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Dia Nacional da Pecuária marca recordes e conquistas do setor

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O Brasil celebra nesta terça-feira (14.10) o Dia Nacional da Pecuária, e o Portal PensarAgro.com.brestá publicando uma série de reportagens diárias, que vão até sexta-feira, mostrando o cenário de protagonismo global e resultados históricos do setor.

A pecuária nacional coleciona conquistas: segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o Brasil bateu recorde histórico de exportação de carne bovina in natura em setembro passado, com 352 mil toneladas embarcadas, um aumento de 31% frente ao mesmo mês de 2024. O faturamento internacional chegou a R$ 9,7 bilhões no mês, considerando cotação média de R$ 5,50 por dólar. Os principais destinos foram China, Hong Kong, Egito e México, com destaque para o forte crescimento das vendas ao mercado chinês, que saltaram 38% no período.​

O setor também registra recordes em eventos e negócios: na feira internacional Anuga 2025, realizada na Alemanha, as indústrias brasileiras fecharam quase R$ 44 bilhões em contratos comerciais para carne bovina, suína e de frango, segundo a ABIEC.

Além do protagonismo exportador, a pecuária integra uma cadeia produtiva que envolve milhares de propriedades rurais, agroindústrias, transportadoras e empresas de insumos, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção pecuária nacional para este ano deve superar R$ 470 bilhões, com participação superior a 30% no total do agronegócio brasileiro.

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Entre as conquistas recentes, está o avanço em rastreabilidade e sanidade: o Brasil mantém o status de país livre de febre aftosa sem vacinação, conquista oficializada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Esse reconhecimento amplia o acesso a mercados premium e consolida a reputação do produto brasileiro. O setor segue ampliando a adoção de práticas sustentáveis, com manejo racional de pastagem, uso de tecnologias para redução de emissões e integração com lavouras.

Por outro lado, os desafios da cadeia pecuária crescem com as instabilidades de mercado, custos elevados de produção, oscilações climáticas e exigências internacionais cada vez mais rígidas. O Brasil também enfrenta barreiras comerciais, como o recente aumento de tarifas dos Estados Unidos, que foi parcialmente compensado com a diversificação de destinos e a ampliação das vendas para outros continentes.

A Semana da Pecuária reafirma o papel estratégico do setor para o Brasil, que mantém liderança mundial em produção, exportação e inovação. Os resultados expressivos consolidam a força do campo e o potencial da pecuária em garantir renda, alimentos e avanços tecnológicos para o país.

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Fonte: Pensar Agro

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Preço do arroz recua no Sul e setor alerta para distorção no mercado após leilões

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O mercado do arroz voltou a registrar queda nos preços pagos ao produtor na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, ampliando a preocupação do setor com uma possível distorção nas referências utilizadas pelo mercado físico. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, que aponta os recentes leilões como fator central para a pressão observada nas negociações.

Nos últimos dias, o arroz vinha sendo comercializado entre R$ 60 e R$ 62 por saca na região. No entanto, novos negócios já passaram a ocorrer em patamares entre R$ 57 e R$ 59, reduzindo a rentabilidade dos produtores em um momento de maior cautela no setor.

Segundo Cardoso, parte dessa movimentação ocorreu porque alguns produtores aceitaram operações com preços-base entre R$ 53 e R$ 55 por saca, impulsionados pela existência de prêmios que elevavam o valor final recebido para níveis próximos de R$ 63 e R$ 64.

Mercado físico sofre impacto de leitura considerada equivocada

De acordo com a análise do setor, o principal problema foi a forma como o mercado interpretou essas operações. Mesmo com os prêmios agregando valor ao resultado final, compradores passaram a considerar apenas o preço-base das negociações como referência para o mercado físico.

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Essa leitura acabou fortalecendo a percepção de que produtores estariam dispostos a vender arroz abaixo de R$ 60 sem resistência, aumentando a pressão sobre as cotações e reforçando o sentimento de excesso de oferta no mercado.

Com isso, compradores passaram a atuar de maneira mais cautelosa, reduzindo o ritmo das negociações e pressionando ainda mais os preços praticados nas principais regiões produtoras.

Leilões ajudaram na liquidez, mas afetaram referência de preços

O setor reconhece que os leilões tiveram papel importante na geração de liquidez para parte dos produtores, especialmente em um momento de necessidade de comercialização da safra. No entanto, a ausência dos prêmios nas negociações tradicionais altera significativamente a composição da rentabilidade final das operações.

Na prática, agentes do mercado avaliam que o impacto psicológico das operações acabou tendo peso maior do que os próprios fundamentos do arroz no mercado regional.

Mercosul já indica redução de área e produção

Apesar da pressão atual sobre os preços, o setor observa sinais de mudança nos fundamentos para a próxima temporada. Dados do Mercosul já apontam redução de área plantada e perspectiva de menor produção de arroz no próximo ciclo produtivo.

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Esse cenário pode limitar a oferta regional nos próximos meses e alterar o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que poderá influenciar o comportamento das cotações futuramente.

Enquanto isso, o mercado segue monitorando a movimentação dos produtores, o comportamento dos compradores e os efeitos das referências formadas após os leilões recentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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