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Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa do TJAC articula implantação de grupo reflexivo em Xapuri

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Em reunião nesta sexta-feira, 16, Judiciário e Poder Executivo municipal dialogam e se comprometeram a atuarem em conjunto para efetivar essa política de combate a violência doméstica e familiar

Ampliar a proteção à mulher é compromisso do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Por isso, nesta sexta-feira, 17, a supervisora do Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa, desembargadora Waldirene Cordeiro, e a equipe do Centro de Justiça Restaurativa (Cejures) articularam a implantação de um grupo reflexivo em Xapuri, em reunião realizada no auditório da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.

Os grupos reflexivos de responsabilização de autores de violência doméstica são um poderoso instrumento legal de combate a esses crimes. Aliados à penalidade criminal aplicada aos homens, contribuem para o combate à cultura machista e aos comportamentos misóginos; assim, os participantes dos encontros refletem sobre suas ações para não repetirem esses atos em seus próximos relacionamentos.

A desembargadora Waldirene Cordeiro discorreu sobre a necessidade de consolidar essa política no interior do estado, convidando as instituições a se envolverem com o trabalho:

“Nós fomos criados em uma cultura machista, que prega coisas como ‘homem usa azul e mulheres rosa’. Esse índice de feminicídio no Acre — ora estamos em primeiro, ora em terceiro lugar — em um estado onde não temos um milhão de habitantes, é vergonhoso. Mas podemos e devemos mudar. Precisamos de informação, e os grupos reflexivos são um dos caminhos. Nos encontros, os homens falam: ‘por que estou aqui? só fiz isso?’. E os grupos mostram essas condutas. Nós queremos diminuir o índice de reincidência, o índice de reentrada. Para isso, precisamos implantar esses círculos reflexivos. São nossas culturas que precisamos mudar, e nós estamos mudando todos os dias. O que apresentamos para vocês tem resultado concreto. Nós não estamos brincando, isso daqui tem resultado concreto. Vamos disseminar a cultura da paz”, disse a magistrada.

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O Poder Judiciário do Acre é pioneiro nesse trabalho. Em 2018, antes mesmo de ser obrigatório por lei o desenvolvimento de grupos, já tinha sido iniciado esse serviço junto à Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da Comarca de Rio Branco, onde já foram atendidas mais de 1.200 pessoas autoras desses crimes. De lá para cá, a iniciativa tornou-se política institucional do TJAC, com articulação para aprovação de minuta de leis municipais no interior do estado.

Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rio Branco são três exemplos de cidades que já têm essa ferramenta consolidada. Mas, como falou a assistente social Mirlene Thaumaturgo, é importante alcançar todas as cidades do estado: “Precisamos mudar essa cultura. Temos apenas 19.000 habitantes em Xapuri, é mais fácil. Em Rio Branco, temos grupos reflexivos todos os dias, com gente na fila para participar. Nós precisamos ampliar; saber que estamos colaborando com uma mudança de cultura. Nós, no estado, precisamos sair desse patamar de primeiro e terceiro lugar em feminicídio. Viemos sensibilizar vocês para que todos os agentes e instituições se unam para enfrentar essa situação”. O servidor Fredson Pinheiro, do Cejures, também esteve presente. 

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Durante o encontro, que teve a participação do juiz de Direito da Comarca, Luis Pinto, foram elencados quais são as etapas para tornar os grupos reflexivos uma realidade em Xapuri. Iniciando com a capacitação de agentes das instituições que integram a rede de proteção, paralelo a isso, é necessário tramitar a lei municipal para assegurar juridicamente a instituição da ferramenta.

Para tanto, a união de esforços é essencial e, demonstrando esse compromisso, participaram do diálogo representantes da Prefeitura de Xapuri, da Secretaria Municipal da Mulher, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar, da Delegacia local, do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e do hospital público da cidade.

O chefe da Casa Civil, capitão Roberto Farias, falou em nome do prefeito, agradecendo e se colocando à disposição para efetivar essa política. “Eu estive na frente de atuação na polícia e sei da importância desse trabalho. Temos essa estrutura montada aqui e estamos totalmente à disposição para implantar e colocar para funcionar o grupo reflexivo. Os índices são altos, sabemos que é algo cultural e precisamos implantar, ir nas escolas, educar e conscientizar também. Não podemos desistir, queremos é lutar”.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC abre inscrições para a III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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Promovido pela ESJUD, evento tem inscrições abertas até 9 de junho; formação híbrida debaterá o uso ético da inteligência artificial e a desburocratização da Justiça.

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) abriu as inscrições para a III Semana Nacional dos Juizados Especiais – 2026: Justiça Simples, Digital e Humana, que será realizada de 16 a 19 de junho, em formato híbrido. Os interessados poderão se inscrever entre os dias 2 e 9 de junho por meio do sistema da Esjud.

A ação educacional tem como objetivo fortalecer a atuação dos Juizados Especiais no âmbito do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), promovendo capacitação, integração, inovação e aperfeiçoamento das práticas institucionais, com foco em uma prestação jurisdicional mais eficiente, acessível, digital e humanizada.

De acordo com o diretor em exercício da Esjud, desembargador Júnior Alberto, a iniciativa representa uma oportunidade para reflexão e aprimoramento das atividades desenvolvidas pelos profissionais que atuam nos Juizados Especiais.

Programação

A programação terá carga horária total de até 14 horas-aula, distribuídas ao longo dos quatro dias de evento. No dia 16 de junho serão realizadas duas horas de atividades. Nos dias 17, 18 e 19 de junho, a programação contará com quatro horas-aula por dia.

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A realização da semana atende à necessidade de aperfeiçoar aspectos importantes da atuação dos Juizados Especiais, como a qualidade das petições iniciais, a capacitação de conciliadores, juízes leigos e colaboradores, o uso estratégico de dados e indicadores de desempenho, a condução das audiências conciliatórias e a integração entre os diversos atores que compõem o sistema.

Entre os objetivos específicos da formação estão a capacitação de magistrados, servidores, conciliadores e juízes leigos; o aprimoramento da qualidade técnica das demandas; o incentivo ao uso de ferramentas tecnológicas e de indicadores de gestão; a promoção da integração institucional; o estímulo às práticas de conciliação e atendimento humanizado; e a difusão de conhecimentos sobre inovação, transformação digital e o uso ético da inteligência artificial aplicada à atividade jurídica.

Vagas

O público-alvo prioritário é composto por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Acre. As vagas remanescentes poderão ser preenchidas por acadêmicos de Direito, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), servidores do Ministério Público, Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Defensoria Pública, Procuradoria e Procon. Ao todo, estão sendo ofertadas 70 vagas.

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As inscrições devem ser realizadas diretamente pelo endereço eletrônico: https://esjud.tjac.jus.br/calendario-de-inscricao/. Para confirmar a participação, o interessado deverá informar um número de WhatsApp no momento da inscrição no sistema EmeronWeb.

A certificação será concedida aos participantes que obtiverem frequência mínima de 75% nas atividades. Os certificados serão emitidos de forma proporcional por palestra, permitindo o acúmulo de até 14 horas-aula ao longo do evento. Ao final da formação, os participantes também responderão a uma avaliação de satisfação sobre os conteúdos e atividades desenvolvidos.

Confira a programação abaixo com data, horário, local e facilitadores.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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