TJ AC
Projeto Cidadão desembarca em Assis Brasil e beneficia moradores da fronteira
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Trabalho social do TJAC facilita o acesso da população a serviços essenciais, com emissão de documentos, atendimentos de saúde, orientações jurídicas e palestras. Mutirão ocorre até esta terça-feira, 30, das 8h às 15h, na Escola Íris Célia Cabanellas Zannini
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) desembarcou com o Projeto Cidadão em mais uma cidade nesta segunda-feira, 29. Desta vez, no município de Assis Brasil, a cerca de 350 quilômetros da capital. A ação social ocorre até esta terça-feira, 30, na Escola Íris Célia Cabanellas Zannini, localizada na Rua Eneide Batista, nº 525, Centro. Durante os dois dias de programação, dezenas de serviços públicos estão disponíveis gratuitamente para as moradoras e moradores.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o interior do Acre apresenta desafios sociais e econômicos, com grande parte da população em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A proposta do Projeto Cidadão é garantir que essas cidadãs e cidadãos tenham acesso rápido e gratuito à documentação básica, além de atendimentos nas áreas jurídica, de saúde, assistência social e cidadania.
Entre os principais serviços oferecidos estão a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), CPF e de 1ª e 2ª vias de certidões de nascimento e casamento. Há também orientações jurídicas e previdenciárias, consultas processuais, atualização e cadastramento em programas sociais. Além disso, são oferecidos atendimentos médicos, fisioterapêuticos e psicológicos, vacinação, entrega de medicamentos e aferição de pressão arterial e glicemia.




Documentos em dia e cidadania garantida
Antônia Lenir, de 63 anos, foi uma das beneficiadas pela iniciativa. Ela conseguiu corrigir a certidão de nascimento. Havia anos o documento continha um erro: em vez de “Veloso”, constava “Velozo”. A falha passou despercebida por muito tempo, até a aposentada solicitar um empréstimo. O pedido foi negado pelo banco, que informou ser necessário regularizar o registro para dar continuidade ao processo.
Aflita com a situação, ela chegou a pensar em ir ao cartório de Brasiléia para resolver a questão, mas o custo da viagem e a distância eram obstáculos. Com a chegada do Projeto Cidadão ao município, Antônia resolveu tudo em um só lugar e sem nenhum custo. “É ótimo. Ajuda muita gente, pessoas que não podem viajar, que não têm condições. Vale muito a pena procurar”, afirmou a aposentada.
Jaqueline Assis, de 26 anos, encarou uma longa jornada para participar das ações do Projeto Cidadão. Ela e o esposo, Manoel Messias, de 34, percorreram centenas de quilômetros até chegar a Assis Brasil. O casal saiu da região do antigo Seringal Guanabara, no município de Sena Madureira. “É porque essa [nova carteira de identidade] que está vindo agora já vem com o CPF. A minha não era assim”, explicou.


O juiz de Direito que acompanha os trabalhos, Robson Shelton, titular da Vara Cível de Brasiléia, informou que casos semelhantes aos das entrevistadas são comuns na localidade, seja por erros no registro dos documentos, seja pela ausência de informações pessoais. Segundo o magistrado, a presença do Projeto Cidadão nos municípios de fronteira é fundamental, especialmente por identificar a necessidade da população e oferecer uma solução rápida.
“Infelizmente, parte da população não consegue emitir os documentos de forma adequada. Portanto, o Projeto Cidadão atende essa pessoa que, muitas vezes, por inúmeros motivos, não consegue obter o documento. E aqui consegue alcançar esse objetivo: exercer a sua cidadania enquanto pessoa humana”, atestou. Como exemplo, o juiz destacou as audiências realizadas no próprio local onde ocorre a ação: “Uma demanda que costuma demorar alguns meses é solucionada em poucas horas ou, às vezes, em questão de minutos”.

Projeto Cidadão no enfrentamento da violência contra a mulher
Durante a programação, houve uma agenda voltada exclusivamente para estudantes da rede pública de ensino do município, em que todos puderam aprender sobre o que é a violência contra a mulher e quais medidas são necessárias para enfrentar essa epidemia. A atividade foi realizada pela equipe do Projeto Cidadão como parte do programa Conscientização pela Paz no Lar, da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC.
Ao todo, mais de 40 alunas e alunos participaram da palestra. Entre os principais temas abordados estiveram os seis tipos de violência contra a mulher previstos na Lei Maria da Penha — física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e vicária —, os sinais de alerta de um relacionamento abusivo, os direitos garantidos às mulheres vítimas de violência e os canais de denúncia existentes.
A ideia, ao final, é que esses jovens sejam multiplicadores da cultura de paz em seus lares. Por isso, todos foram convidados a redigir um texto com o tema “Violência doméstica e familiar contra a mulher e os impactos negativos na sociedade” e concorrer no concurso de redações promovido pelo TJAC. Os três estudantes mais bem colocados de cada município recebem um computador como incentivo à educação e reconhecimento pelo empenho no enfrentamento da violência contra a mulher.
A aluna do 1º ano da Escola Íris Célia Cabanellas, Geisy Santos, de 15 anos, aprovou a iniciativa do Judiciário de atuar junto aos jovens para combater a violência doméstica e familiar no Acre. “Acho muito importante não somente para nós que estamos na escola, mas para toda a sociedade. Muitas mulheres sofrem violência doméstica; são muitos casos que existem na cidade, assim como na escola”, relatou. Sobre o concurso de redações, a adolescente foi categórica ao dizer o que faria se ganhasse: “Ia conseguir estudar mais”.




