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TJAC promove workshop para definir prioridades do Planejamento Estratégico 2027-2032
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Nova etapa reúne representantes de todos os setores da instituição para alinhar objetivos e fortalecer a gestão do Judiciário acreano pelos próximos seis anos
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realiza, entre os dias 16 e 17 de julho, o segundo workshop para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico 2027-2032. A iniciativa reúne representantes de todos os órgãos e unidades do Poder Judiciário acreano para debater e definir as metas e ações que orientarão a atuação da instituição nos próximos seis anos. A programação é marcada pela participação dos diversos setores e pela construção coletiva.
Durante quatro meses, diferentes áreas da administração do TJAC trabalham na elaboração do novo planejamento estratégico, documento que estabelece os objetivos de longo prazo da instituição. A proposta é que ele funcione como um instrumento de orientação, reunindo as principais metas, diretrizes e ações que nortearão a atuação do Judiciário acreano no próximo sexênio.
A adoção do planejamento estratégico permite ao Poder Judiciário avaliar continuamente o cenário institucional, definir onde pretende chegar e identificar os recursos necessários para alcançar seus objetivos. Entre os benefícios estão maior agilidade e efetividade na atuação administrativa e jurisdicional, mais eficiência na gestão, fortalecimento da transparência e do controle dos recursos públicos, além da oferta de serviços alinhados às necessidades da população.




O processo de elaboração do novo Planejamento Estratégico do TJAC teve início em 1º de julho. Com a realização do workshop, a instituição avança para a etapa de alinhamento estratégico, que integra o primeiro módulo do trabalho. Ao todo, o processo está estruturado em quatro estágios: diagnóstico e alinhamento estratégico; posicionamento, diretrizes e identidade organizacional; tradução e governança estratégica; e acompanhamento do modelo de governança estratégica. Parte dessas atividades conta com o acompanhamento de uma empresa de consultoria especializada.
“Qual o futuro que a gente vai construir?”
Na abertura do evento, o presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, lançou uma reflexão ao público: “Qual o futuro que a gente vai construir?”. O desembargador presume que os próximos anos serão promissores, especialmente para as cidadãs e os cidadãos acreanos, que passam a contar com um Poder Judiciário mais resolutivo, inovador, tecnológico e humano. Segundo ele, o planejamento estratégico permite consolidar uma instituição de excelência.


O desembargador-presidente destacou também a importância da construção coletiva e da atenção às demandas da população: “Nenhum projeto deve ser iniciado sem que a gente tenha uma resposta afirmativa à seguinte pergunta: o cidadão é beneficiado com esse projeto ou com essa ação? Então, nós temos que estar sempre com esse olhar cuidadoso. Tudo que nós formos planejar, tudo que nós formos desenvolver aqui, que o cidadão seja efetivamente alcançado”
Ele considera, ainda, que o planejamento estratégico deixará o Tribunal mais preparado para os desafios dos próximos anos. “É como uma escada, daqui nós vamos para outros patamares. […] Queremos trabalhar com qualidade, com ambientes agradáveis, com respeito humano, consideração, empatia. Tudo isso faz com que a gente seja melhor como pessoa e profissional”, concluiu.
Participam do workshop a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari; os desembargadores Júnior Alberto e Élcio Mendes; as juízas auxiliares da Presidência Louise Santana e Zenice Cardozo; o juiz auxiliar da Corregedoria, Cloves Ferreira; o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Acre (Sinjus-AC), Rangel de Araújo; além de juízas, juízes, secretárias, secretários, coordenadoras, coordenadores, assessoras, assessores, servidoras e servidores.











Programação
Encerrada a solenidade de abertura, ocorreu a palestra “Os Sinais dos Novos Tempos: Construindo Juntos o Judiciário do Amanhã”, ministrada pela futurista Rosa Alegria. Em seguida, a empresa de consultoria apresentou uma introdução ao planejamento estratégico. Depois, o público participou de uma dinâmica voltada ao resgate histórico. À tarde, a agenda incluiu mais duas atividades: consolidação da linha do tempo e construção e apresentação da matriz SWOT.
A programação continua nesta sexta-feira, 18, das 8h às 17h, com outras duas atividades: construção e apresentação da capa de revista; e construção, apresentação e priorização das diretrizes, resultados e iniciativas estratégicas. Após o workshop, prosseguem os trabalhos de elaboração do Planejamento Estratégico 2027-2032. A previsão é de que o documento seja concluído e aprovado até outubro.








Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda /Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC dialoga com policiais militares o papel dos homens no combate à violência doméstica e proteção à mulher
No evento, realizado na quarta-feira, 15, o juiz de Direito Guilherme Fraga, da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC, palestrou e convidou os policiais a desenvolverem ações de prevenção à esses crimes e combate ao machismo
Qual o papel do homem no combate à violência doméstica? Para debater essa questão que, apesar de óbvia, ainda precisa ser tratada entre os homens, o juiz de direito Guilherme Fraga, integrante da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), palestrou para policiais militares e civis no Workshop “Antes da Viatura: homens pela prevenção da violência doméstica”, nesta quarta-feira, 15, na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud).
A atividade formativa foi organizada pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Estado do Acre. A programação teve início com uma explanação da tenente-coronel da Patrulha, Cristiane Soares da Silva, com o tema “Mapeando a Realidade: Estatísticas de Gênero e o Custo Humano e Social da Violência”. Em seguida, a defensora pública Gabriella de Andrade Virgílio fez uma exposição sobre “Os homens como agentes de mudança na prevenção da violência contra as mulheres”.
Por sua vez, o juiz acreano, titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, apresentou a palestra “O Sistema de Justiça e a Lei Maria da Penha na Reabilitação do Autor e Prevenção da Violência Doméstica”. A formação se encerrou com uma roda de conversa sobre paridade e o papel dos homens no fim desses crimes.
O magistrado discorreu sobre o custo da violência, os principais objetivos da Lei Maria da Penha e a responsabilidade de cada órgão do Sistema de Justiça. Guilherme Fraga detalhou o trabalho de reabilitação dos grupos reflexivos de responsabilização dos autores de violência doméstica e convidou os participantes a desenvolverem uma masculinidade saudável:
“O homem tem um papel importante para desconstruir essa nossa sociedade baseada no machismo. Nós somos exemplos, temos que começar a mudar. Muitas vezes em uma audiência escuto ‘Ah, a mulher tem direitos demais’ ou ‘só ela falar que sou preso’, não é bem assim. A sociedade não estimula a denúncia. Vocês só são chamados quando a violência acontece, quando a viatura é acionada. Então, no dia a dia vocês podem atuar na prevenção”, disse o juiz.



Por que não tem a lei João da Penha?
O Acre lidera o ranking nacional de feminicídios: com 3,37 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, na maioria das vezes de maneira brutal, por seus maridos. Mas o dado piora: no Brasil, em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas. No Acre, 74% dos feminicídios ocorrem dentro das residências, 91% envolvem relacionamentos afetivos, e o domingo é o dia com mais registros. Esses dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Observatório de Gênero do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), apresentados pela tenente-coronel Priscila Soares, responsável pela Patrulha Maria da Penha no Acre.
Os números comprovam o quanto as mulheres, infelizmente, precisam de proteção diária contra as pessoas com quem se relacionam. Assim, são necessários instrumentos legais especializados no enfrentamento às violências contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, e busca-se o fortalecimento das políticas públicas na área. Afinal, como afirmou a tenente-coronel Priscila, a mudança de comportamentos machistas e ações de educação devem ser desenvolvidas com os homens:
“Temos que trabalhar o homem, não só a mulher. Pois, ele vai continuar fazendo as mesmas coisas em outros relacionamentos. Em geral, os agressores não têm ficha criminal, é um trabalhador, pai de família, exemplo. Mas, é esse homem, modelo de família, o autor da maior parte dos casos de violência doméstica. O homem não nasce agressor, ele aprende a ser. Se aprende a ser agressor, também pode aprender a não ser”, comentou a autoridade militar.












Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e Emanuelly Falqueto/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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