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CCJ debate projeto que limita concessão de liberdade provisória

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Prisão preventiva obrigatória de acusado de integrar organização criminosa armada ou milícia é tema de audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (14), a partir de 10h. 

O debate foi requerido pelo senador Marcio Bittar (PL-AC), relator do projeto de lei (PL) 714/2023, que altera o Código de Processo Penal. O projeto determina que, havendo prisão em flagrante de um envolvido em facção ou milícia, reincidente ou que tenha praticado crime com violência ou grave ameaça com arma de fogo, o juiz não poderá conceder liberdade provisória. 

Para Bittar, a proposta, do deputado Coronel Ulysses (União-AC), se justifica pela necessidade de impedir a reincidência de beneficiados pela liberdade provisória após a audiência de custódia, o que agrava a sensação de impunidade. “O Brasil convive com o crescente desafio da criminalidade violenta, potencializado por um cenário no qual indivíduos reincidentes ou vinculados a organizações criminosas são reiteradamente libertados, muitas vezes sem a devida análise do seu histórico delitivo”, afirma Bittar.

Pelo texto, se houver indícios fundamentados de existência e autoria do crime, o juiz deverá negar liberdade provisória com ou sem medidas cautelares também se o acusado:

  • for reincidente;
  • já tiver sido preso em flagrante por mais de uma vez e solto após audiência de custódia;
  • porta ilegalmente arma de fogo de uso proibido ou restrito; ou
  • em outras situações previstas na lei sobre tráfico de drogas.
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Para a tomada de decisão, o delegado ou membro do Ministério Público deverá informar ao juiz, com provas, se a pessoa integra organização criminosa armada ou milícia. Em qualquer caso, a decisão deverá considerar a conduta social e os antecedentes criminais do agente preso.

Já confirmaram participação na audiência o procurador do Ministério Público do Acre Danilo Lovisaro do Nascimento; o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite; e o jornalista Roberto Motta. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Plenário aprova sessão especial em homenagem às cientistas brasileiras

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O Senado aprovou nesta quinta-feira (15) a realização de sessão especial em homenagem às cientistas brasileiras. A iniciativa é da senadora Leany Lemos (PSB-DF), com o apoio de outros dez parlamentares.

O requerimento propõe reconhecer a contribuição das mulheres para a ciência, a produção de conhecimento e o desenvolvimento do país. A homenagem está relacionada ao Dia Nacional da Ciência e Tecnologia (16 de outubro) e ao Dia Internacional das Ciências para a Paz e o Desenvolvimento (10 de novembro).

Na justificativa, os autores destacam a importância de valorizar a participação feminina na pesquisa científica e de dar visibilidade às mulheres que contribuem para o avanço da ciência e da inovação no Brasil.

Coral do Senado

Os 30 anos de história do Coral do Senado Federal também serão comemorados em sessão especial. A iniciativa está prevista em requerimento aprovado em Plenário, apresentado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Criado em 1996, o Coral do Senado reúne servidores da Casa em atividades musicais e contribui para a integração no ambiente de trabalho e a promoção da cultura. Ao longo de sua trajetória, o grupo ampliou seu repertório, com obras eruditas, populares e folclóricas, e participou de apresentações no Brasil e no exterior.

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As datas das sessões especiais ainda serão determinadas pela Secretaria Geral da Mesa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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