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Exportações de carne de frango do Brasil crescem com retomada do mercado europeu em setembro de 2025

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Retomada do mercado europeu impulsiona vendas

A reabertura do mercado europeu deu novo fôlego às exportações brasileiras de carne de frango em setembro de 2025. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (6/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a quinta semana do mês foram embarcadas 459,8 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis, em versões frescas, refrigeradas ou congeladas.

No mesmo período de 2024, o volume exportado foi de 451,3 mil toneladas, indicando crescimento de 1,77% no comparativo anual. Já frente a agosto de 2025, o avanço foi mais expressivo: 22,76%, considerando que naquele mês foram embarcadas 373,6 mil toneladas.

Média diária de exportação e principais destinos

A média diária de exportação até a quinta semana de setembro ficou em 20,9 mil toneladas, alta de 1,9% frente à média diária do ano anterior, que registrou 21,4 mil toneladas.

O desempenho positivo é resultado de valorização da carne brasileira no mercado internacional e da reabertura de mercados estratégicos, como a União Europeia, que reconhece os padrões sanitários e a qualidade da proteína nacional. Outros destinos importantes, como Japão e Arábia Saudita, também mantiveram um ritmo constante de compras.

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Preço e receita sofrem recuo

Apesar do crescimento no volume, o preço médio pago pela tonelada de carne de frango caiu para US$ 1.767,7, uma redução de 7,9% em relação aos US$ 1.918,7 praticados em setembro de 2024.

Em termos de faturamento, a receita total obtida até a quinta semana de setembro foi de US$ 812,8 milhões, enquanto em setembro do ano anterior havia atingido US$ 866,1 milhões. A média diária de faturamento caiu 6,1%, para US$ 36,9 milhões, ante US$ 41,2 milhões no mesmo período de 2024.

Perspectivas para o setor

O setor de frango brasileiro demonstra resiliência e competitividade, com destaque para a capacidade de recuperação de mercados estratégicos e para a manutenção de compradores internacionais firmes. Embora o preço médio internacional tenha recuado, o aumento nos volumes exportados reforça a posicionamento do Brasil como líder global na produção e exportação de carne de aves.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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