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TJAC é signatário do Termo de Fomento à implementação da Lei Estadual n° 4.328/2024

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Nova lei determina a obrigatoriedade de cursos de letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade para gestores estaduais e cargos comissionados

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou na manhã desta sexta-feira, 19, de ato público realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE/AC), tornando-se signatário do Termo de Fomento à implementação da Lei Estadual n° 4.328/2024. Portanto, foi firmado o compromisso perante os poderes públicos, entidades, movimentos e associações civis organizadas sobre a implementação de qualificação obrigatória voltada ao letramento para a conscientização na promoção da igualdade racial, de gênero e diversidade.

Na abertura da solenidade, a conselheira Naluh Gouveia falou sobre visibilidade e o lançamento do Censo no TCE. “Se a lei não tem prática, ela é vazia. Hoje é um dia de felicidade, porque queremos acolher pessoas com a implementação da lei e fazer do letramento uma ferramenta efetiva para afirmar direitos”, disse.

Em seguida, a diretora da Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha, enfatizou a importância do marco regulatório para enfrentar a ineficácia de políticas públicas e combater a desigualdade de raça e gênero. “Hoje conseguimos algo inédito, reunimos um grupo representativo e diverso da sociedade acreana, mobilizado em enfrentar as estatísticas terríveis e sentir a dor dos movimentos sociais, que representam as dores de uma parcela em vulnerabilidade do nosso estado”, ressaltou.

A segunda exposição do evento foi realizada pela presidente do Fórum Permanente de Educação Étnico-racial e presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Gorete Pinto. A partir da apresentação de uma linha do tempo de ações afirmativas, pontuou a necessidade de avanços que impactem a realidade local. “A lei foi feita a muitas mãos, para que a sociedade acreana entenda sobre equidade racial. Vivemos em uma realidade, em que no Acre há 76% da população composta por pessoas negras. Então, fica nítida a relevância política e institucional. O fortalecimento da agenda de igualdade racial exige a transversalidade real das políticas públicas”, concluiu.

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O representante da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh) Germano Marinho aplicou uma dinâmica para ilustrar a importância do movimento e engajamento. “Não se trata apenas de conhecer leis. O letramento é um processo de formação crítica, que permite compreender como os direitos se materializam na vida das pessoas, assim como funcionam as desigualdades e violações. Quando é ampliada a capacidade de atuação de gestores e profissionais na defesa dos direitos humanos, a cidadania é fortalecida”, afirmou.

Além da comoção do público presente, o momento foi marcado pelas assinaturas do Termo de Fomento. O coletivo pactuou que as gestões dos órgãos que representam estão comprometidas com a equidade.

Responsabilidade é a base para a efetividade da lei

Posteriormente, foi formada uma mesa de diálogo sobre a implementação da normativa. O objetivo era ampliar a compreensão do alcance da lei e a definição de responsabilidades institucionais. A juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Louise Santana, foi a mediadora dessa etapa. Ela explanou sobre os encaminhamentos esperados, como a definição de diretrizes, o estabelecimento de cronograma de implementação do letramento, a criação de mecanismos de acompanhamento e indicadores, e a promoção de ambientes de trabalho inclusivos.

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O grupo reforçou que a Lei n.º 4.328/2024 determina a qualificação obrigatória para gestores estaduais e ocupantes de cargos comissionados. O curso de letramento trata da promoção da igualdade racial, de gênero e diversidade. A carga horária mínima é de 20 horas, na modalidade presencial. A aplicação é anual, obrigatória, mesmo para aqueles sem atuação direta com o público em geral. A formação passa a integrar a qualificação exigida pela Lei Complementar n.º 39/1993.

Com efeito, o letramento não é apenas capacitação; ele é um mecanismo de mudança da cultura institucional. Como o aprendizado proporciona consciência histórica, é possível reconhecer as desigualdades estruturadas ao longo do tempo e seus efeitos nas instituições. Também é o caminho para identificar práticas discriminatórias, inclusive quando naturalizadas. O resultado esperado é qualificar decisões, atendimentos, fluxos e políticas públicas.

Equidade

No TJAC, o letramento se somará a política de equidade e enfrentamento ao racismo vigente. Desde 2024, o Judiciário acreano estabeleceu a Política de Equidade Racial, por meio da Resolução Cojus n.º 88, de 12 de agosto de 2024. A partir daí, a instituição estabeleceu a Comissão Permanente de Equidade Racial para o fortalecimento da representatividade, promoção de campanhas e aprofundamento da articulação interinstitucional.

Conheça as ações em andamento: saiba mais.

1Fotos: Yuri Marcel/Ascom TCE

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Juizado de Trânsito divulga serviços durante ação educativa pelos 18 anos da Lei Seca

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Equipe apresentou os atendimentos gratuitos oferecidos em casos de acidentes de trânsito, como perícia, orientação, mediação e conciliação

O Juizado de Trânsito do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou, na manhã desta sexta-feira, 19, de uma ação educativa promovida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em alusão aos 18 anos de vigência da Lei Seca (Lei n.º 11.705/2008). A iniciativa ocorreu em um trecho da BR-364, próximo ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), em Rio Branco.

Durante a atividade, as equipes realizaram abordagens educativas com motoristas e passageiros para orientá-los sobre os impactos do consumo de álcool na condução de veículos, as consequências administrativas e criminais previstas na legislação e a importância da adoção de escolhas seguras, como utilizar transporte por aplicativo, táxi, motorista da rodada ou simplesmente não dirigir após ingerir bebida alcoólica.

A ação teve como objetivo conscientizar a população sobre os riscos da combinação entre álcool e direção, especialmente em períodos festivos, como a Copa do Mundo e as festas juninas, quando costuma haver aumento no número de acidentes relacionados à embriaguez ao volante. A iniciativa também buscou sensibilizar a sociedade acreana para um tema que, muitas vezes, ainda é negligenciado.

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Na ocasião, o Juizado apresentou os serviços de perícia, orientação, mediação e conciliação oferecidos em casos de acidentes de trânsito. O atendimento é gratuito e funciona de segunda a segunda-feira, das 7h às 21h, pelos telefones (68) 99985-2750 e (68) 3211-5519. Os serviços podem ser acionados em ocorrências que não envolvam veículos oficiais, vítimas com ferimentos ou danos ao patrimônio público.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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