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Servidores do TJAC são capacitados para modernizar a prestação jurisdicional

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Com foco no usuário e metodologias ágeis, curso de Laboratoristas de Inovação certifica 30 participantes de diversas instituições do sistema de Justiça

Quando foi empossada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Gisele Fessore foi acolhida com o seguinte conselho: “Aqui é muito tranquilo! É só não dar ideia, não inventar e fazer o serviço, que é tranquilo”. Com 27 anos dedicados ao Poder Judiciário, o pragmatismo do passado não orientou sua carreira, pois, imagine só, ela é a palestrante do curso Laboratoristas de Inovação, promovido pela Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud).

A formação certificou 30 participantes de diferentes secretarias do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), para que, assim, a cultura da inovação se multiplique no Judiciário acreano. Instituições parceiras também foram contempladas com vagas; deste modo, servidoras e servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, do Ministério Público e da Defensoria Pública passam a integrar uma rede colaborativa, voltada ao incentivo de boas práticas em prol da sociedade acreana.

O ambiente de aprendizado é o berço para pensamentos convergentes e divergentes. Até porque cada pessoa parte de uma perspectiva formada pela combinação singular de experiências de vida, semelhante ao que ocorre diariamente na rotina funcional. A forma como cada um interpreta o mundo é moldada por suas vivências, e essa diversidade pode ser matéria-prima para a criatividade e novas soluções.

A parte teórica da formação apresentou, principalmente, a metodologia do Design Thinking. São características deste: empatia, prototipagem, colaboração e foco no usuário. A prática do diagnóstico, do refinamento de problemas, da ideação e da construção de hipóteses foi empreendida com muito diálogo, café e post-its.

Nas dinâmicas, os bilhetinhos coloridos de repente se tornaram o esqueleto de um plano de superação de dores e desafios. Os rabiscos expressam contextos, curiosidades e adaptações que posteriormente são defendidas, criticadas, aglutinadas e ampliadas – processo que sintetiza a beleza de reunir vários olhares: o aprimoramento. O usufruto pleno deste pertence àqueles que não são resistentes à mudança e determinam tempo para suas prioridades.

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A adaptabilidade constitui parte da visão de sobrevivência e evolução, portanto, está alinhada com a modernização prevista pela atual Administração do tribunal em sua gestão estratégica.

Vê-se que nem só de tecnologia é feita a inovação. Portanto, a carga horária dos três dias de imersão refletiu sobre fluxos de trabalho, comunicação interna, inteligência artificial, rotinas e conexões. O conteúdo programático finalizou com a palestra “Do Propósito à Prática: como planejar e facilitar oficinas transformadoras”, que completou a caixa de ferramentas dos novos laboratoristas.

“Inovação é a criatividade aplicada” – Tim Brown

A missão de se tornar um agente de transformação pode figurar como um papel heroico, motivador ou impossível, porque a definição parece complexa. No entanto, a competência para administrar uma oficina, utilizar métodos e ferramentas agora está disponível para todos os concludentes.

Alguns participantes compartilharam suas perspectivas:

“No curso de laboratoristas aprendemos sobre ferramentas e técnicas para pensar de forma organizada, porque não basta ter uma ideia para possibilitar que essa solução seja implementada. Tive vários insights em relação ao cerimonial, fiz contato com os representantes de outras áreas que também estão sendo moldados pela inovação para materializar projetos como o formulário na intranet para agendamento da sala de reuniões, organização de eventos e agendamento dos serviços do cerimonial. O contato facilitado e organizado, com fluxo e informações mínimas, vai possibilitar aprimorar o trabalho e servir melhor” – Larissa Abreu.

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“O curso foi uma novidade para mim, porque eu nunca tinha participado de uma iniciativa voltada para essa temática. Já tinha ouvido falar sobre inovação, por isso foi uma grande oportunidade de aprendizado e conhecimento. Pretendo colocar em prática, assim que tiver abertura no meu setor, para contribuir com outras boas práticas” – Wesley d’Ávila.

“Muitos de nós pensam que não são criativos, mas o envolvimento e a participação no curso traz uma transformação. Concluo essa capacitação extremamente renovado com essas possibilidades que todos nós temos de contribuir, criar e gerar resultados” – Eliezio Dias.

