TJ AC
Projeto do TJAC promove dignidade menstrual a reeducandas
TJ AC
Campanha Mãos que Acolhem arrecadou e distribuiu itens de higiene a mulheres privadas de liberdade; iniciativa deve beneficiar cerca de 200 internas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco
Com o objetivo de proporcionar períodos menstruais seguros e dignos, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), realizou a doação de itens básicos de higiene a reeducandas. A entrega ocorreu nesta quarta-feira, 17, às 9h, na Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco.
A ação marcou a última etapa da campanha Mãos que Acolhem. Durante toda a programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, foram arrecadados produtos como sabonete, xampu, condicionador, creme dental, escovas de dentes e absorventes, além de roupas íntimas e livros. Os itens devem beneficiar cerca de 200 mulheres em situação de privação de liberdade na capital acreana.

De acordo com a vice-coordenadora da Cosiv, juíza Evelin Bueno, a campanha surgiu após uma visita à unidade prisional, quando foi constatada a carência de produtos de higiene pessoal. Segundo a magistrada, essa realidade decorre, em muitos casos, do abandono familiar, da falta de recursos financeiros e da pobreza menstrual, situação que aflige milhares de meninas e mulheres, inclusive aquelas em situação de cárcere.
A juíza também destacou o intuito da iniciativa: “Justamente angariar esses objetos e recursos para trazer um pouco de afago e afeto. Suprir as necessidades [básicas das mulheres]. A gente não quer substituir o Estado em sua responsabilidade. Queremos apoiar, doando esses itens de higiene pessoal”.


Durante a entrega, a diretora da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Silva, ressaltou a importância dos itens às mulheres internas da unidade. “Colabora para a melhoria da qualidade de vida das detentas. O Estado fornece, mas, ainda assim, a gente é muito carente em relação a esses produtos de higiene pessoal e limpeza. Então, essa ação só vem agregar”, afirmou.
Para o Judiciário acreano, o acesso a condições básicas é fundamental. Por isso, atua na promoção de programas e projetos voltados à assistência e à garantia de direitos das mulheres, incluindo a população carcerária feminina do estado. Ele promove atividades educativas, profissionalizantes, de acolhimento e de concessão de donativos.



Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize
Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre
Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.




Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.
Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.
No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.
Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.




Humanize
O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.






Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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