AGRONEGÓCIO
Touro JÚPITER DE CV se destaca em leilão e consolida genética de excelência na pecuária nacional
AGRONEGÓCIO
A genética da CV Nelore Mocho mais uma vez demonstrou sua força no cenário da pecuária brasileira com a venda de 50% da cota do touro JÚPITER DE CV por R$ 46.500,00. O destaque aconteceu durante o 27º Leiloshopping de Touros Jovens AGCZ, realizado em 26 de julho, e atraiu a atenção de criadores interessados em animais de alto desempenho genético.
Destaque em prova da Embrapa Cerrados
JÚPITER DE CV também brilhou no Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), promovido pela Embrapa Cerrados, consolidando-se como uma referência em genética de ponta. O animal se tornou peça estratégica para a seleção de rebanhos comerciais e de genética pura em todo o país.
Avaliação genética de excelência
Filho de DIPLOMATA DA AGRONOVA com VENDIMIA DE CV, JÚPITER DE CV carrega números expressivos em sua avaliação genética:
- TOP 1 na ANCP, com 29,68 de MGTe
- DECA 1 no PMGZ, com 29,02 no iABCZ (Top 0,1%)
Destaque em características de habilidade materna, ganho de peso, precocidade sexual, fertilidade, longevidade e qualidade de carcaça
No teste de desempenho, o touro foi classificado como Elite, com peso 26% acima da média, encerrando a prova com quase 800 kg, Ganho Médio Diário (GMD) acima de 2,4 kg/dia, perímetro escrotal de 40 cm e mais de 7 mm de acabamento de gordura.
Contratação e características funcionais
Recentemente contratado pela Accelerated Genetics Brasil (AG), JÚPITER DE CV apresenta um biotipo precoce e funcional, com características morfológicas valorizadas:
- Costelas profundas e arqueadas
- Musculatura evidente
- Casco e aprumos corretos
- Excelente conformação frigorífica
A probabilidade de mochação do reprodutor é de 53,99%, uma qualidade cada vez mais demandada no mercado, conforme destaca Lanna Pereira, técnica de produto corte da Accelerated. Segundo ela, “JÚPITER DE CV representa um pacote tecnológico completo, agregando valor à produção e seleção genética”.
Progresso genético garantido
Para Claudio Magnabosco, pesquisador da Embrapa Cerrados e responsável pela prova, a utilização de touros jovens como JÚPITER DE CV é essencial para o progresso genético do rebanho brasileiro. “Avaliamos anualmente reprodutores com méritos genéticos cada vez mais promissores. A genética jovem e avaliada, como a de JÚPITER, é fundamental para uma pecuária moderna e sustentável”, explica.
Reconhecimento e compromisso com a pecuária nacional
Ricardo Viacava, CEO da CV Nelore Mocho, celebrou o reconhecimento ao trabalho de seleção genética. “JÚPITER DE CV representa a concretização de anos de dedicação à genética adaptada e produtiva. Ver um animal com esse nível de avaliação ser valorizado pelo mercado reforça nosso compromisso em oferecer soluções genéticas que impulsionam a pecuária brasileira”, afirmou.
Sobre o Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ)
O TDTJ é uma iniciativa que visa identificar animais de alto valor genético e avaliar ganhos em produtividade (kg de carne por hectare). A 27ª edição contou com 148 touros das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã, vindos de 34 criatórios de Goiás, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Durante o teste, os animais foram avaliados em sistemas integrados, com foco em desempenho de crescimento, morfologia, fertilidade e carcaça. Após a etapa a pasto, os classificados como Elite e Superior seguiram para o confinamento, onde foi medido o Consumo Alimentar Residual (CAR).
O TDTJ conta com o apoio de instituições como a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e a Associação Goiana de Criadores de Zebu (AGCZ).
Com desempenho técnico e comercial expressivo, JÚPITER DE CV reforça o papel estratégico da genética nacional na evolução da pecuária. O sucesso no leilão e nos testes de avaliação confirma a confiança do mercado em animais jovens, produtivos e geneticamente superiores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja ganha força no mercado brasileiro, enquanto milho enfrenta pressão com safra recorde e concorrência internacional
Relatório do Rabobank aponta alta nos preços da soja impulsionada por exportações e processamento doméstico, enquanto milho sofre impacto da ampla oferta global e avanço da segunda safra brasileira.
Mercado de grãos apresenta movimentos distintos em junho
O mercado brasileiro de grãos iniciou junho com comportamentos opostos para soja e milho. Enquanto a oleaginosa registrou valorização sustentada pela forte demanda externa e pela indústria de esmagamento, o milho enfrentou pressão nos preços diante da expectativa de uma safra robusta e da concorrência crescente de exportadores como Estados Unidos e Argentina.
De acordo com levantamento divulgado pelo Rabobank em seu relatório mensal sobre grãos e oleaginosas, os preços da soja pagos ao produtor avançaram cerca de 2% em junho na comparação com o mês anterior. Já o milho registrou retração de aproximadamente 4%, refletindo o cenário de maior oferta e menor competitividade no mercado internacional.
Exportações de soja batem ritmo forte em 2026
O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação para o mercado da soja brasileira. Em maio, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas da commodity, volume 5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques atingiram 55 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano passado.
Segundo o Rabobank, a combinação entre safra recorde e elevada competitividade da soja brasileira no mercado global tem favorecido o desempenho exportador, consolidando o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.
Além das exportações, a demanda interna para processamento segue aquecida, contribuindo para a sustentação dos preços pagos aos produtores nas principais regiões agrícolas.
Milho enfrenta cenário mais desafiador
Diferentemente da soja, o milho encontra um ambiente de mercado mais pressionado. As exportações brasileiras do cereal somaram apenas 250 mil toneladas em maio, volume 47% inferior ao registrado no mês anterior. O Rabobank projeta que os embarques de milho em 2026 deverão ficar abaixo dos volumes observados em 2025.
A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, associada à ampla disponibilidade interna do grão, tem reduzido o poder de reação dos preços no mercado doméstico.
Safrinha avança e reforça perspectiva de grande oferta
A colheita da segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional do cereal, alcançou aproximadamente 7% da área cultivada, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
As condições das lavouras permanecem favoráveis em importantes regiões produtoras, especialmente em Mato Grosso. Entretanto, o banco alerta para possíveis perdas localizadas em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais devido às condições climáticas observadas ao longo do ciclo.
Mesmo com esses desafios pontuais, a instituição mantém projeção de uma safra expressiva, estimando a produção brasileira de milho em 138 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
Comercialização segue cautelosa
O relatório também aponta que produtores continuam adotando postura seletiva na comercialização, acompanhando a evolução dos preços e as condições de mercado. No caso da soja, a valorização recente tem favorecido novos negócios. Já no milho, a expectativa de ampla oferta mantém vendedores mais cautelosos em relação aos volumes a serem negociados.
Perspectivas para o segundo semestre
A tendência para os próximos meses indica manutenção da firmeza no mercado da soja, sustentada pelo forte ritmo exportador e pela demanda industrial. Para o milho, o cenário permanece mais desafiador, com preços dependentes do comportamento das exportações, da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais e da consolidação da safra recorde projetada para esta temporada.
Com a colheita da safrinha avançando e a oferta aumentando gradativamente, o mercado seguirá atento aos fluxos internacionais de comércio e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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