Conheça o Inova Lab

Inaugurado em 2022, foi intitulado como Laboratório de Inovação e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Lapis), sigla que nasceu de um concurso de sugestões promovido entre os servidores do TJAC. Foi instituído em consonância com a Resolução do CNJ n° 395/2021. A partir de 2025, quando ocorreu a reestruturação da estrutura organizacional, passou a ser chamado de Inova Lab.

O assessor Bono Maia apresentou várias iniciativas implementadas e que estão em desenvolvimento, razão pela qual convoca o engajamento com o Inova Lab. “Por meio das pessoas, a gente consegue identificar problemas e construir soluções, tanto para questões do dia a dia, quanto para situações mais complexas. O laboratório é um caminho para ajudar todo mundo a ter um trabalho melhor e oferecer um serviço de melhor qualidade para o cidadão”, afirma.

Suas sugestões podem ser reconhecidas e difundidas. Na página do Inova Lab há um formulário disponível para contribuições. Também é possível entrar em contato pelo Whats App: (68) 99952-7913.

Colabore com o Inova Lab

Foto: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor

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Órgão realizará formações com intuito de difundir conhecimentos para ampliar a garantia de direitos e estabelecer relações mais justas na área

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou nesta sexta-feira, 18, da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor. O local tem o objetivo de contribuir com a disseminação de conhecimento na área para ampliar a garantia de direitos.

A escola é um órgão vinculado ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), com a missão de formar cidadãs e cidadãos informados, conscientes e protegidos. Entre os assuntos que devem ser abordados na instituição estão: educação financeira, consumo consciente, superendividamento e segurança no consumo. Além disso, a proposta da escola também é criar canais de diálogo com empresas e fornecedores para a construção de relações mais pacíficas e articuladas à política de defesa desses direitos.

Paralelamente, o Judiciário do Acre tem uma atuação que, além dos julgamentos, visa educar, conscientizar e promover mediação e conciliação para resolver essas questões por meio de soluções pacíficas. Esse trabalho é realizado por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

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Para o presidente do TJAC, ambientes educacionais são essenciais para a prevenção e a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos. “A proteção dos direitos do consumidor é uma missão que todas as instituições de Estado têm que ter com as pessoas que buscam um produto ou um serviço. E nós temos essa responsabilidade de atender bem, de conscientizar para que as pessoas sejam consideradas e respeitadas. O Tribunal de Justiça vê com bons olhos a instituição de uma escola de defesa do consumidor como mais um instrumento para consolidar direitos das cidadãs e dos cidadãos, para que tenham autonomia, capacidade de analisar tudo que está à sua disposição”, comentou Nogueira.

A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, agradeceu pelas parcerias que possibilitaram concretizar a escola e ressaltou a importância de instalar uma unidade educacional: “Defender o consumidor também é orientar, educar e conscientizar. Essa é uma estrutura para ser referência. A informação é a melhor forma de proteger o consumidor. Um consumidor informado conhece seus direitos e tem relações mais justas. Prevenir e proteger o consumo por meio da educação. Essa escola representa investimento em cidadania”.

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Durante o ato, ainda foi assinado um protocolo de intenções com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos na área. Após a cerimônia de inauguração, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, palestrou sobre a história da defesa do consumidor no Brasil e também sobre o percurso de criação dessas escolas. Em seu discurso, ele teceu uma crítica aos sistemas de apostas online, que geram superendividamento, prejudicando a vida das pessoas.

“Criar um espaço para divulgar conhecimento, divulgar informação e permitir que consumidores tenham acesso a essas informações é permitir que eles possam proteger a si mesmos; é quando a gente cria pessoas inteiras, cidadãs que vão contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do nosso país. O Procon/AC vai ser ponto de debate de temas que incomodam o consumidor brasileiro, como são as apostas de cotas fixas, as bets, especialmente as irregulares, que tanto têm afetado e prejudicado a vida do consumidor, porque têm a ver com fraude, com golpe, com engano do consumidor, com lavagem de dinheiro”.

Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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