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TJAC discute políticas nacionais do Judiciário em reunião com presidente do CNJ

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Presidente da Corte acreana, desembargador Laudivon Nogueira, se reuniu com o ministro Edson Fachin para tratar sobre governança, tecnologia e políticas públicas de ampliação do acesso à Justiça

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, participou de uma reunião com o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, dia 1º, em Florianópolis, e antecedeu a abertura oficial do 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário.

A reunião teve como objetivo debater temas estratégicos para o Poder Judiciário brasileiro, como a garantia dos direitos fundamentais e o fortalecimento da relação institucional com a sociedade. Também foram discutidos assuntos relacionados à governança, sustentabilidade, produtividade, tecnologia e à elaboração de políticas públicas de acesso à Justiça, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, o diálogo permite a adoção de medidas mais efetivas e ágeis no Judiciário, além de consolidar diretrizes comuns entre os tribunais, sempre pautadas na democracia, nos direitos humanos e na cooperação jurídica. Para ele, quem ganha é a cidadã e o cidadão, que passam a usufruir de uma Justiça mais célere, qualificada e humanizada.

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19º Encontro Nacional do Poder Judiciário

Na agenda do presidente do TJAC há também o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, evento que visa avaliar a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, aprovar as Metas Nacionais e Específicas para 2026 e divulgar os tribunais agraciados com o Prêmio CNJ de Qualidade 2025.

O encontro ocorre nos dias 1 e 2 de dezembro, em Florianópolis, e conta a participação dos presidentes e corregedores dos tribunais estaduais, integrantes da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, responsáveis pela área de Gestão Estratégica e servidores da área de estatística.

A abertura oficial acontecerá às 18h30 desta segunda-feira, com a participação do presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin. Encerrando o primeiro dia do evento, serão realizadas as palestras “CNJ — 20 anos depois: o que mudou no Sistema de Justiça?”, apresentada pela ministra aposentada do STF Ellen Gracie, e “O Poder Judiciário dos próximos 20 anos: o que esperar?”, apresentada pelo professor doutor da FGV, Oscar Vilhena Vieira.

No segundo dia, painéis temáticos serão conduzidos pelos ministros do STF Alexandre de Moraes e Edson Fachin, seguidos do anúncio das metas nacionais do Poder Judiciário para 2026 e dos macrodesafios para o período de 2027 a 2032. Para encerrar, será realizada a entrega do Prêmio CNJ de Qualidade 2025.

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Prêmio CNJ de Qualidade 2025

Concedido anualmente, o prêmio reconhece o desenvolvimento de mecanismos de governança e gestão no Judiciário, contribui para o aprimoramento da prestação jurisdicional, promove a transparência, incentiva o aperfeiçoamento e fomenta o desenvolvimento de medidas estratégicas.

A edição de 2025 é baseada em um robusto sistema de pontuação, estruturado conforme as políticas judiciárias previstas em regulamento. São considerados mais de 50 critérios, desdobrados em 150 itens avaliativos, totalizando aproximadamente uma pontuação de 2.300 pontos.

Neste ano, o Judiciário acreano alcançou um feito inédito: registrou o maior índice de produtividade de sua história. A Corte de Justiça obteve 580 dos 715 pontos possíveis. Um aumento de quase 73%. Segundo o presidente do TJAC, esses números refletem o esforço coletivo de magistradas, magistrados, servidoras e servidores da instituição.

Fotos: Chico Batata/ Ascom TJAM

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize

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Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.

Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.

No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.

Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.

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Humanize

O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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