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TJAC promove formação sobre política antimanicomial para magistrados e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial

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Formação busca fortalecer práticas humanizadas de cuidado em saúde mental e alinhar o Sistema de Justiça do Acre às diretrizes da Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e com o apoio da Escola do Poder Judiciário (Esjud), promove uma formação sobre a Política Antimanicomial do Poder Judiciário. O curso ocorre entre 29 a 31 de outubro, em Rio Branco, e reúne magistradas, magistrados, integrantes do Sistema de Justiça e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A capacitação tem como objetivo fortalecer a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP) e substituir o modelo tradicional de tratamento psiquiátrico, baseado em longas internações, por serviços comunitários e abertos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A proposta prioriza um cuidado humanizado, centrado na liberdade, autonomia e reinserção social.

A iniciativa está alinhada com a Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), a Lei nº 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica) e o Plano Pena Justa Estadual, que estabelecem parâmetros de direitos humanos para o atendimento de pessoas com transtornos mentais ou deficiência psicossocial em conflito com a lei.

Solenidade de abertura

Na abertura, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou o compromisso do Judiciário acreano com o combate a práticas que gerem sofrimento e violem direitos humanos. “É preciso compreender a pessoa humana em sua complexidade, considerando aspectos emocionais, intelectuais e sociais”, afirmou.

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Ele também destacou a importância de efetivar a política antimanicomial no Acre e fortalecer a cooperação entre o Sistema de Justiça, a Rede de Atenção Psicossocial e demais instituições. “Esse processo exige diálogo e compromisso com os valores fundamentais do Estado e com os direitos humanos”, pontuou.

O vice-diretor da Esjud, desembargador Júnior Alberto, por vídeo, frisou a relevância da iniciativa: “Mais do que oferecer cursos, buscamos formar consciência, estimular o pensamento crítico e fortalecer o papel do Poder Judiciário na defesa dos direitos humanos e das garantias fundamentais. Que este encontro seja um marco de aprendizado e inspiração.

O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, elogiou a iniciativa do TJAC e enfatizou a importância de compartilhar experiências. Segundo ele, a formação oferece um novo olhar sobre o tratamento das pessoas com transtorno mental, especialmente ao considerar as particularidades de se fazer política pública na Amazônia. 

Participaram da solenidade ainda o coordenador do GMF e do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (Ceimpa), juiz Robson Aleixo; e o integrante do Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ) da Corte mineira, Afrânio Nardy.

Além da subdefensora-geral da Defensoria Pública do Acre (DPE/AC), Simone Santiago; a promotora de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC), Aretuza Cruz; e o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do ACRE (OAB/AC), Renato Cabral.

Programação

Com duração de três dias, a programação inclui painéis, mesas-redondas e simulações de casos práticos sobre o marco legal da política antimanicomial, fluxos intersetoriais de atendimento, projetos terapêuticos singulares e monitoramento institucional.

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O painel de abertura “Política Antimanicomial do Poder Judiciário: fundamentos, diretrizes e desafios para a efetivação do cuidado em liberdade” contou com a defensora pública do Rio de Janeiro, Patrícia Magno, e o juiz Robson Aleixo, que trataram de ações para combater a superlotação carcerária, qualificar o cuidado em saúde mental e fortalecer a RAPS.

Na sequência, a mesa “Saúde Mental, Justiça e Sistema Penal: aspectos clínicos, jurídicos e psicossociais” reuniu a professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ludmila Cerqueira, e o assessor técnico do Ministério da Saúde, Marden Filho, para discutirem o novo modelo de atendimento a pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.

À tarde, o painel “Papel do Sistema de Justiça na Superação do Modelo Manicomial”, teve a participação do juiz do PAI-PJ do TJMG, Afrânio Nardy, e da defensora pública Flávia Nascimento, na qual discutiram as diretrizes para desinstitucionalização e ampliação dos serviços substitutivos em meio aberto.

Encerrando o primeiro dia, a mesa “Funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial e Articulação Intersetorial”, foi ministrada pelo assessor do Ministério da Saúde, Marden Filho, e a coordenadora da RAPS no Acre, Cristina Messias, que abordaram o papel das instituições na consolidação da política antimanicomial.

A programação segue nesta quinta-feira, 30, das 9h às 17h30, no auditório da Esjud, em formato híbrido, na sede administrativa do Tribunal de Justiça do Acre, localizada na rua Desembargador Jorge Araken, s/n, bairro Via Verde, em Rio Branco.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/ Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC abre inscrições para a III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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Promovido pela ESJUD, evento tem inscrições abertas até 9 de junho; formação híbrida debaterá o uso ético da inteligência artificial e a desburocratização da Justiça.

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) abriu as inscrições para a III Semana Nacional dos Juizados Especiais – 2026: Justiça Simples, Digital e Humana, que será realizada de 16 a 19 de junho, em formato híbrido. Os interessados poderão se inscrever entre os dias 2 e 9 de junho por meio do sistema da Esjud.

A ação educacional tem como objetivo fortalecer a atuação dos Juizados Especiais no âmbito do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), promovendo capacitação, integração, inovação e aperfeiçoamento das práticas institucionais, com foco em uma prestação jurisdicional mais eficiente, acessível, digital e humanizada.

De acordo com o diretor em exercício da Esjud, desembargador Júnior Alberto, a iniciativa representa uma oportunidade para reflexão e aprimoramento das atividades desenvolvidas pelos profissionais que atuam nos Juizados Especiais.

Programação

A programação terá carga horária total de até 14 horas-aula, distribuídas ao longo dos quatro dias de evento. No dia 16 de junho serão realizadas duas horas de atividades. Nos dias 17, 18 e 19 de junho, a programação contará com quatro horas-aula por dia.

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A realização da semana atende à necessidade de aperfeiçoar aspectos importantes da atuação dos Juizados Especiais, como a qualidade das petições iniciais, a capacitação de conciliadores, juízes leigos e colaboradores, o uso estratégico de dados e indicadores de desempenho, a condução das audiências conciliatórias e a integração entre os diversos atores que compõem o sistema.

Entre os objetivos específicos da formação estão a capacitação de magistrados, servidores, conciliadores e juízes leigos; o aprimoramento da qualidade técnica das demandas; o incentivo ao uso de ferramentas tecnológicas e de indicadores de gestão; a promoção da integração institucional; o estímulo às práticas de conciliação e atendimento humanizado; e a difusão de conhecimentos sobre inovação, transformação digital e o uso ético da inteligência artificial aplicada à atividade jurídica.

Vagas

O público-alvo prioritário é composto por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Acre. As vagas remanescentes poderão ser preenchidas por acadêmicos de Direito, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), servidores do Ministério Público, Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Defensoria Pública, Procuradoria e Procon. Ao todo, estão sendo ofertadas 70 vagas.

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As inscrições devem ser realizadas diretamente pelo endereço eletrônico: https://esjud.tjac.jus.br/calendario-de-inscricao/. Para confirmar a participação, o interessado deverá informar um número de WhatsApp no momento da inscrição no sistema EmeronWeb.

A certificação será concedida aos participantes que obtiverem frequência mínima de 75% nas atividades. Os certificados serão emitidos de forma proporcional por palestra, permitindo o acúmulo de até 14 horas-aula ao longo do evento. Ao final da formação, os participantes também responderão a uma avaliação de satisfação sobre os conteúdos e atividades desenvolvidos.

Confira a programação abaixo com data, horário, local e facilitadores.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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