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Preços da mandioca sobem com oferta limitada, enquanto derivados apresentam dinâmica mista, aponta Cepea

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Apesar das chuvas em grande parte das regiões produtoras, a oferta de mandioca de 1º ciclo permaneceu limitada na última semana, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Muitos produtores que ainda possuem raízes avaliaram a rentabilidade da matéria-prima como comprometida, refletindo na manutenção do ritmo de alta nos preços.

A tonelada de mandioca posta fecularia registrou R$ 569,56, equivalente a R$ 0,9905 por grama de amido, representando 1% de aumento em relação à semana anterior e 5% no acumulado das últimas quatro semanas. No entanto, em termos reais, deflacionados pelo IGP-DI, o valor apresenta queda de 11,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mercado de derivados segue movimentado, mas com volumes menores

Entre os produtos derivados da mandioca, o mercado de fécula continuou ativo, embora com redução no volume de negócios efetivos, conforme o Cepea.

Já no segmento da farinha, compradores reduziram a atividade após reposicionamento de estoques, resultando em queda na quantidade comercializada para atacadistas e varejistas.

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Perspectiva de mercado

A combinação de oferta restrita de raízes e demanda cautelosa nos derivados mantém os preços pressionados para cima, destacando a necessidade de acompanhamento próximo da dinâmica do setor, especialmente em regiões afetadas pelas chuvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso e pressionam rentabilidade de soja, milho e algodão

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso seguem em trajetória de alta para a safra 2026/27, ampliando a preocupação dos produtores rurais com a rentabilidade da próxima temporada. Soja, milho e algodão registraram avanço nas despesas em abril, pressionados principalmente pela valorização dos fertilizantes, defensivos agrícolas e pelas incertezas do cenário internacional.

Os dados constam no boletim divulgado pelo Imea e pelo Senar MT, por meio do Projeto CPA-MT – Custo de Produção Agropecuária.

Segundo análise do boletim, os movimentos recentes do mercado internacional têm ampliado a volatilidade dos preços dos insumos importados, fator que vem impactando diretamente o planejamento financeiro do produtor mato-grossense.

Soja tem aumento de custos puxado por fertilizantes e defensivos

A soja apresentou alta de 1,88% no custeio projetado para a safra 2026/27 em comparação com março deste ano.

De acordo com o levantamento do CPA-MT, o custo estimado da cultura alcançou R$ 4.286,89 por hectare em abril.

O principal fator de pressão veio dos fertilizantes, cujas despesas registraram forte elevação, além do avanço nos custos com defensivos agrícolas, que subiram 2,17% no período.

O relatório destaca que a comercialização e aquisição de insumos para a próxima safra ainda estão em andamento, mantendo o custo de produção como um dos principais pontos de atenção do setor agrícola neste momento.

Conforme aponta o boletim do Imea e Senar MT, a volatilidade internacional segue influenciando diretamente a formação de preços no mercado brasileiro de insumos.

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Milho lidera alta dos custos em Mato Grosso

Entre as principais culturas do estado, o milho apresentou o maior avanço mensal nos custos de produção.

Segundo o CPA-MT, o custeio da safra 2026/27 subiu 2,32% em abril frente ao mês anterior.

A elevação foi impulsionada principalmente pela alta de 4,30% nos fertilizantes e corretivos, além do aumento de 2,46% nos defensivos agrícolas. Também houve crescimento nas despesas com sementes.

O boletim ressalta que o ambiente internacional mais instável elevou a volatilidade nos mercados e impactou diretamente os preços futuros dos insumos importados utilizados no cultivo do cereal.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) do milho avançou 1,72% no comparativo mensal, enquanto o Custo Total (CT) apresentou incremento de 1,25%.

Algodão exige preço mínimo acima de R$ 127 por arroba

O algodão também registrou aumento expressivo nos custos para a safra 2026/27 em Mato Grosso.

Segundo os dados do CPA-MT, o custeio da cultura foi estimado em R$ 10.642,28 por hectare em abril, avanço de 1,05% em relação ao mês anterior.

O relatório aponta que a alta foi puxada principalmente pelos custos com macronutrientes, influenciados pelas tensões do mercado internacional.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo da pluma ficou projetado em R$ 15.227,56 por hectare, crescimento de 0,55% no mês.

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O dado que mais chamou atenção do mercado foi o preço mínimo necessário para cobrir os custos operacionais da produção.

Segundo o boletim divulgado pelo Imea e Senar MT, considerando a produtividade média estimada em 119,82 arrobas por hectare de pluma, o produtor precisará comercializar o algodão a pelo menos R$ 127,09 por arroba apenas para cobrir o custo operacional efetivo.

Cenário internacional amplia pressão sobre o agro brasileiro

A análise do Projeto CPA-MT mostra que as tensões geopolíticas, oscilações cambiais e incertezas econômicas globais continuam impactando diretamente os custos do agronegócio brasileiro.

A dependência de insumos importados, especialmente fertilizantes e defensivos agrícolas, mantém o produtor rural mais exposto à volatilidade internacional.

Além disso, o cenário de juros elevados e margens mais apertadas vem exigindo maior cautela na aquisição de insumos e no planejamento da safra 2026/27.

Produtor rural monitora custos e rentabilidade da próxima safra

Com o avanço dos custos de produção em Mato Grosso, produtores intensificam o acompanhamento do mercado de commodities, câmbio e preços internacionais dos insumos agrícolas.

O cenário reforça a necessidade de estratégias mais eficientes de gestão, comercialização e proteção de margem para reduzir os riscos da próxima temporada agrícola.

As informações foram divulgadas no boletim do Projeto CPA-MT, elaborado pelo Imea e Senar MT.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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