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Produção recorde de açúcar no Brasil pressiona preços e projeta mix menor para 2026/27

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O mercado global de açúcar enfrenta recentes oscilações nos preços, influenciadas pelo avanço da safra brasileira e pelo clima favorável em países produtores da Ásia. Apesar do recorde no mix de açúcar na safra atual, projeções indicam que o prêmio do adoçante se tornará negativo e o mix da safra 2026/27 deverá ser menor.

Preços internacionais caem com avanço da safra brasileira

Em agosto, os preços internacionais do açúcar permaneceram praticamente estáveis, cotados a USDc 16,37/lb. No início de setembro, houve queda expressiva: o contrato com vencimento em outubro/25 caiu 5%, para USDc 15,55/lb.

Segundo o relatório Agro Mensal, da consultoria Agro do Itaú BBA, a forte produção do Centro-Sul brasileiro e as condições climáticas favoráveis na Índia e Tailândia têm tranquilizado compradores e pressionado vendedores a acelerarem o ritmo de comercialização.

Safra brasileira registra recorde no mix de açúcar

Dados da UNICA até 15 de agosto mostram que a moagem acumulada atingiu 354 milhões de toneladas, queda de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas a moagem da quinzena foi de 47,6 milhões de toneladas, alta de 8% a/a. A produção acumulada de açúcar chegou a 22,9 milhões de toneladas, com aumento de 16% na produção quinzenal.

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O mix de açúcar, ou seja, a proporção de cana destinada à produção de açúcar, atingiu 55% na primeira quinzena de agosto, recorde histórico para o período, resultado de investimentos das usinas em maior capacidade de cristalização.

Clima favorável na Índia impulsiona expectativa de exportações

Na Índia, o Departamento Meteorológico prevê chuvas acima da média histórica em setembro, após registro 5% acima do normal em agosto. Esse cenário favorece a produtividade da próxima safra, mas pode atrasar o início da moagem nas regiões precoces.

Além disso, o governo indiano realiza levantamento das usinas aptas à exportação, alimentando rumores sobre a liberação de cotas para a safra 2025/26.

Prêmio do açúcar se torna negativo após três anos

Com o preço do açúcar próximo a USDc 15,5/lb e o etanol cotado em equivalente de açúcar a USDc 16,5/lb, o prêmio do adoçante voltou para valores negativos pela primeira vez em mais de três anos.

Para a safra 2025/26, o impacto deve ser limitado, já que grande parte da produção brasileira já foi comercializada. Contudo, para a safra 2026/27, o mix de açúcar deve ser afetado, reduzindo a previsão para 49%, abaixo dos 52% estimados para 2025/26, refletindo os preços relativos e a estratégia de comercialização das usinas.

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Projeção da safra 2026/27

Considerando clima dentro da média histórica e boa renovação do canavial, espera-se que o volume de cana processado alcance 620 milhões de toneladas na safra 2026/27, aumento de 5% em relação à safra 2025/26. A concentração média de açúcar na cana deve se manter em 140,5 kg ATR/t. Com isso, a produção total de açúcar está projetada em 40,7 milhões de toneladas, alta de 2,2% em relação à safra atual.

Cenário global segue com superávit

Ajustando o balanço global para a safra 2025/26 (outubro/25 – setembro/26), o superávit é estimado em 1,7 milhão de toneladas. O mercado deve demorar para revisar as projeções da safra 2026/27, já que o mix de açúcar dependerá da flutuação de preços ao longo dos próximos meses. No entanto, os prêmios menores do açúcar devem oferecer suporte para as cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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