AGRONEGÓCIO
Fórum Nacional do Leite discute produtividade e modernização do setor
AGRONEGÓCIO
Brasília vai sediar, nos próximos dias 24 e 25, a 3ª edição do Fórum Nacional do Leite. O evento, que será realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) deve reunir produtores, técnicos, lideranças políticas e empresariais para debater caminhos de modernização da cadeia leiteira brasileira.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, com cerca de 35 bilhões de litros ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O setor envolve mais de 1 milhão de propriedades rurais e gera renda para aproximadamente 4 milhões de pessoas, consolidando-se como uma das principais atividades do agronegócio nacional. Apesar da relevância, enfrenta gargalos de eficiência, custos de produção elevados e forte concorrência internacional.
A proposta do Fórum é discutir soluções para esses entraves, conectando produtores, empresas e entidades do setor. Entre os temas em pauta estão a valorização do leite como alimento saudável, a atualização da legislação, estratégias de produtividade, crédito rural e sustentabilidade das fazendas leiteiras. O evento também contará com a presença de autoridades políticas ligadas ao setor agropecuário.
Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), o encontro tem como mote “Nosso leite e suas histórias” e busca aproximar a cadeia produtiva de políticas públicas e novas tecnologias.
Serviço
Local: Embrapa – Brasília (DF)
Data: 24 e 25 de setembro de 2025
Outras informações clique aqui
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.
O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.
Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.
Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.
A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.
Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.
Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.
Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.
Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.
Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.
Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.
Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco leva cuidado, saúde e alegria às crianças dos ramais Boa Água e Colibri
-
FAMOSOS7 dias atrásViúva de Rick anuncia retorno de Renner aos palcos após morte do cantor: ‘Legado’
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásFim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
-
MP AC7 dias atrásMPAC participa da apresentação de correição nacional sobre tecnologia, IA e cibersegurança
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásRio de Janeiro: Garotinho tem votos anulados e Douglas Ruas será declarado governador eleito
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura fortalece produção de mudas no Horto Florestal e amplia ações de arborização em Rio Branco
-
TJ AC7 dias atrásTJAC participa de debates sobre desafios do Judiciário no Consepre