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55 casais oficializam a união no casamento coletivo em Porto Acre

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Ato encerrou a programação do Projeto Cidadão na Vila do V, realizado entre os dias 16 e 17 de setembro, com a promoção de serviços públicos essenciais à comunidade

55. Este foi o número de casais que aproveitaram para afirmar suas histórias de amor, ao se unirem no casamento coletivo, realizado durante mais uma edição do Projeto Cidadão. A celebração dos casórios ocorreu nesta quarta-feira, 17, às 16h, na Escola Jader Saraiva Machado, localizada na Vila do V, em Porto Acre.

A iniciativa marcou o encerramento da programação da ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no município, e teve como objetivo oficializar a união civil de casais e emitir gratuitamente a certidão de casamento para aqueles que não dispõem de condições financeiras de arcar com custos matrimoniais.

Leonardo Nunes, de 28 anos, estava acompanhado de Josiane Cavalcante, de 25. Juntos há 10 anos, tudo começou na escola, quando moravam no município de Plácido Castro. Namoraram cerca de três anos, até decidirem morar juntos. Foram para Rio Branco estudar. Após concluírem, estabeleceram-se em Porto Acre, onde trabalham.

Em todo esse período, eles sonhavam em formalizar a união. “Agora, sim, a gente é um casal perante a Justiça. Podemos adquirir bens, deixar para os nossos herdeiros. Ser uma família realmente”, afirmou Leonardo, entusiasmado com a união e para a chegada do filho Bernardo.

Quem também está com pretensão de aumentar a família é Maria Almeida, de 36 anos, e Edivaldo Almeida, de 35, juntos há dois anos. O casal se conheceu em um aniversário, desde então são inseparáveis. Partilham a vida, a casa, o dinheiro e o desejo de terem filhos, no mínimo dois.

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Entre os casais, estavam ainda Francisca Alencar, de 70 anos, e seu parceiro Edimar Pontes, de 68, os noivos mais experientes da cerimônia, juntos há mais de três décadas. Eles compartilharam o segredo para uma relação tão duradoura e cordial: a confiança.

“Eu vou para os meus passeios, para o forró. Ele não vai porque não dança. Mas a gente é o mesmo estando em casa ou nos cantos. Ninguém discute. O nosso sonho é viver até quando Deus quiser, né? Não separar. Envelhecer os dois”, garantiu Francisca.

Pronunciamentos

Durante a cerimônia, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou o simbolismo do casamento: “Hoje, cada casal dá um passo de esperança no futuro, firmando o compromisso de edificar o lar de afeto, dignidade e respeito”.

O desembargador-presidente destacou o empenho do Poder Judiciário para proporcionar este serviço à população acreana: “Por meio do Projeto Cidadão, o Tribunal de Justiça atua para que todos tenham acesso a este ato tão significativo, sem barreiras ou distinções. É a Justiça chegando mais perto das pessoas para concretizar sonhos, fortalecer vínculos e transformar vidas”.

Que este momento seja o primeiro capítulo de uma história marcada pela união, felicidade e a realização dos sonhos”, externou o presidente do TJAC.

Para o coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samoel Evangelista, a decisão de oficializar o matrimônio deve ser sempre “pautada pelo respeito, compreensão e afeto”. O magistrado tratou ainda dos direitos ligados à união civil, como herança, divisão de bens, pensão por morte, assistência mútua e, especialmente, ao “compromisso de construir uma convivência justa”.

A cerimônia de matrimônio foi conduzida pela juíza titular da Comarca de Porto Acre, Bruna Perazzo, que, em sua fala, convidou os casais a compartilharem momentos e decisões, fundamentadas no respeito mútuo. “Se vocês conseguirem manter acesa aquela chama [da paixão], é o que vai mais sustentar e fazer a família de vocês ter uma base sólida”, concluiu.

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Estiveram presentes no casamento também o promotor de Justiça Flávio Bussab; o defensor público Pedro Veloso; o prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio; a delegatária de Porto Acre, Núbia Fárias: o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Acre, Márcio Alécio; além de familiares e amigos das noivas e noivos.

Ao final, os casais puderam tirar fotos na decoração e ganharam fatias de bolo. Além disso, houve tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante toda a celebração.

Projeto Cidadão

Durante os dias 16 e 17 de setembro, a ação social do TJAC contou com serviços de diversos órgãos públicos. Houve emissão de certidão de nascimento e casamento (1ª e 2ª via), título de eleitor, orientação jurídica, atualização cadastral em programas sociais, regularização fundiária, concessão de crédito rural e a entrega de peças de roupas. Tudo gratuito e de maneira célere. Centenas de pessoas foram atendidas, inclusive a juíza da Comarca de Porto Acre, Bruna Perazzo, que transferiu seu domicílio eleitoral para o município.

