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TJAC e Esjud promovem formação Conselhos da Comunidade e o Sistema de Justiça

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A proposta foi a defesa dos direitos das pessoas privadas de liberdade e participação social na execução penal

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) promoveram nesta quarta-feira, 3, a formação “Conselhos da Comunidade e o Sistema de Justiça”.

Realizada exclusivamente em modalidade online pelo Google Meet, a agenda aconteceu de manhã e à tarde, alcançando profissionais de diversas comarcas do Estado. A programação teve participação direta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF).

Objetivo

O objetivo foi capacitar os(as) participantes para a implementação efetiva da Política Judiciária de Fortalecimento dos Conselhos da Comunidade, conforme estabelecido pela Resolução nº 488/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Abertura

Diretor da Esjud, o desembargador Luís Camolez representou no ato a Administração do TJAC. “Acolhimento e direitos humanos são palavras que transformamos em ações concretas no dia a dia do Poder Judiciário Acreano. A proposta é integrar áreas como justiça, educação, trabalho, saúde e assistência social, a fim de atender as pessoas privadas de liberdade. Por isso, o Tribunal e esta Escola assumem o papel de contribuir para a garantia da efetividade dessa iniciativa do CNJ, assegurando os direitos fundamentais no campo prisional”, declarou, ao dar as boas-vindas.

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O juiz de Direito Robson Aleixo, coordenador do GMF, agradeceu à Esjud por “transformar matéria tão relevante em uma ação educacional”. O magistrado frisou que a sociedade pode e deve colaborar com a temática e considerou o evento uma jornada de “muito conhecimento e aprendizagem”.

Conferências

A primeira conferência foi “Análise histórica da participação social na execução penal e do marco legal da Resolução CNJ nº 488/2023″, cuja facilitadora foi Tatiana de Moura.

A coordenadora-geral do Programa Justiça Plural (CNJ/Pnud) destacou os princípios que devem nortear os Conselhos, como “respeito aos Direitos Humanos e à diversidade e diferenças”, “atuação em Rede, voltada para o desencarceramento”, “participação social” e “democracia”.

A facilitadora também explicitou o teor da Resolução nº 488/2023/CNJ, reforçando o papel do Conselho da Comunidade como agente ativo articulador e mobilizador de direitos. “É preciso reduzir a vulnerabilidade da população carcerária, com o intuito de estimular a integração social das pessoas egressas”, concluiu.

Em seguida, o segundo painel trouxe o tema “Estrutura, Composição e Funcionamento dos Conselhos (Discussão sobre formas de instituição, composição, atribuições e experiências práticas dos Conselhos no Acre e em outros estados)”. Nesse caso, os conferencistas foram Bárbara Nardi e Leonardo Lani.

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Coordenadora do GMF do TJMG, a magistrada falou sobre a estrutura, a composição e o funcionamento dos Conselhos. Segundo ela, das 298 comarcas do Estado, um total de 150 já possuem Conselho de Comunidade.

A juíza de Direito Bárbara Nardi apresentou o contexto da Comarca de Ribeirão das Neves, cujo sistema penitenciário de grande porte com mais de oito mil pessoas encarceradas. A experiência nesse setor exigiu um trabalho complexo com reuniões periódicas, presença regular na unidade prisional, relatórios de inspeção e obtenção de recursos para consolidação dos projetos de reintegração social.

Leonardo Lani ressaltou os objetivos da Resolução 488/2023, dentre os quais “estruturar a política judiciária”, “garantir autonomia, “transparência e continuidade”, “diretrizes de funcionamento e formação” e “ampliar controle social e direitos humanos”.

O professor de Direito da Ufac mencionou a falta de estrutura, desigualdades regionais e a baixa integração institucional, como algumas das principais dificuldades para se concretizar a implementação e a plena atuação dos Conselhos no Brasil.

A programação seguiu à tarde, com outros debates relevantes.

Texto e imagens: Marcos Alexandre/Esjud

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa reúne juízes e juízas para debater prevenção ao assédio

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Durante o encontro, foram apresentadas estratégias e protocolos para fortalecer ambiente de trabalho seguro; ação integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Assédio e à Discriminação

Em continuidade à programação da Semana Nacional de Combate ao Assédio e à Discriminação, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu uma roda de conversa com juízas e juízes de todas as comarcas do estado. A atividade ocorreu nesta quarta-feira, 6, às 13h, de forma online, como parte do cronograma de ações de conscientização previstas pelo Judiciário acreano.

O encontro teve como objetivo capacitar magistradas e magistrados sobre medidas e estratégias de prevenção e enfrentamento de condutas abusivas no ambiente de trabalho. Durante a reunião, foram apresentadas orientações e os procedimentos adotados pela instituição no combate ao assédio moral, ao assédio sexual e à discriminação.

A atividade foi conduzida pela presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do 1º Grau de Jurisdição (Coped), a juíza Evelin Bueno. Segundo a magistrada, a roda de conversa permitiu difundir entre os membros da magistratura a política de prevenção do TJAC, que busca coibir práticas inadequadas nas relações profissionais dentro da instituição.

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Outras ações ainda estão previstas ao longo da semana. Na quinta-feira, às 11h, ocorre uma palestra sobre o tema voltada a colaboradoras e colaboradores do TJAC; às 13h, a atividade será destinada a servidoras e servidores. Para encerrar a programação, na sexta-feira, 8, está prevista uma ação no Vale do Juruá, no interior do estado, com profissionais da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul.

As atividades realizadas pelo TJAC, entre os dias 4 e 8 de maio, integram a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução nº 351/2020.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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