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Exportações de café torrado caem mais de 20% em setembro, mas preços avançam no mercado internacional

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O Brasil registrou uma queda significativa nas exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados durante setembro de 2025. Nos 22 dias úteis do mês, foram embarcadas 8.038 toneladas, contra 10.344 toneladas registradas em setembro de 2024, quando houve 21 dias úteis.

A média diária de embarque em setembro de 2025 ficou em 365 toneladas, uma redução de 22,3% em relação à média diária do mesmo período de 2024, que foi de 492 toneladas.

Apesar da redução no volume, o preço negociado do café torrado avançou 19,7%, passando de US$ 10.471,90 em setembro de 2024 para US$ 12.530,80 em 2025.

O faturamento total das exportações durante os 22 dias úteis de setembro de 2025 alcançou US$ 100,722 milhões, frente aos US$ 108,326 milhões obtidos no mês inteiro do ano anterior. A média diária paga no embarque também registrou queda de 7%, somando US$ 4,578 milhões, comparada aos US$ 5,158 milhões de setembro de 2024.

Café não torrado mantém faturamento, mas registra queda no volume exportado

O café não torrado apresentou um comportamento distinto. O faturamento total durante a quinta semana de setembro de 2025 atingiu US$ 1,188 bilhão, superando os US$ 1,071 bilhão de setembro de 2024.

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A média diária faturada nos 22 dias úteis do mês subiu 11%, alcançando US$ 54,045 milhões, ante US$ 51,005 milhões no mesmo período do ano passado.

No entanto, o volume exportado do café não torrado recuou 19,5%, passando de 11,576 mil toneladas em setembro de 2024 para 8,900 mil toneladas em 2025. O volume total embarcado nos 22 dias de setembro de 2025 foi de 195,803 mil toneladas, enquanto em setembro de 2024 o volume somou 243,101 mil toneladas.

O preço do café não torrado apresentou forte valorização, chegando a US$ 6.072,40 por tonelada, alta de 37,8% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano anterior (US$ 4.406,10).

Resumo do mercado de café em setembro/25
  • Café torrado: queda de 22,3% no volume, aumento de 19,7% no preço, faturamento total de US$ 100,722 milhões.
  • Café não torrado: queda de 19,5% no volume, aumento de 37,8% no preço, faturamento total de US$ 1,188 bilhão.
  • Tendência: apesar da redução nos volumes exportados, o aumento dos preços compensa parcialmente a queda do faturamento e indica valorização do produto no mercado internacional.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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