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Consórcio de máquinas agrícolas cresce 149% em seis anos e impulsiona planejamento no agronegócio

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O consórcio de máquinas agrícolas no Brasil registrou crescimento expressivo nos últimos seis anos, mostrando-se uma ferramenta estratégica para o planejamento financeiro e a expansão sustentável do agronegócio, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Crescimento expressivo de adesões e contemplações

Entre 2020 e 2025, o setor apresentou:

  • 149% de crescimento no total do consórcio de máquinas agrícolas.
  • 110,9% de aumento nas adesões.
  • 138,6% de crescimento nas contemplações.

O número de participantes ativos saltou de 184,79 mil em 2020 para 460,12 mil em 2025. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram comercializadas 68,05 mil novas cotas, totalizando R$ 17,11 bilhões em créditos, 13,7% acima do mesmo período de 2024.

Entre os contemplados, 91,6% utilizaram o crédito para adquirir máquinas novas, sendo 87,1% dos casos destinados a tratores.

Centro-Oeste lidera adesões e contemplações

A região Centro-Oeste se destaca tanto em vendas quanto em contemplações, com 36% das adesões e 33,1% das contemplações no país. Sudeste e Sul vêm em seguida, reforçando a importância estratégica do consórcio para o fortalecimento do setor produtivo.

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Consórcio como instrumento de planejamento financeiro

Para Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora Consórcio, o aumento do consórcio demonstra o amadurecimento do produtor rural:

“O consórcio deixou de ser apenas uma forma de compra parcelada e passou a ser uma estratégia de investimento. Ele garante previsibilidade, evita endividamento e permite ampliar a frota de forma sustentável.”

Além do pagamento mensal tradicional, existem modalidades com parcelas anuais, semestrais ou ajustadas ao ciclo da safra, facilitando o equilíbrio do fluxo de caixa do produtor.

O perfil dos consorciados é formado majoritariamente por pessoas físicas (67%), com idade entre 31 e 45 anos, atuando em propriedades superiores a 50 hectares, voltadas principalmente para soja, milho e arroz.

Vantagens do consórcio frente ao crédito tradicional

Segundo a ABAC, o valor médio das cotas é de R$ 565 mil, com prazo médio de 135 meses e taxa de administração de 0,087% ao mês. Entre janeiro e agosto de 2025, os créditos disponibilizados pelas contemplações somaram R$ 7,99 bilhões, 48,3% acima do mesmo período de 2024.

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O modelo se destaca por:

  • Ausência de juros
  • Poder de compra à vista após contemplação
  • Economia em taxas
Evoy reforça compromisso com educação financeira e desenvolvimento sustentável

A Evoy Administradora Consórcio atua em todo o país, oferecendo soluções para aquisição de veículos pesados, caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos de grande porte. A empresa disponibiliza planos flexíveis, consultoria personalizada e suporte completo, desde a simulação até a contemplação.

Os resultados da ABAC confirmam o consórcio como alternativa sólida ao crédito tradicional, promovendo economia e previsibilidade, fundamentais para o desempenho do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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