Esta edição do Projeto Cidadão teve a parceria do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), Instituto de Regularização Fundiária (Incra), Prefeitura de Porto Acre, Cartório de Porto Acre, e o governo do Estado, por meio do programa Juntos pelo Acre.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC registra mais de 50 mil processos no eproc um ano após a implantação do sistema

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Primeiro ano é marcado pela expansão da ferramenta, qualificação de usuários e avanços na prestação de serviços. Presente em todas as unidades jurisdicionais do estado, o eproc reúne funcionalidades que agilizam a tramitação processual

Há um ano, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão que transformou a rotina de trabalho e ampliou a produtividade dos serviços prestados. Em 7 de julho de 2025, o eproc entrou em operação na Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, a primeira unidade jurisdicional a utilizar o novo sistema.

Desde então, o TJAC concluiu a implantação do eproc em todas as unidades jurisdicionais do Acre, na capital e no interior. No mesmo período, promoveu a integração de instituições do Sistema de Justiça à plataforma e capacitou magistradas, magistrados, servidoras e servidores para sua utilização. Com isso, o Judiciário acreano passou a contar com um modelo mais ágil e eficiente de processamento das ações judiciais.

Atualmente, mais de 51 mil processos tramitam no eproc. Todas as novas ações judiciais e os respectivos recursos em segundo grau são distribuídos exclusivamente pelo sistema. A implantação ocorreu de forma planejada, com suporte técnico e capacitação contínua, o que favoreceu a adaptação das unidades e a incorporação das funcionalidades da plataforma à rotina de trabalho.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou os avanços proporcionados pelo eproc para magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Segundo ele, o sistema reúne funcionalidades como controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento do fluxo de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade e da eficiência na prestação jurisdicional.

Para o chefe do Judiciário acreano, a escolha do eproc como sistema de tramitação processual se confirmou acertada. De acordo com o desembargador, os recursos da plataforma conferem mais celeridade ao serviço judicial e permitem que a população receba respostas em menos tempo.

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Trabalho de muitas mãos

Desde 2023, o Judiciário acreano buscava um novo sistema de tramitação processual. Ao longo desse período, realizou estudos e debates até definir a adoção do eproc. Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o sistema atendeu aos critérios técnicos e estratégicos da instituição, principalmente por dispensar o uso de papel e simplificar o trâmite processual.

Nos meses que antecederam a implantação, o TJAC estruturou os fluxos de trabalho, definiu as etapas de implantação e estabeleceu as estratégias de capacitação para garantir o suporte necessário a todos os usuários. Ao final desse processo, mais de 55 profissionais atuaram diretamente na implementação do eproc no Judiciário acreano, distribuídos em cinco eixos: gestão, apoio estratégico, negocial, desenvolvimento e infraestrutura.

Para que a implantação ocorresse da melhor forma, o TJAC buscou a experiência de tribunais que já utilizavam o eproc, com o objetivo de consolidar suas bases e adotar soluções adequadas à realidade local. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas permitiu antecipar medidas e evitar dificuldades durante a transição, como a resistência inicial de parte dos usuários em conhecer o novo sistema.

Assim, o Tribunal investiu na formação de seus profissionais. Em pouco mais de um ano, promoveu 44 treinamentos voltados a magistradas, magistrados, servidoras e servidores das unidades judiciais. A proposta era criar familiaridade com o eproc e garantir que a mudança de sistema não comprometesse a produtividade. A estratégia alcançou o objetivo. Os dados demonstram que a prestação jurisdicional se mantém eficiente, mesmo com a coexistência temporária do eproc e do Sistema de Automação da Justiça (SAJ).

A coordenadora-geral de implantação do eproc, juíza auxiliar da Presidência Louise Santana, ressaltou a dedicação das equipes até a atual fase do projeto. Ao longo desse período, foram atendidas mais de 1.600 demandas técnicas e solucionados cerca de 2.400 chamados. Segundo a magistrada, o objetivo foi oferecer respostas rápidas e suporte contínuo para evitar ruídos e garantir uma transição segura.

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Agora, a juíza comemora os resultados alcançados. Ela afirma estar satisfeita com a trajetória construída durante a transição de sistema, principalmente ao constatar que os esforços já refletem na rotina da instituição e na prestação jurisdicional. “A gente está muito contente com os resultados. Os números estão aí para todos verem, as estatísticas demonstram, os nossos servidores e magistrados também estão muito satisfeitos. Agora é só avançar até o final”, afirmou.

O futuro é eproc

A principal etapa da implantação foi concluída, mas o trabalho continua. Uma equipe do TJAC segue dedicada à migração dos processos que ainda tramitam no SAJ para o eproc. A previsão é que essa transferência tenha início nos próximos meses e ocorra de forma gradual até a unificação do acervo processual.

As capacitações seguem. Em junho, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do segundo grau participaram do curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc”, uma vez que os recursos já começam a chegar à instância. A qualificação busca assegurar que a nova etapa ocorra sem impacto na tramitação dos processos. O intercâmbio de experiências entre tribunais permanece, inclusive o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, participa nesse instante do 4º Encontro Interinstitucional do eproc.

Criado em meados de 2002, o eproc conquistou espaço nos tribunais brasileiros por virtualizar e automatizar a tramitação processual. No Acre, a plataforma passou a integrar a rotina do Judiciário. De um lado, facilita o trabalho nas unidades judiciais com ferramentas que tornam as atividades mais ágeis e organizadas; de outro, a população passa a contar com uma prestação jurisdicional mais célere.

Fotos: Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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