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Esjud promove palestra “Do risco à resiliência: Os desafios e caminhos para uma Rio Branco mais forte frente à crise climática”
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Agenda favorece a governança sustentável no Judiciário Acreano e demarca atuação comprometida com a sociedade
Fortalecer as políticas institucionais do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), alinhando-se aos seus objetivos estratégicos, voltados à promoção da responsabilidade socioambiental e da atuação judicial comprometida com o desenvolvimento sustentável. Com esse objetivo, a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) promoveu nesta sexta-feira, 20, a palestra “Do Risco à Resiliência: Os Desafios e Caminhos para uma Rio Branco mais Forte frente à Crise Climática”.
À atividade estiveram presentes o desembargador Luís Camolez, diretor da Esjud, o desembargador Nonato Maia, corregedor-geral da Justiça, e a desembargadora Waldirene Cordeiro, coordenadora do Núcleo Socioambiental Permanente (Nusap) do TJAC. Também o juiz de Direito Gilberto Matos, que integra o Comitê de Sustentabilidade Estadual, a juíza de Direito Zenice Mota, auxiliar da Presidência do Tribunal, e a secretária do Nusap, Val Amorim.
Conduzido pelo professor Ricardo Nascimento (veja abaixo), o evento teve participação presencial de magistrados(as) e servidores(as) de Rio Branco, além de profissionais de diversas comarcas do interior do Estado, conectados pelo Google Meet.
Importância
“Esta é uma pauta permanente em nossa Escola porque precisamos alcançar um nível de conhecimento e de conscientização que nos levem a alcançar resultados eficientes em nossas tomadas de decisões e nas atividades do dia a dia”, ressaltou o desembargador Luís Camolez, diretor do Órgão de Ensino.
A desembargadora Waldirene Cordeiro mencionou uma série de ações adotadas pelo Tribunal, a exemplo da descarbonização, da redução significativa do uso de plástico e de papel, do uso da energia limpa (solar), da logística reversa e da coleta seletiva.




A coordenadora do Nusap destacou os impactos das mudanças climáticas e do desmatamento (desflorestamento), inclusive na saúde da população.
E salientou que, além da atuação institucional dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, são necessários a participação da comunidade e o investimento na educação ambiental, a partir das escolas.
A palestra
Ricardo Nascimento respondeu a duas perguntas durante sua explanação. À primeira delas, “estamos em um cenário de crise climática em Rio Branco-AC?”, respondeu que ‘sim’, por meio de diversos dados. A exemplo da estiagem e risco de desabastecimento sofrida pela capital do Acre em 2024, com 40 dias abaixo de dois metros; chuva negra e ventos com 60 km/h em 2023, a enxurrada em 2023, com mais de 173 mm concentrados (16h -1000 m³/s), etc.
À segunda pergunta, “somos uma sociedade resiliente ou apenas naturalizamos os riscos?”, considerou a tendência de longa de data de naturalizar e, até, de subestimar a problemática ambiental.
“Nossa vida é curta e nossa política é mais curta ainda. Como a mudança climática é lenta e acumulativa, parece ‘abstrata’ até virar desastre”, alertou.
O professor adjunto da Universidade Federal do Acre apontou que a resiliência exige um ‘truque civilizatório’. “Temos de enxergar além do que nossos olhos viverão — usando evidências, memória institucional, cenários e planejamento territorial”, declarou.
Segundo Ricardo Nascimento, o cenário é de “crise”, haja vista a produção de elevados riscos sistêmicos, como o aumento de temperatura média e de ondas de calor; alteração de padrões de chuva, bem como maior frequência/intensidade de eventos extremos (enchentes, enxurradas, deslizamentos, estiagens/incêndios).
Por fim, convidou a todas as pessoas a viverem um futuro de resiliência, no qual a redução do risco de desastres não começa com obras grandiosas ou consultorias renomadas. “Mas se consolida a partir de políticas públicas estruturadas, que priorizam o entendimento das ameaças por meio da construção de modelos preditivos confiáveis e da coleta de dados em tempo real”, defendeu.
Segundo o doutor em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais, é preciso investir na prevenção e no monitoramento contínuo, como primeiro passo, a fim de que se possam proteger vidas, reduzir prejuízos e construir cidades mais seguras e resilientes.


Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, recebe o desembargador Renato Dresch, do TJMG
Diálogo foi pautado pelas transformações em andamento no Judiciário, que se convertem em novas diretrizes da atuação jurisdicional
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, juntamente com o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Anastácio Menezes, recebeu nesta sexta-feira, 17, o desembargador Renato Dresch e sua equipe do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Retornando ao Acre 20 anos depois, o desembargador compartilhou sua memória de quando conheceu o Palácio da Justiça, local que ainda abrigava os serviços do Judiciário acreano antes de se tornar o museu da instituição. Na ocasião, o desembargador acreano pôde discorrer sobre a evolução institucional e os aspectos históricos do Acre.
Em 2024, o desembargador Renato ocupava o cargo de 2º vice-presidente do TJMG e recebeu a comitiva acreana que foi conhecer a experiência de ressocialização desenvolvida pelas Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs). Dresch também discorreu sobre boas práticas em andamento.
O encontro de hoje foi mais um momento de fortalecimento dos laços institucionais. No encerramento da visita de cortesia, o presidente entregou as revistas do Projeto Cidadão e dos 120 Anos da Justiça.


Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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