa vinda do Tribunal de Justiça, em especial da Câmara Criminal, para realizar essas sessões no interior. Elas aproximam o Tribunal e as demais instituições, Defensoria Pública, Ministério Público, do jurisdicionado, e isso é de fundamental importância. E ainda possibilitam que a população tenha conhecimento de como trabalha o segundo grau de jurisdição.”

A desembargadora Denise Bonfim destacou que a iniciativa permite ao cidadão conhecer uma estrutura do Judiciário que, muitas vezes, está distante fisicamente de sua realidade.

“É um serviço que o Tribunal de Justiça do Estado do Acre promove ao jurisdicionado, de trazer a Câmara Criminal ao interior. É um modo de o jurisdicionado saber como trabalha o segundo grau do Poder Judiciário. Todo mundo lembra da figura do juiz, mas os desembargadores estão no segundo grau. Então, é uma oportunidade que o Tribunal está tendo de mostrar à população como funciona o segundo grau, essa instância superior do Tribunal de Justiça.”

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A magistrada também ressaltou que a passagem da Câmara Criminal pelo Alto Acre ganhou um significado especial pela presença de integrantes do Judiciário boliviano, fortalecendo a aproximação entre as instituições dos dois países.

Integração além da fronteira

A sessão em Brasiléia também foi marcada pela presença de representantes do Tribunal Departamental de Justiça de Pando, na Bolívia. A participação integra uma agenda institucional de aproximação entre os Judiciários brasileiro e boliviano, especialmente relevante para uma região marcada pela intensa circulação de pessoas, atividades econômicas e relações sociais entre os dois países.

O presidente do Tribunal Departamental de Justiça de Pando, juiz Alex Eddy Zeballos, participou da solenidade e destacou a importância da oportunidade de conhecer o funcionamento da Justiça brasileira e compartilhar experiências.

Segundo ele, o encontro representa um momento de integração entre as duas instituições e permite a troca de conhecimentos sobre os procedimentos adotados nos respectivos sistemas de Justiça. O magistrado lembrou ainda que esta é a segunda vez que participa de uma agenda institucional do TJAC no Acre, destacando a satisfação em retornar ao estado.

A desembargadora Denise Bonfim também enfatizou a importância da presença dos representantes bolivianos.

“É um momento de integração fronteiriça. O pessoal de Pando está aqui. Temos convidados da Justiça da nossa vizinha Bolívia e é um momento de interação entre as duas Justiças, a Justiça brasileira e a Justiça da Bolívia.”

Advogados do interior mais próximos

Representando a advocacia, a presidente da Subseção Alto Acre da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AC), Giseli Mazzali, destacou que a realização da sessão itinerante também proporciona aos profissionais que atuam no interior uma aproximação presencial com o Tribunal.

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“É um momento de proximidade de todo o Poder Judiciário, de todos aqueles que compõem o sistema de Justiça. É um momento de alegria e também de oportunizar aos advogados do interior o mesmo contato físico e presencial que os advogados da capital têm rotineiramente. Para nós é um momento ímpar, de estreitar laços com o Poder Judiciário, e quem ganha com isso é o jurisdicionado.”

Servidores são parte essencial da Justiça

Durante a participação por videoconferência, o desembargador Samoel Evangelista também fez questão de destacar o papel dos servidores que atuam nas comarcas do interior.

O decano lembrou sua relação profissional com a região e ressaltou que os servidores são fundamentais para que o Judiciário consiga desenvolver suas atividades. Para ele, a interiorização permite aos integrantes do Tribunal conhecerem mais de perto a realidade das comarcas e daqueles que diariamente contribuem para o funcionamento da Justiça.

A sessão reuniu autoridades e representantes de diferentes instituições. Além dos integrantes da Câmara Criminal e do Judiciário acreano, estiveram presentes o juiz de direito Robson Medeiros, diretor do Foro da Comarca de Brasiléia; o procurador de Justiça Almir Branco, representando o Ministério Público do Estado do Acre; e o defensor público Gilberto Jorge. Também participaram o presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio, além de representantes das forças de segurança e instituições públicas do Acre.

A delegação do Tribunal Departamental de Justiça de Pando contou, entre outros, com o presidente Alex Eddy Zeballos e integrantes das áreas criminal e cível da Corte boliviana, além de representantes da segurança e das relações institucionais.

Visita ao Judiciário de Pando

A agenda de interiorização e integração institucional do TJAC terá continuidade nesta sexta-feira, 21. Os integrantes da Câmara Criminal realizarão uma visita institucional ao Tribunal Departamental de Justiça de Pando, em Cobija, na Bolívia.

A atividade dará sequência ao diálogo iniciado durante a sessão em Brasiléia e permitirá a troca de experiências entre magistrados e servidores dos dois países, fortalecendo a cooperação institucional em uma região em que as relações entre Acre e Pando ultrapassam os limites geográficos.

Fotos: Samuel Bryan/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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