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TJAC realiza 1ª reunião da Rede Humanize e aprova ações para o segundo semestre

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Iniciativa articula instituições do Sistema de Justiça e das forças de segurança para ampliar a aplicação dos tratados internacionais de direitos humanos no estado

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, na tarde desta quinta-feira, 2, a primeira reunião da Rede Interamericana Interinstitucional Estadual de Controle de Convencionalidade – Rede Humanize. O encontro ocorreu na Escola do Poder Judiciário (Esjud), em Rio Branco, e reuniu representantes do Sistema de Justiça e das forças de segurança para definir estratégias que serão implementadas no segundo semestre.

A Rede Humanize integra as ações do Programa Humanize, criado pelo TJAC para assegurar que os atos judiciais estejam em conformidade com os tratados internacionais de direitos humanos. A iniciativa busca ampliar a aplicação do controle de convencionalidade no Judiciário brasileiro, diante da baixa utilização desse instrumento, situação que pode resultar em insegurança jurídica, responsabilização internacional do Estado e manutenção de normas incompatíveis com garantias fundamentais.

A proposta do TJAC é que a rede articule medidas e estratégias para enfrentar esse cenário. Na primeira reunião, os participantes apresentaram e aprovaram ações que serão adotadas no estado. Entre elas estão a realização do 1º Congresso de Direitos Humanos do Acre, uma visita técnica à Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), a inclusão de novas instituições na rede, a criação do Observatório de Direitos Humanos e a elaboração de um curso de formação sobre controle de convencionalidade.

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Mais um passo na consolidação da cultura de controle de convencionalidade

Na abertura da reunião, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou que a criação da rede representa um passo para consolidar a aplicação dos tratados internacionais de direitos humanos nas instituições acreanas. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos participantes dará maior efetividade aos instrumentos internacionais ratificados pelo Brasil.

“É, certamente, a semente de um passo importante para a implantação de uma cultura de controle de convencionalidade dos direitos humanos. Estou muito satisfeito com a consolidação dessa rede. Unindo esforços, faremos valer aquilo que está previsto na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, em que o Estado garante, com efetividade, os direitos humanos”, afirmou.

O coordenador do Programa Humanize e presidente da Rede Humanize, juiz auxiliar da Presidência Giordane Dourado, explicou que a iniciativa prevê ações permanentes para fortalecer a proteção aos direitos humanos no estado. De acordo com o magistrado, a experiência desenvolvida no Acre pode servir de referência para outras unidades da federação e também para outros países.

“Essas ações incluem a realização de eventos, formações, cursos e políticas públicas dentro das nossas instituições para levar a sério os direitos humanos. É algo inédito que vai inspirar outras iniciativas. A ideia da rede foi apresentada durante nosso intercâmbio com a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que manifestou interesse em acompanhar sua implementação”, disse.

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Participaram da reunião a juíza auxiliar da Presidência, Zenice Cardozo; o juiz auxiliar da Corregedoria, Anastácio Menezes; o promotor de Justiça Thalles Ferreira; a defensora pública-geral Juliana Marques; as defensoras públicas Roberta Caminha e Flávia Nascimento; o delegado Martin Hessel; o advogado Álvaro Maciel; o coronel Atahualpa Ribeiro; além de servidoras e servidores do TJAC.

Política institucional de proteção aos direitos humanos

A administração da Corte considera que o tema deve fazer parte da atuação de todos os operadores do Direito. Com esse objetivo, editou a Resolução nº 361/2026, que institui o Programa Humanize como política institucional do Poder Judiciário acreano.

A resolução incorpora o programa ao planejamento estratégico do TJAC, tornando-o referência para as ações desenvolvidas pelo Judiciário. A medida orienta magistradas, magistrados, servidoras e servidores a aplicar o controle de convencionalidade na atividade jurisdicional.

A iniciativa busca ampliar o acesso à Justiça e assegurar maior proteção jurídica a população acreana, com atenção às demandas de povos indígenas, comunidades tradicionais, ribeirinhas e fronteiriças. O objetivo é fortalecer a prestação jurisdicional por meio da aplicação dos direitos humanos e do respeito às particularidades de cada caso, sem afastar a responsabilização prevista em lei.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Adolescentes no Acre participam da 5ª edição Caminhos Literários no Socioeducativo

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Em sua quinta edição, o programa realizou a abertura no formato virtual, na quinta-feira, 2, que foi transmitido para jovens dos centros socioeducativos de Rio Branco, Brasiléia e Cruzeiro do Sul

Poesia, literatura, música, arte, hip hop estão no cardápio de atividades culturais oferecidos para jovens socioeducandos na 5ª edição do programa Caminhos Literários, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos dias 2, 3, 7 e 8 de julho em todo o país. No Acre, as atividades estão sendo acompanhadas pelos internos das unidades socioeducativas Mocinha Magalhães, em Rio Branco, Alto Acre, em Brasileia, e Juruá, em Cruzeiro do Sul.

O tema deste ano é “Resistir em batida, verso, corpo e traço”, reafirmando a cultura como um direito e ferramenta de transformação na socioeducação. A abertura aconteceu no formato virtual, dia 2, sendo transmitida em cada unidade do país. 

Reconhecendo a importância da cultura no processo da socioeducação, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deixou a seguinte mensagem, na abertura do evento: “A cultura é um direito fundamental e também uma forma mais poderosa de construir a nossa identidade. Quando alguém lê um livro, escreve uma letra de música, desenha, dança ou decifra um beat, está fazendo algo muito sério, está produzindo sentido para a própria vida. E nós acreditamos que todo jovem, toda jovem, inclusive quem cumpre medida socioeducativa é capaz de produzir conhecimento, artes e novos projetos de vida”. 

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O Caminhos Literários é uma ação que integra o Programa Fazendo Justiça, do CNJ, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No Acre as iniciativas na área são organizadas por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), com apoio dos órgãos relacionados à socioeducação e Rede de Proteção à Infância, todos unidos para fortalecer as políticas públicas no socioeducativo. 

Para a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, projetos culturais dentro do sistema socioeducativo efetivam o que está previsto na lei e, principalmente, beneficiam vidas de jovens que podem mudar suas histórias e contribuir de maneira positiva com a sociedade. “A educação é o caminho para a transformação, com ações culturais que promovem leitura, música e arte, as jovens e os jovens podem construir novos vínculos, com mais possibilidade e caminhos”, comentou a magistrada. 

O que está rolando?

Na sexta-feira, 3, foram realizadas programações locais: na unidade Mocinha Magalhães, em Rio Branco aconteceu a roda de conversa “Batom e Beat”, com representantes femininas da cena de hip hop local; em Cruzeiro do Sul, no Centro Socioeducativo Juruá, foram feitas batalhas de rimas e oficina de grafite na Biblioteca Pública Estadual; e em Brasiléia, no Alto Acre, aconteceu uma roda de conversa, batalha de rimas, a exibição de vídeo e oficina grafite. 

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E semana que vem, dois dias serão fechados para jovens dentro dos Centros Socioeducativos, com exibição de vídeos e atividades culturais. Dessa forma, o Caminhos Literários realiza sua quinta edição, com o objetivo de é estimular os jovens por meio do acesso à cultura e educação a reformularem seus projetos de vida, assim como, fortalecer processos de socioeducação.  

Fotos cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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