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Nova etapa de implantação do eproc será realizada em novembro
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A interiorização do eproc consolida mais uma etapa de modernização do Judiciário acreano
Na próxima sexta-feira, 7, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) avança na expansão do eproc. Agora o sistema chega nas Varas Cíveis, Juizados e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) das comarcas do interior, preparando assim mais uma fase de implantação, prevista para o dia 19 de novembro.
O trabalho de interiorização será inaugurado com o treinamento das supervisoras, supervisores, diretoras, diretores de secretaria das varas cíveis e juizados. Já no dia 10 e 11, o treinamento é direcionado às servidoras e servidores das Centrais de Mandados das comarcas do interior. Completando o cronograma, nos dias 18 e 19, com o treinamento das demais servidoras e servidores dessas unidades.






Vale ressaltar que a capacitação presencial e treinamento remoto é um alicerce que estrutura a modernização do Tribunal de Justiça, sendo realizado por meio da Escola do Poder Judiciário (Esjud). Os módulos foram desenvolvidos pela equipe da instituição e geram certificações para os participantes. Ação que por si só reflete o alinhamento com a realidade institucional, pois são cursos práticos e aplicáveis ao cotidiano de trabalho.
Essa é a penúltima etapa de implantação. Desde janeiro, o Judiciário definiu a modernização como prioridade para o aprimoramento da prestação jurisdicional. Até o momento, o eproc está ativo nas seguintes unidades de Rio Branco: Cejusc; Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis; 1ª e 2ª Varas da Fazenda Pública e Vara de Execução Fiscal; 1º, 2º e 3º Juizados Especiais Cíveis, Juizado Especial da Fazenda Pública, Turmas Recursais; 1ª, 2ª e 3ª Varas de Família; 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Varas Cíveis.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial
Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?
Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.
Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.
O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.
Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.
Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.
A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.
Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.










Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC
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Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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