AGRONEGÓCIO
Trigo no Sul do Brasil: Oferta elevada pressiona preços e mercado segue cauteloso
AGRONEGÓCIO
O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém pressão devido à elevada oferta e à retração da demanda. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul há ofertas de R$ 1.050 por tonelada, mas sem compradores efetivos. O baixo volume exportado, que soma apenas 74 mil toneladas — muito abaixo da média histórica — reforça a liquidez limitada do produto.
Em dólar, os preços do trigo gaúcho estão em US$ 215 sobre rodas e US$ 225 FOB, levemente superiores aos US$ 220 da Argentina. Para dezembro, as indicações em reais caíram para R$ 1.180, com possibilidade de deságio de até 20% para trigo destinado à ração. Os valores pagos aos produtores também recuaram, chegando a R$ 68 por saca em Panambi, abaixo do observado no Paraná.
Santa Catarina: safra ainda em campo mantém mercado parado
Em Santa Catarina, a colheita ainda não avançou, mantendo o mercado interno praticamente parado. Os moinhos buscam abastecimento no Rio Grande do Sul ou em outros estados. Os preços CIF chegam a R$ 1.400, enquanto o preço da pedra registra R$ 69,33/saca em Canoinhas, R$ 63 em Chapecó e R$ 73 em Xanxerê. A oferta limitada, aliada a valores considerados baixos, dificulta a negociação local.
Paraná: colheita avançada e perspectiva de excedente
No Paraná, a colheita já avançou, aumentando o volume de negócios, com preços CIF entre R$ 1.200 e R$ 1.280, dependendo do frete. A média de preços pagos aos agricultores caiu 3,56% na última semana, enquanto o custo de produção atualizado pelo Deral em maio alcançou R$ 74,63/saca, ampliando o prejuízo teórico para -8,8%. Entretanto, o mercado futuro mostra oportunidades de lucro de cerca de 32%, indicando que o resultado financeiro depende do momento de venda.
O Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) informou que o trigo iniciou outubro cotado a R$ 65/saca na maioria das praças paranaenses, com queda de 5% entre agosto e setembro (de R$ 75,10 para R$ 71,62), valores abaixo dos custos variáveis estimados em R$ 74,64/saca no terceiro trimestre.
A área plantada no Paraná foi reduzida em 25% diante das expectativas de preços baixos, totalizando 825 mil hectares e uma produção projetada de 2,68 milhões de toneladas. Com mais de 53% da safra já colhida, a oferta em setembro atingiu cerca de 1 milhão de toneladas, volume próximo à demanda mensal do Brasil, o que indica formação de excedente local ao final do mês.
Pressão de baixa deve continuar até novembro
Segundo analistas do Deral, a pressão baixista deve se manter em outubro, devido ao avanço da colheita no Paraná e à proximidade da safra no Rio Grande do Sul e na Argentina. A tendência se estenderá para novembro, mesmo após o término da colheita paranaense, principalmente devido à expectativa de boas produções no RS e na Argentina, onde o volume pode ultrapassar 20 milhões de toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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