RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Touro Italiano de CV conquista selo Concept Plus e reforça excelência genética da marca

Publicados

AGRONEGÓCIO

A marca CV Nelore Mocho celebra mais uma conquista em sua trajetória de quase 40 anos de seleção genética. O touro ITALIANO DE CV recebeu o selo Concept Plus, da Alta Genetics, certificação que reconhece animais de alta fertilidade e desempenho em programas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Italiano de CV: precocidade e qualidade genética

Filho de Diplomata da Agronova em vaca Bug de CV, o reprodutor, com menos de três anos, destacou-se desde cedo por sua precocidade. Ele produziu sêmen de alta qualidade aos 13 meses, sendo o macho mais precoce da safra 2022 do criatório.

Para conquistar o selo Concept Plus, os touros devem apresentar resultados estatisticamente superiores à média, ter no mínimo 500 IATFs realizadas nos últimos dois anos e ter sido utilizado em pelo menos cinco fazendas diferentes, garantindo rigor e confiabilidade à certificação.

Exclusividade e vantagem de mercado

Atualmente, menos de 20% dos touros da bateria da central possuem o selo Concept Plus. Segundo Rodolffo Assis, técnico de Corte da Alta Genetics, esses animais representaram mais da metade das doses de sêmen comercializadas pela empresa nos últimos anos, com valor agregado superior.

Leia Também:  Trigo no Brasil: preços caem, mas mercado futuro oferece oportunidades para produtores e moinhos

Um touro certificado com o Concept Plus entrega, em média, 5% a 7% a mais na taxa de concepção à IATF em comparação à média dos reprodutores. No grupo seleto de touros Nelore Mocho certificados, estão apenas sete animais, incluindo o renomado Comodoro de CV.

Potencial de liderança em vendas de sêmen

Com a chancela de fertilidade, Italiano de CV tem potencial para se tornar um dos principais líderes em vendas de sêmen da raça. Assis destaca que o reprodutor combina precocidade sexual, excelente avaliação genética, ótimo desempenho intra-rebanho e conformação frigorífica, agregando agora o selo de fertilidade que diferencia o produto no mercado.

Carlos Viacava, titular da marca CV, reforça que a conquista evidencia a excelência do trabalho genético desenvolvido pelo criatório ao longo de quatro décadas. Segundo ele, o selo Concept Plus é uma garantia de investimento seguro, traduzido em mais bezerros por rebanho e maior rentabilidade para os pecuaristas.

O que é o selo Concept Plus?

O Concept Plus é a principal certificação da Alta Genetics para identificar touros com alta fertilidade em programas de IATF. O programa utiliza um banco de dados com mais de 19 milhões de informações de campo, incluindo 2,8 milhões coletadas no último ano.

Leia Também:  Queda do ATR agrava crise entre fornecedores de cana em Alagoas e reacende apelo por ajuda governamental

O modelo bioestatístico do programa avalia os touros que apresentam maior taxa de prenhez, isolando todas as variáveis externas que podem influenciar o resultado, como escore de condição corporal da vaca, raça da matriz e ordem de serviço, assegurando que a diferença de desempenho seja atribuída exclusivamente ao touro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

Publicados

em

Por

A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

Leia Também:  Revista Pensar Agro supera 14 mil acessos em 57 países. Aqui a edição de julho

Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

Leia Também:  Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA