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Justiça do Acre inicia transição para novo sistema eletrônico: entenda o que muda com o eproc

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Provimento Conjunto n° 1/2026 disciplina a transição entre os sistemas de processamento eletrônico de feitos judiciais, de modo a garantir segurança jurídica, eficiência e continuidade da prestação jurisdicional

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) publicou nesta terça-feira, 24, as diretrizes da migração do sistema SAJ para o eproc. A mudança está ocorrendo de forma gradual e alinhada com a decisão administrativa voltada à modernização dos serviços.

No Provimento Conjunto n.° 1/2026, a presidência do Tribunal e a Corregedoria-Geral da Justiça normatizaram sobre a tramitação do processo eletrônico no sistema eproc. São 13 capítulos, que tratam: Disposições Gerais, Do Acesso ao eproc, Dos Usuários e Credenciamento, Uso Inadequado do Sistema, Peticionamento, Consulta e Sigilo, Prática dos Atos Processuais, Citação, Intimação e Notificação; Subestabelecimento; Audiências; Processos no Tribunal; Baixa e Arquivamento; e Disposições Finais e Transitórias.

A íntegra da normativa está disponível na edição n.° 7.924 do Diário da Justiça (págs. 33 a 37).

Confira os pontos principais da nova plataforma:

Migração gradual: o que vai para onde?

  • Processos novos: Serão abertos diretamente no eproc, seguindo um cronograma de migração digital definido por áreas (competências).
  • Processos antigos: Se o seu caso começou no SAJ, ele continua lá, inclusive em fases de recurso, até que a migração completa daquela unidade seja concluída.
  • Decisões e execuções: Se um juiz der uma sentença em um processo do eproc, o pedido de pagamento (cumprimento de sentença) também deve ser feito no eproc.
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Acesso e Segurança

O novo sistema pode ser acessado pelo site oficial: portal-eproc.tjac.jus.br. Para entrar, advogadas, advogados e partes autorizadas utilizam assinatura digital ou login e senha cadastrados.

É importante ressaltar que o usuário possui responsabilidade com a manutenção do sigilo de sua própria senha de acesso; ao carregar documentos esses devem ter formato e qualidade adequada; por fim, que é preciso aguardar confirmação do sistema de que o envio foi completado.

Facilidade para o Cidadão

Pessoas que possuem um processo em andamento sem advogado acompanhando a ação também podem se cadastrar no eproc para atuar em casos onde a lei permite, como nos Juizados Especiais. Além disso, a consulta pública de decisões continua disponível para qualquer pessoa, sem necessidade de senha, exceto nos casos de segredo de justiça.

Segurança Digital

O TJAC alerta que o uso de ferramentas automatizadas para consultas em massa que sobrecarreguem o sistema é proibido. Caso isso ocorra, o usuário pode ser bloqueado preventivamente para garantir que o sistema não fique lento para os demais cidadãos.

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Audiências e Provas

As audiências continuarão sendo gravadas em vídeo. Quando o arquivo for muito grande para o sistema, o Tribunal fornecerá um link na “nuvem” para que as partes possam assistir ao depoimento.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC reúne equipes multidisciplinares para fortalecer atendimento em casos de violência vicária

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Encontro promove integração entre equipes que atuam na proteção da mulher, infância, família e Justiça Restaurativa

Como parte das ações do Agosto Lilás, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) reuniu, nesta sexta-feira, 14, equipes multidisciplinares que atuam em diferentes áreas do Judiciário para apresentar e discutir a violência vicária e os impactos desse tipo de violência no atendimento às famílias.

A reunião foi articulada pela juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Louise Santana, e contou com a participação de assistentes sociais e psicólogos que atuam nas áreas de proteção à mulher, infância, família e Justiça Restaurativa.

Durante o encontro, também foi apresentada a nova ferramenta de medida protetiva eletrônica, além de orientações para a identificação e o acolhimento de situações relacionadas à violência vicária.

Segundo a juíza,  a integração entre as equipes é fundamental para que os casos sejam analisados de forma mais ampla, considerando as diferentes pessoas envolvidas.

“Com a violência vicária, alienação parental, e outros tipos de violência contra a mulher, não dá mais para a gente separar o que é um problema envolvendo a mãe, pai, ou a criança, tornou-se um problema sistêmico”, explicou.

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A magistrada destacou ainda que o atendimento precisa considerar não apenas a situação da mulher vítima de violência, mas também as vulnerabilidades das crianças e dos demais integrantes da família. “Eles precisam ampliar o leque de atuação, ter um olhar mais interdisciplinar, pensando em todas as vulnerabilidades, não só da mãe ou da vítima que esteja lá, mas da criança e do suposto autor do fato”, afirmou.

A iniciativa reforça a proposta do Agosto Lilás de ampliar a conscientização e fortalecer a rede de proteção às mulheres e às famílias, promovendo uma atuação integrada entre os diferentes setores do sistema de Justiça.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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