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Com presença do TJAC, Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça debate transformação digital e inclusão

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Evento em Salvador reúne presidentes de tribunais de todo o país para discutir inovação, sustentabilidade e inclusão no Judiciário brasileiro

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, representa o Judiciário acreano no XVII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), que teve início nesta segunda-feira, 6, em Salvador (BA). O evento reúne dirigentes dos tribunais estaduais de todo o país para debater temas estratégicos voltados à modernização e ao fortalecimento da gestão judicial.

Com o tema “Judiciário do Futuro: Sustentabilidade, Inclusão e Transformação Digital”, a 17ª edição do encontro propõe reflexões sobre o papel do Poder Judiciário frente aos desafios contemporâneos da sociedade brasileira, especialmente nas áreas de tecnologia, responsabilidade ambiental e equidade social.

A cerimônia de abertura foi realizada no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa e contou com a presença de ministros das Cortes Superiores, presidentes de tribunais e conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu a conferência magna intitulada “O Poder Judiciário como Agente de Transformação Social e Ambiental”, destacando a necessidade de um Judiciário mais conectado às demandas sociais.

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“O Judiciário não pode viver isolado da sociedade. Eu gosto de dizer que o Judiciário não pode ser subordinado à opinião pública porque nós temos deveres com a Constituição, com a legislação, e tomamos decisões que, eventualmente, podem não ser as mais populares. Mas isso não quer dizer que não devamos estar sintonizados e sermos permeáveis ao que a sociedade pensa e deseja. Há um equilíbrio importante aqui e penso que sustentabilidade, inovação e inclusão são temas de preocupação da sociedade e, portanto, do Judiciário”, afirmou o ministro Barroso. 

Para o presidente Laudivon Nogueira, a presença do Acre no encontro reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça acreano com a modernização e a busca por uma justiça mais acessível e eficiente.

“Participar desses espaços de debate nacional é fundamental para fortalecer o diálogo entre todas as instituições que compõe o Judiciário e nos manter alinhados aos desafios do futuro. O TJAC tem avançado em diversas frentes de inovação e inclusão, e eventos como o Consepre nos permitem ampliar essa troca de experiências, apresentando o que temos desenvolvido e conhecendo novas práticas”, destacou o desembargador.

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A programação segue até quarta-feira, 8, com reuniões e painéis temáticos que contarão com a participação do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, além de ministros das Cortes Superiores e conselheiros do CNJ.

O Consepre

Criado em 2021, o Consepre surgiu da união do Conselho de Tribunais de Justiça e do Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça, com o propósito de consolidar uma representatividade nacional unificada e promover a integração entre os tribunais estaduais, buscando uma atuação mais coesa e eficiente do Poder Judiciário brasileiro.

Com a presença do presidente Laudivon Nogueira, o Acre se soma às demais unidades da federação na construção de um Judiciário cada vez mais inovador, sustentável e comprometido com a transformação social.

Fotos: Chico Batata/TJAM

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial

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Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?

Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.

Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.

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O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.

Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.

Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.

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A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.

Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.

Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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