AGRONEGÓCIO
Pêssego no Rio Grande do Sul avança no desenvolvimento e recebe atenção fitossanitária
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Os pomares de pêssego no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento nesta temporada, com destaque para o controle preventivo de doenças e a variação no florescimento entre diferentes regiões do estado, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
Pomares em Caxias do Sul mostram florescimento consolidado
Em Caxias do Sul, as variedades precoces de pêssego, como Kampai e PS do Cedo, já concluíram o florescimento e iniciaram a formação dos frutos. As variedades de ciclo médio e tardio estão na fase de emergência das flores, com algumas áreas apresentando plena abertura floral.
Produtores locais destacam que a abundância das florações está relacionada ao número adequado de horas de frio acumuladas até o momento, essencial para o bom desenvolvimento da fruta.
Controle fitossanitário protege a produção
Nos pomares em florescimento, foram aplicados tratamentos fitossanitários preventivos para combater doenças fúngicas, como podridão-parda e crespeira-verdadeira. Essas medidas visam garantir a saúde dos frutos e a qualidade da safra, minimizando riscos que possam comprometer a produção.
Condições climáticas favorecem pomares em Pelotas
Em Pelotas, os pomares estão em fase de ápice florescente, beneficiados por dias mais ensolarados. No entanto, o frio intenso do inverno exige atenção redobrada: até o momento, a região registrou 408 horas com temperaturas abaixo de 7,2 °C, um fator positivo que contribui para a produtividade.
Técnicos recomendam a aplicação de fungicidas para proteger os pomares, especialmente diante do frio constante, garantindo a sanidade das plantas e a qualidade da colheita.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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