Casamento coletivo
O grande momento desta edição será o tradicional casamento coletivo, com a união civil de 41 casais beneficiados pelo Poder Judiciário, que custeia todos os atos do casamento, desde a habilitação até a cerimônia. A celebração ocorre às 10h, na quadra poliesportiva da Escola Íris Célia Cabanellas Zannini, e fica a cargo do juiz de Direito Robson Shelton.
Parceiros
O Projeto Cidadão é organizado pela Coordenadoria de Apoio a Programas Sociais (Coaps) e conta com o apoio da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) nos atendimentos ambulatoriais. O mutirão desta vez também dispõe do trabalho voluntário de professores e servidores da Escola Íris Célia Cabanellas.
Esta edição tem recursos oriundos de um convênio firmado entre o TJAC e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além da participação dos parceiros: Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), Ministério Público do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Cartório Andrade, Prefeitura de Assis Brasil e Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher (Semulher) e da Polícia Civil do Acre (PCAC).








Fotos: Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC conquista prêmio nacional por gestão das emissões dos gases de efeito estufa
Tribunal alcança categoria máxima após ampliar ações de redução, mensuração e compensação de carbono; o reconhecimento foi concedido nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) conquistou, nesta quinta-feira, 27, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, em reconhecimento ao trabalho de mensuração, redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação foi concedida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces).
O programa reconhece organizações pela transparência e pela qualidade na elaboração de inventários de emissões de GEE. A iniciativa busca estimular a adoção de práticas para reduzir o impacto ambiental de instituições públicas e privadas. Para isso, utiliza a metodologia GHG Protocol, referência internacional para contabilizar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa.
Nesta edição, o TJAC alcançou a categoria máxima do programa. O resultado considera o cumprimento dos critérios estabelecidos, a verificação dos dados por empresa independente certificada pelo Inmetro e a adoção de medidas para reduzir as emissões de CO₂. Entre as ações estão a redução do consumo de insumos, o reflorestamento e a compensação ambiental.
Mudanças que refletem no dia a dia
As medidas adotadas pelo Tribunal refletem nos indicadores de sustentabilidade. Conforme o Plano de Logística Sustentável (PLS), em comparação com 2019, o TJAC registrou, até o último ano, redução de 78,8% no consumo de papel, 69,74% no uso de copos descartáveis e 32,13% no consumo de energia elétrica.
O Tribunal também atua na eficiência energética, com a substituição de sistemas de iluminação, instalação de sensores de presença, automatização de equipamentos de climatização e ampliação do uso de energia renovável. Atualmente, Rio Branco conta com três usinas fotovoltaicas do TJAC.
Outra frente é o projeto Plantando Futuro, que prevê o plantio de 15 mil árvores nativas da Amazônia em áreas degradadas até 2030. A iniciativa recebeu do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o Prêmio Juízo Verde, na categoria Indicadores de Produtividade/Área Ambiental da Justiça Estadual.
Do Bronze ao Ouro
Em um ano, o TJAC passou do Selo Bronze para o Selo Ouro. A evolução integra uma nova etapa da política de descarbonização da instituição, com procedimentos para identificar, mensurar e dar transparência às emissões de carbono e, a partir desses dados, aprimorar as medidas de redução e compensação.
A conquista ainda demonstra o cumprimento das diretrizes da Resolução n.º 594/2024, do CNJ, que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero e estabeleceu a meta de zerar as emissões de CO₂ do Poder Judiciário até 2030. O TJAC incorporou as diretrizes da iniciativa ao próprio Plano de Logística Sustentável. A medida integra a política institucional de sustentabilidade, que associa práticas de redução de emissões à eficiência no uso de recursos e à adoção de tecnologias.
O acompanhamento das ações é realizado pela Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Cosus), com apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável, sob supervisão da desembargadora Waldirene Cordeiro. Com o resultado, o TJAC passa a concentrar esforços na manutenção dos indicadores e no avanço das ações previstas no Plano de Logística Sustentável e no Programa Justiça Carbono Zero.


Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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