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TJAC conclui 4ª etapa do eproc e amplia modernização da Justiça acreana nos Juizados e Turmas Recursais
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Ferramenta substitui antigos sistemas e garante maior celeridade, produtividade e qualidade nos serviços prestados pelo Judiciário acreano à população
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, participou da solenidade de implantação do sistema eproc em novas unidades judiciais da Comarca de Rio Branco. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 29, às 12h, na Cidade da Justiça.
Agora, o 1°, 2° e 3° Juizado Especial Cível; Juizado Especial de Fazenda Pública; Turmas Recursais; e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) utilizam exclusivamente a ferramenta, sendo todos os novos processos judicias protocolados e tramitados no eproc, bem como seus respectivos recursos em Segundo Grau.
Com isso, o Judiciário acreano concluiu a quarta etapa de implantação do eproc. Hoje, já são nove unidades judiciais operando o sistema. Em breve, ele chega às varas cíveis da capital. A previsão é de que o estabelecimento da ferramenta em todo estado seja finalizado em fevereiro de 2026.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância da mudança de sistema, principalmente por melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Poder Judiciário a população, abrandar a carga de trabalho de servidoras e servidores e também aumentar os índices de produtividade da instituição.
“Nosso trabalho é atender melhor, com mais qualidade e celeridade o jurisdicionado, ele deve estar em primeiro lugar. Realizar justiça é garantir os direitos das pessoas da melhor forma e no menor tempo possível”, garantiu Nogueira ao discorrer sobre os benefícios do novo sistema.
O desembargador-presidente falou ainda das funcionalidades do eproc. Para exemplificar, disse dos processos de retificação das certidões de nascimento, que antes demoravam cerca de 120 dias, mas que atualmente ocorrem em menos de um mês. Ele atribuiu isso aos diversos recursos da ferramenta, como maior automação e integração.

Em seu pronunciamento, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Nonato Maia, ressaltou os resultados obtidos neste ano, e como o eproc vai ser benéfico ao crescimento do Judiciário acreano. “Nós precisamos dar esse passo de evolução para conseguirmos continuar oferecendo um serviço de excelência [à sociedade acreana]”, assegurou.
Estiveram também na solenidade a juíza auxiliar da Presidência e gestora-geral de implantação do eproc, Louise Santana; o juiz auxiliar da Presidência e titular do 3° Juizado Especial Cível, Giordane Dourado; o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça (Coger), Anastácio Menezes; o titular do Juizado Especial da Fazenda Pública, Marcelo Carvalho; e os magistrados das Turmas Recursais: juíza Evelin Bueno e os juízes Cloves Ferreira, Robson Aleixo e Danniel Bomfim.



Conheça o eproc
Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o eproc é um sistema de tramitação processual, assim como o SAJ (Sistema de Automação do Judiciário) e o PJe (Processo Judicial Eletrônico), mas com diversas funcionalidades que tornam a ferramenta mais intuitiva aos usuários, por exemplo, ao permitir personalização da interface e integração com outros dispositivos.
Em função disso, o TJAC instituiu o eproc como sistema oficial do Judiciário acreano, no intuito de otimizar a produtividade. Espera-se que com a ferramenta os serviços da Justiça sejam mais eficientes, integrados e transparentes à sociedade. Isto significa julgamentos em maior número e qualidade.
Capacitação e suporte
Diferentes iniciativas estão sendo realizadas para esta transição ocorrer de forma gradual, sem qualquer impacto na produtividade, como a capacitação de servidoras e servidores. Integrantes do Judiciário acreano, incluindo as equipes dos Juizados, Turmas Recursais e Cejusc, já participaram das formações sobre o eproc.







Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa do TJAC articula implantação de grupo reflexivo em Xapuri
Em reunião nesta sexta-feira, 16, Judiciário e Poder Executivo municipal dialogam e se comprometeram a atuarem em conjunto para efetivar essa política de combate a violência doméstica e familiar
Ampliar a proteção à mulher é compromisso do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Por isso, nesta sexta-feira, 17, a supervisora do Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa, desembargadora Waldirene Cordeiro, e a equipe do Centro de Justiça Restaurativa (Cejures) articularam a implantação de um grupo reflexivo em Xapuri, em reunião realizada no auditório da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.
Os grupos reflexivos de responsabilização de autores de violência doméstica são um poderoso instrumento legal de combate a esses crimes. Aliados à penalidade criminal aplicada aos homens, contribuem para o combate à cultura machista e aos comportamentos misóginos; assim, os participantes dos encontros refletem sobre suas ações para não repetirem esses atos em seus próximos relacionamentos.
A desembargadora Waldirene Cordeiro discorreu sobre a necessidade de consolidar essa política no interior do estado, convidando as instituições a se envolverem com o trabalho:
“Nós fomos criados em uma cultura machista, que prega coisas como ‘homem usa azul e mulheres rosa’. Esse índice de feminicídio no Acre — ora estamos em primeiro, ora em terceiro lugar — em um estado onde não temos um milhão de habitantes, é vergonhoso. Mas podemos e devemos mudar. Precisamos de informação, e os grupos reflexivos são um dos caminhos. Nos encontros, os homens falam: ‘por que estou aqui? só fiz isso?’. E os grupos mostram essas condutas. Nós queremos diminuir o índice de reincidência, o índice de reentrada. Para isso, precisamos implantar esses círculos reflexivos. São nossas culturas que precisamos mudar, e nós estamos mudando todos os dias. O que apresentamos para vocês tem resultado concreto. Nós não estamos brincando, isso daqui tem resultado concreto. Vamos disseminar a cultura da paz”, disse a magistrada.
O Poder Judiciário do Acre é pioneiro nesse trabalho. Em 2018, antes mesmo de ser obrigatório por lei o desenvolvimento de grupos, já tinha sido iniciado esse serviço junto à Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da Comarca de Rio Branco, onde já foram atendidas mais de 1.200 pessoas autoras desses crimes. De lá para cá, a iniciativa tornou-se política institucional do TJAC, com articulação para aprovação de minuta de leis municipais no interior do estado.
Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rio Branco são três exemplos de cidades que já têm essa ferramenta consolidada. Mas, como falou a assistente social Mirlene Thaumaturgo, é importante alcançar todas as cidades do estado: “Precisamos mudar essa cultura. Temos apenas 19.000 habitantes em Xapuri, é mais fácil. Em Rio Branco, temos grupos reflexivos todos os dias, com gente na fila para participar. Nós precisamos ampliar; saber que estamos colaborando com uma mudança de cultura. Nós, no estado, precisamos sair desse patamar de primeiro e terceiro lugar em feminicídio. Viemos sensibilizar vocês para que todos os agentes e instituições se unam para enfrentar essa situação”. O servidor Fredson Pinheiro, do Cejures, também esteve presente.
Durante o encontro, que teve a participação do juiz de Direito da Comarca, Luis Pinto, foram elencados quais são as etapas para tornar os grupos reflexivos uma realidade em Xapuri. Iniciando com a capacitação de agentes das instituições que integram a rede de proteção, paralelo a isso, é necessário tramitar a lei municipal para assegurar juridicamente a instituição da ferramenta.
Para tanto, a união de esforços é essencial e, demonstrando esse compromisso, participaram do diálogo representantes da Prefeitura de Xapuri, da Secretaria Municipal da Mulher, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar, da Delegacia local, do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e do hospital público da cidade.
O chefe da Casa Civil, capitão Roberto Farias, falou em nome do prefeito, agradecendo e se colocando à disposição para efetivar essa política. “Eu estive na frente de atuação na polícia e sei da importância desse trabalho. Temos essa estrutura montada aqui e estamos totalmente à disposição para implantar e colocar para funcionar o grupo reflexivo. Os índices são altos, sabemos que é algo cultural e precisamos implantar, ir nas escolas, educar e conscientizar também. Não podemos desistir, queremos é lutar”.











Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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