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MPAC promove roda de conversa sobre consentimento no Agosto Lilás

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), promoveu na última quarta-feira, 20, a roda de conversa “Precisamos falar de consentimento”. O encontro contou com a participação da antropóloga e escritora Beatriz Accioly, representante do Instituto Natura e autora da obra que inspirou a atividade.

A iniciativa integrou a programação do Agosto Lilás e do Ciclo de Diálogos – Lei Maria da Penha, com o objetivo de ampliar a reflexão sobre respeito, autonomia e dignidade das mulheres, reforçando a importância do enfrentamento à violência de gênero e a promoção da equidade.

Especialista em estudos sobre mulheres, violência e acesso a políticas públicas e à Justiça, Beatriz Accioly atua como líder de políticas públicas do Instituto Natura. Sua participação destacou a relevância do debate sobre consentimento, em um momento que também marca os 19 anos da Lei Maria da Penha, legislação considerada fundamental no combate à violência contra a mulher, mas que ainda exige constante atuação para efetividade dos direitos que assegura.

Durante a roda de conversa, a antropóloga chamou a atenção para os desafios da sociedade em acolher mulheres em situação de violência, apontando que ainda há descrença nas narrativas das vítimas. Para ela, a discussão sobre consentimento é necessária, mas não suficiente para dar conta das complexidades da sexualidade humana. Accioly explicou que o tema deve ser entendido também a partir das desigualdades sociais e de gênero que influenciam a autonomia e a liberdade das mulheres em suas relações.

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Segundo a pesquisadora, o consentimento só pode ser considerado válido quando ocorre em condições de igualdade, em que as partes envolvidas têm liberdade de escolha e consciência das consequências de suas decisões. Ela lembrou que muitas mulheres acabam consentindo a contragosto, seja por sentirem que não podem dizer não em vínculos afetivos, seja por acreditarem que determinadas situações fazem parte de uma obrigação. Essa realidade, segundo ela, evidencia como desigualdades e estereótipos de gênero impactam diretamente a construção do consentimento.

Fotos: Clóvis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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Brasileia: MPAC monitora medidas após chuvas intensas

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar, acompanhar e fomentar as medidas de resposta ao desastre provocado pelas fortes chuvas registradas no município na última quinta-feira, 16.

Segundo dados da Agência Nacional de Águas e do Serviço Geológico do Brasil, o volume de chuva superou 230 milímetros em menos de cinco horas, ocasionando alagamentos de grande proporção e impactos severos nas zonas urbana e rural. A situação resultou na invasão de residências, comércios e prédios públicos, na interdição de vias e em danos à infraestrutura, levando o Poder Executivo Municipal a decretar estado de emergência.

A medida do MPAC tem como objetivo acompanhar a execução do Plano de Contingência Operacional de Enchente do Município de Brasileia, instrumento que estabelece as atribuições dos órgãos responsáveis pelas ações emergenciais, como a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas) e a Secretaria Municipal de Obras, Transporte e Urbanismo (Semotur).

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Entre as medidas determinadas pelo MPAC, está a requisição de informações detalhadas, no prazo de 72 horas, aos órgãos municipais envolvidos na resposta ao desastre.

O MPAC solicitou, ainda, dados sobre a execução do plano de contingência, o funcionamento da Sala de Situação, o monitoramento de áreas de risco, o número de famílias em situação de perigo iminente, a quantidade de abrigos temporários e de pessoas acolhidas, além do andamento do cadastramento socioeconômico das famílias desabrigadas e desalojadas.

Também foram requisitadas informações sobre o planejamento para distribuição de kits de higiene e limpeza, considerados essenciais para a desinfecção e reabilitação das moradias após a baixa das águas, bem como sobre as ações de remoção de famílias de áreas de risco, apoio estrutural aos abrigos e cronograma de limpeza urbana, desobstrução de vias e retirada de entulhos.

O procedimento, assinado pelo promotor de Justiça Flávio Bussab Della Líbera, terá vigência inicial de um ano, podendo ser prorrogado conforme a necessidade, enquanto persistirem os efeitos da situação de emergência e suas consequências.

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Marcelina Freire – Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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