RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

TJAC encerra projeto Cidadania e Justiça na Escola com a entrega de tablets a alunos

Publicados

TJ AC

Iniciativa do Judiciário acreano aborda direitos, deveres e os três poderes da República com estudantes do ensino fundamental

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), finalizou o projeto Cidadania e Justiça na Escola – Edição 2025 com a premiação das melhores redações de alunas e alunos do 5º ano do ensino fundamental de escolas municipais de Rio Branco. A cerimônia ocorreu na manhã desta quinta-feira, 18, na Escola Luís de Carvalho Fontenelle.

Durante o ano, os estudantes participaram de palestras sobre o conceito de justiça, as atribuições dos três Poderes da República e os direitos e deveres previstos na Constituição Federal. As atividades contaram com a mediação de juízas e juízes, servidoras e servidores do Judiciário, além de representantes de instituições parceiras. O objetivo consistiu em aproximar o TJAC da educação pública, por meio de uma abordagem lúdica, acessível e didática.

Ao final das atividades, os alunos produziram uma redação com o tema “Cidadania e Justiça”. Uma equipe multidisciplinar avaliou todos os textos. As oito melhores produções receberam premiação, com destaque para as três primeiras colocadas, que ganharam um tablet, doado pela Associação dos Magistrados do Acre (Asmac).

Confira a lista de estudantes vencedores:

  1. Júlia de Matos da Silva
  2. Laura Nicolly Duarte do Nascimento
  3. João Guilherme da Silva Carneiro
  4. Matheus Henrique Silva de Oliveira
  5. João Pedro Oliveira Costa
  6. Hadassah Micaele Felício Nascimento
  7. Eloá Gomes dos Santos
  8. Arthur Junior Costa da Silva
Leia Também:  Divulgada convocação para entrega de documentos de estágio nível pós-graduação

Conforme os dados da Coinj, dez escolas da capital participaram do projeto. Quatro se destacaram pela qualidade e quantidade de redações produzidas: Francisco de Paula Leite Oiticica Filho; José Potyguara; Luís Carvalho Fontenelle; e Monte Castelo. A contribuição das instituições recebeu reconhecimento por meio da entrega de certificados.

Na cerimônia, a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Infância e Juventude, desembargadora Regina Ferrari, destacou o significado de cidadania para as crianças. “É cuidar do lugar onde vivemos, respeitar as pessoas. É entender que fazemos parte de uma grande família chamada comunidade”.

A 1ª vice-presidente da Asmac, desembargadora aposentada Eva Evangelista, ressaltou a importância do estudo para a conquista dos sonhos. A magistrada recordou que o professor Luís Carvalho Fontenelle, que dá nome à escola onde ocorreu o evento, foi seu professor de Língua Portuguesa. Rigoroso, ele sempre exigiu o melhor de suas alunas e alunos. Hoje, ela expressa gratidão. A dedicação do docente contribuiu para sua formação. Ao encerrar sua fala, desejou sucesso aos estudantes e reconhecimento aos educadores.

Também participaram da premiação as representantes das escolas finalistas: Suely Pinheiro, Gracinéia Lopes, Divanilda Costa e Vilmara Lopes, além de professoras, professores e profissionais do Judiciário acreano.

Leia Também:  Presidente do TJAC participa de solenidade em homenagem ao Dia do Advogado

Emocionada, Júlia relatou sua dedicação para alcançar o primeiro lugar. Desde 2024, a aluna estuda e produz redações. “No ano passado, foi um desastre. Acabei não ganhando, mas neste a professora Mareide me ajudou bastante”, afirmou. Ela ainda contou como o prêmio irá auxiliá-la: “Nas matérias mais difíceis e também no lazer da minha irmã, que gosta muito de desenho”.

A mãe de Júlia, Maria Luana Xavier, não continha o sentimento. Demonstrava em seus olhos o orgulho. Celebrava o resultado e o carinho da turma com a filha, ovacionada no anúncio dos vencedores. “Estou muito feliz, porque ela sempre foi muito esforçada em todas as áreas. Nas escolas em que estudou, as professoras sempre a elogiaram. Isso me motiva como mãe. Sinto gratidão e felicidade neste momento”, declarou.

Esta edição do projeto Cidadania e Justiça na Escola teve o apoio da Asmac; da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC); do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC); da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC); e da Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco (Seme).

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial

Publicados

em

Por

Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?

Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.

Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.

Leia Também:  Audiência de mediação da Comissão de Soluções Fundiárias é realizada no Fórum de Brasiléia

O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.

Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.

Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.

Leia Também:  Presidente do TJAC participa de solenidade em homenagem ao Dia do Advogado

A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.

Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.

Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC

Leia mais:

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA