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Projeto Cidadão recebe Prêmio Notável 2026 e reafirma legado de transformação social no Acre

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Reconhecimento destaca três décadas de atuação do programa que já ultrapassou 1,6 milhão de atendimentos e leva cidadania a comunidades em situação de vulnerabilidade em todo o Acre

Três décadas de histórias transformadas, direitos garantidos e cidadania levada aos lugares mais distantes da Amazônia. Esse legado foi reconhecido na noite desta sexta-feira, 30, quando o Projeto Cidadão, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), recebeu o Prêmio Notável 2026, na categoria Social, durante cerimônia realizada no Hotel Terra Verde, em Rio Branco.

A homenagem celebra iniciativas que produzem impactos positivos na sociedade. E poucos projetos representam tão bem esse propósito quanto o Projeto Cidadão, que há 30 anos aproxima a Justiça de quem mais precisa, alcançando populações nos lugares de mais difícil acesso no Acre.

Esta não é a primeira vez que a iniciativa recebe o reconhecimento. Em 2025, o projeto já havia sido homenageado na edição Rondônia do Prêmio Notável, em Guajará-Mirim (RO), reforçando sua relevância para além das fronteiras acreanas.

Idealizado pelo publicitário, jornalista e editor da Revista Evidência, Valdeci Tergon, o prêmio foi entregue ao presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição por meio do programa social.

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Ao receber a homenagem, ele destacou que o reconhecimento pertence a todas as servidores e servidores do tribunal, e parceiros que contribuíram para a construção da história do programa.

“O Projeto Cidadão representa o compromisso do Poder Judiciário com a promoção da dignidade humana e do acesso aos direitos fundamentais. Este prêmio reconhece uma trajetória construída por muitas mãos, com o apoio de instituições parceiras e servidores que acreditam que a Justiça deve chegar a todos, especialmente àqueles que mais precisam”, afirmou.

A noite também foi marcada por uma homenagem à servidora e advogada Isnailda Silva, coordenadora de Apoio aos Programas Sociais do Poder Judiciário do Acre. Ela recebeu o Prêmio Notável 2025, na categoria Mulher, pelo trabalho voltado à defesa dos direitos das mulheres e ao fortalecimento das políticas de proteção e conscientização.

Uma trajetória construída perto das pessoas

Criado em 1995, o Projeto Cidadão, atualmente coordenado pelo desembargador Samoel Evangelista, tornou-se a mais duradoura e abrangente iniciativa social do Tribunal de Justiça do Acre. Sua essência permanece a mesma desde a primeira edição: levar dignidade, inclusão e acesso a direitos básicos para quem vive distante dos grandes centros urbanos.

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Ao longo de sua trajetória, as equipes percorreram rios, estradas, comunidades rurais, aldeias indígenas e regiões de fronteira para oferecer documentação civil, atendimentos jurídicos, serviços de saúde e ações de cidadania a milhares de famílias.

Texto: Andréa Zílio / Fotos: Elisson Magalhães

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Presidente do TJAC participa de Encontro Regional da Magistratura

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Evento reuniu presidentes de tribunais, corregedores e juízes dos sete estados da Região Norte; programação foi promovida pelo CNJ e abordou transformação digital da Justiça, desafios amazônicos e políticas voltadas à juventude acolhida

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, participou nesta sexta-feira, 29, do Encontro Regional da Magistratura, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no edifício-sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus.

O encontro contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin, e do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. A agenda reuniu presidentes de tribunais, corregedores-gerais da Justiça, juízes auxiliares e magistrados dos sete estados da Região Norte.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração da magistratura nacional e discutir as especificidades da atuação jurisdicional na Amazônia, marcada por desafios próprios da região, como distâncias continentais, localidades remotas, sazonalidade climática e extensas áreas de fronteira.

Na abertura do evento, o presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, destacou que o Poder Judiciário deve estar a serviço da sociedade, oferecendo respostas jurídicas e técnicas adequadas à realidade da população. Afirmou ainda que a presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua e que a transformação digital da Justiça precisa estar voltada à promoção da cidadania.

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, abordou as peculiaridades da região amazônica e ressaltou a necessidade de o Poder Judiciário atuar com sensibilidade e eficiência no atendimento aos jurisdicionados. Também enfatizou a importância do encontro ao reunir magistrados de diferentes ramos da Justiça para a construção de instituições cada vez mais centradas nas necessidades da população.

Programação

Durante a programação, foram realizados dois painéis temáticos. O primeiro debateu o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário. A proposta apresentada foi a de utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio à qualidade e à celeridade das decisões judiciais, sem substituir a atuação humana. Os magistrados destacaram que a aplicação da inteligência artificial deve ocorrer de forma responsável e alinhada ao compromisso do Judiciário com a sociedade.

O segundo painel abordou o Programa Novos Caminhos, política nacional instituída pela Resolução n.º 543 do CNJ, voltada à criação de oportunidades para adolescentes e jovens, entre 14 e 18 anos, acolhidos institucionalmente. A iniciativa busca garantir condições para uma vida adulta com cidadania plena e estabilidade social, cabendo a cada tribunal de justiça desenvolver ações em sua respectiva unidade federativa.

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À tarde, ocorreram duas reuniões de trabalho: uma exclusiva para presidentes e corregedores dos tribunais de justiça da Região Norte e outra destinada aos juízes auxiliares. Ambos os encontros contaram com a participação dos ministros Edson Fachin e Mauro Campbell.

Participação

Representaram o Judiciário acreano no encontro a supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures) e presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; o presidente da Comissão de Soluções Fundiárias do Estado (COMSF) e corregedor regional eleitoral do TRE-AC, desembargador Lois Arruda; e o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger), Cloves Ferreira.

Fotos: Chico Batata/TJAM

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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